DEMOCRACIA CIBORGUE?

Atualizado: Abr 9


Um estudo da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou que, das manifestações do dia 15 de março, mais da metade das publicações no Twitter favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro foram realizadas por robôs. Isso corrobora os meus levantamentos feitos com investimentos privados, de meu “robô caça MAV”, dando uma dimensão mais exata do tipo de apoio que o presidente Jair Bolsonaro tem nas redes sociais, expondo como funciona a democracia ciborgue na manipulação através do Twitter.


A hashtag #bolsonaroday teve tweets ao redor de 1,2 milhões, os quais tiveram mais da metade da origem em contas automatizadas, as quais eu acompanho com meu robô “detetive particular”. Todas se baseiam nas funções Website e integrações de aplicativos, as quais meu robô pessoal também utiliza. Eu, como desenvolvedor avançado de TI, também utilizo o meu robô, acessando diretamente as APIs do Twitter para alimentar um sistema de BI. Assim o que os cientistas da UFRJ chamam, em seu estudo, de robôs, conta automatizadas / semiautomatizadas são todas as mesmas coisas, tecnicamente para mim.


Segundo estatísticas do próprio Twitter, a média das pessoas, que usam a rede social, publica cerca de três a dez tweets por dia. Os usuários mais ativos, digam-se: as maiorias MAV chegam a publicar até 50 tweets por dia. No dia 15 de março, cada MAV favorável ao presidente Jair Bolsonaro publicou, em média, 700 mensagens com a hashtag #bolsonaroday. Houve casos de um único MAV com mais de 1,2 mil tweets naquele único dia.


Os 55% de interação por robôs é uma taxa absurdamente alta, que supera de longe outros casos famosos recentes de democracia ciborgue feita por automações digitais. Na eleição do presidente Donald Trump, nos EUA, as contas MAV automatizadas geraram aproximadamente 18% do tráfego do Twitter, segundo os dados do Internet Institute da Universidade de Oxford. Já no caso do Brexit, dois pesquisadores, Samuel Woolley e Bence Kollanyi, avaliaram que 32% das publicações no Twitter favoráveis à saída da Grã-Bretanha da União Europeia foram realizadas por contas automatizadas, o que indica um elevado grau de manipulação ciborgue.


Os trabalhos da FESPSP e da UFRJ relatam algumas fortes e sérias evidências sobre o papel desempenhado pela democracia ciborgue nas redes sociais. A utilização de mensagens e automação de ações políticas online com o uso inclusive de ferramentas de inteligência artificial, na retaguarda das APIs, tem consequências sociais, políticas e culturais graves: anuviam a atenção da rede de usuários e manipulam os algoritmos das redes sociais. Também criam “tsunamis” de informação que tendem a influenciar ás decisões, de outros usuários, por meio do efeito de manada. Operacionalizam a Pós-Verdade na distorção e manipulação da opinião pública em constante construção e disseminação ideológica. Monopolizam o debate e as tendências online. O uso da automação política não apenas frauda o tamanho do apoio ao presidente Bolsonaro, como apodrece todo o espaço digital de democracia.


Outro aspecto do estudo é o uso da estratégia de “guerra cultural permanente”, como forma de campanha política continua no Twitter pelas MAV bolsonaristas, usando sempre hashtags e mensagens cujo conteúdo, habitualidade e dimensões são exatamente idênticos aos períodos de campanha eleitoral, inclusive já orquestram ás eleições presidenciais de 2022 e 2026.


No modus operandi da campanha permanente, está à motivação continua da MAV humanas, para defender o bolsonarismo, atacar seus opositores, com o uso de narrativas de falácias, sofismas, silogismos e paralogismo de perfis, para a construção “do bem e do mal”, afirma o estudo dos cientistas. Os alvos habituais dos bolsonaristas são o judiciário. Mas o legislativo vem ganhado maior foco, a Pós-Verdade que usufrui a “lava jato”, mira no judiciário um oponente para a continuidade da operação, além da questão da polêmica prisão em segunda instância, segundo os levantamentos.


As MAV bolsonaristas não só apoiam o presidente Bolsonaro, como atacam as instituições. Mesmo sabendo que a maioria dessa atividade contra a democracia não vem de pessoas reais, mas da atuação de automação. É putrefato o fato do presidente Bolsonaro e seus filhos serem tão próximos dessas milícias virtuais (ao ponto de as seguirem no Twitter). A democracia ciborgue serve de campo de batalhas digitais para atacar o ambiente de liberdade e diálogo da democracia.


A conivência do Twitter com isso, como ocorre nos EUA, Inglaterra e outros países (onde a Alt-Right atua) é evidente, pois estes perfis das MAV não parecem estar sujeitos às mesmas obscuras políticas de auditoria e penalizações que meu usuário real, politicamente e estrategicamente não verificado pelo Twitter, sofre frequentemente sem qualquer violação das Regras do Twitter e políticas.


Eu defendo que o Twitter deveria ser investigado em âmbito internacional, tanto em termos de investidores, patrocinadores e colaboradores ao redor do mundo, suas ligações e interesses pessoais com a direita alternativa (Alt-Right). O próprio CEO do Twitter, Jack Dorsey, em um Startup apoiado por ele, levantou US$ 10 mi para desenvolver uma rede de bitcoin no estilo da Visa. As Criptomoedas são a principal forma, segura e oculta, das redes internacionais ilícitas, que apoia à direita alternativa global (Alt-Right), na sua guerra cultural na disseminação da supremacia global, através da Pós-Verdade, Fake News, automações por hackers da democracia ciborgue.


O Startup do @jack, de pagamentos em bitcoin Lightning Labs levantou US$ 10 milhões, tendo investidores tais como Vlad Tenev (russo), do criador do Litecoin, Charlie Lee (chinês), entre outros. A Craft Ventures liderou a captação, que contou com investidores tradicionais como Howard Morgan, ex-co head global de valores mobiliários da Goldman Sachs, John Pfeffer, da KKR, e o Under 30 da Forbes Jill Carlson, da Slow Ventures (e ex-trader da Goldman Sachs).


Hoje as Criptomoedas são utilizadas por máfias internacionais, seitas obscuras, ordens secretas, religiões empresas, terroristas e todos os tipos de atividades ilícitas no mundo dos negócios "icebergues".


A imprensa investigativa, agências governamentais e até organizações mundiais precisam investigar, expor e levar a justiça se for o caso, todas as organizações e pessoas envolvidas com estas seitas e ordens obscuras que possuem um plano claro de impor uma nova ordem autocrática e totalitária como no período da segunda guerra mundial e subsequente guerra fria. Hoje vivemos a guerra da Pós-Verdade financiada e travada no mundo virtual.


Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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