DIREITA ALTERNATIVA?

Atualizado: Mai 6

Antes da Globalização, a principal mídia era a televisão. E nela os idiotas, descritos por Nelson Rodrigues, não podiam responder. As comadres iam fofocar nas casas das amigas e os compadres nos bares. Ambos enchiam os sacos de bem poucas pessoas com suas opiniões parvas.

Havia a guerra fria, ou você era aliado dos EUA ou da URSS (a China era uma potência de nêutrons na época). O sistema bancário, o mercado de capitais e as próprias agências de notícias chegavam a demorar dias para circular uma informação ao redor do mundo.

Porém nós da área de TI e Gestão de Negócios estávamos lá preparando uma revolução. Nós possibilitamos ao mundo inteiro comunicação online e também gestão integrada de empresas comandadas por processos de negócios.

Veio o “crash” da URSS, com apoio financeiro e político do ocidente, dos na época chamados neoliberais.

Com este cenário global, o espaço para os sociais democratas se abriu e estes, aliados aos neoliberais fizeram a Globalização. Usaram a Tecnologia de Informação para Gestão dos Processos de Negócios, o mundo todo passou a ser o “mercado de capitais”.

Paralelamente a isto, com os ERP controlando as empresas no mundo inteiro, foram feitos investimentos em indústrias e centrais de serviços em todo planeta. Tudo com o apoio da TI agora rodando “Anything, Anytime and Anywhere”.

Todos estes investimentos foram feitos pelo establishment dos EUA e Europa, juntamente com o surgimento dos bilionários russos e chineses (também em processo de abertura) e suas respectivas organizações paralelas nascentes.

Esse establishment ocidental queria aumentar seus ganhos e reduzir os riscos com seu capital circulando em várias partes do mundo, sempre atrás das melhores oportunidades. Cansei de implantar ERP, BI, Workflows, BPM e muitas mais soluções para este establishment. Tanto nas empresas que tinham ações, ou nos fundos e bancos dos quais faziam parte. Este tipo de capitalista ascende uma vela para Deus e outra para o Diabo embaixo da mesma pia. Ocasionalmente implantei sistemas de gestão até para grandes investidores individuais.

E o mundo dos negócios foi globalizado online.

Vários países “emergentes” como Rússia, China, Coréia do Sul e Índia aproveitaram bem este momento. O Japão já vinha antes, desde o final da segunda guerra com grande investimento do establishment dos EUA também. Outros “emergentes” como Brasil e Argentina fizeram justamente o contrário, andaram para trás. Tornaram-se “colônias” exportadoras de commodities para os outros emergentes e para os já desenvolvidos. Suas indústrias, produção tecnológica e cultura foram dizimadas por uma elite (política e especuladores) corrompida e populista. Perderam a chance para entrar nas cadeias produtivas e de serviços globais em troca de muito dinheiro. Tornaram-se importadores de manufaturados, serviços, tecnologia e cultura. Não que fossem grandes potências antes, mas ao menos tínhamos suas próprias bases em desenvolvimento.

Hoje vivemos em um mundo globalizado, que foi concebido por sociais-democratas e neoliberais. Mas os conservadores e todas as demais tribos político-ideológicas continuaram vivendo nele.

Sem a facilidade ideológica da guerra fria e com a internet suplantando a televisão, como a mídia mais influente no planeta, as coisas ficaram bem mais complexas. Por exemplo, a profecia de Nelson Rodrigues sobre a quantidade e a constatação de Umberto Eco sobre eles terem voz com a internet, se comprovaram. Muita gente insatisfeita com a globalização começou a vociferar seus recalques pela internet com alcance maior que a sala de visitas das comadres e os bares de esquina dos compadres.

A Pós-Verdade, que sempre foi uma prática comum nas ditaduras, mesmo com outros nomes, passou a rivalizar com a imprensa séria, principalmente por seu empirismo, assimilação fácil e falar para os para os ouvintes sobre as consternações e empirismos que eles querem ouvir. A internet se tornou o mundo da Pós-Verdade.

Nos EUA parte do establishment começou a perder dinheiro com a globalização, só o Trump faliu por seis vezes. Essa parte que começou a perder dinheiro e poder, como todo o establishment global, não é de esquerda, centro e direita, infelizmente são 3D como eu (é a única coisa que tenho em comum com esta gente). Não são patriotas, religiosos, conservadores, preconceituosos, família, saudosistas, moralistas, éticos etc. Muito pelo contrário, orgias, drogas, prostituição, corrupção pública e privada, exploração humana, poligamia e a ausência de quaisquer escrúpulos, para fazer qualquer coisa, são a realidade do establishment global e desta parte dele derrotada também. Eles bancam direita, centro e esquerda concomitantemente para ter sempre se revezando no poder alguém de seu círculo de influência. Há exceções, mas realmente são muito poucas, citando um: Bill Gates.

Paralelamente os novos bilionários russos e chineses, começaram a investir pesadamente nos EUA, incluindo títulos da dívida do tesouro americano, um investimento muito seguro. Também as novas organizações paralelas russas e chinesas, começaram a investir muito no mercado norte americano, comprando e criando muitas empresas para oficializar suas operações. Do outro lado a parte establishment dos EUA que perdeu, começou também a investir na globalização, via mercado de capitais. O encontro entre organizações paralelas, bilionários russos e chineses ascendentes, com norte-americanos decadentes se deu nos negócios. Eles compartilham o uso de instituições financeiras, fundos de investimentos, mercado de capitais (são acionistas em várias empresas) e começaram a desenvolver muitos interesses em comum.

Tanto Rússia quanto China, que nunca foram democráticas (no conceito ocidental) em suas histórias, sempre fizeram uso da Pós-Verdade, com outros nomes anteriores, pré internet. Os norte-americanos sempre seguiram a linha democrática ocidental, com uma imprensa séria e profissional, mas capitalista, ou seja: que precisa de expectadores e patrocinadores pela qualidade e interesse sobre suas informações. Não é perfeita, mas é melhor que imprensa partidária e Pós-Verdade.

Vamos doravante chamar esta parte do establishment decadente norte-americano de Alt-Right, como explicarei na sequência.

A Alt-Right percebeu que havia um público “disponível” entre as camadas mais populares, pouco especializadas, com QIs limítrofes e menos oniscientes que haviam tido perdas com a globalização. Este público guarda muito rancor da mudança econômica, uma vez que perderam empregos ou renda para pessoas de outros países. Sentimentos de nacionalismo, racismo, intolerância religiosa e muito mais mensagens “politicamente incorretas” afloravam pelas redes sociais. Evidentemente que a Alt-Right não poderia diretamente catalisar este público, bem como não tinha experiência na “democracia ciborgue”. Precisava de uma base “ideológica” para conseguir incorporar e organizar esta base social. Foi aí que surgiu a necessidade de recursos financeiros, tecnológicos e intelectuais para formar suas legiões.

O intuito básico da Alt-Right sempre foi recuperar o poder e o dinheiro perdidos. Já estavam associados economicamente com organizações paralelas e milionários emergentes russos, chineses e de outros países “menos” democráticos. Também até com atividades de organizações paralelas internacionais destes países, através de complexas operações financeiras para oficializar o dinheiro, para utilização no mundo da economia formal.

A reunião da cúpula da Alt-Right se deu em ordens “secretas” com abrangência internacional. Baseada em mensagens e códigos cifrados, por seus métodos internos, instruindo as células para as ações e caminhos a serem seguidos.

Foram “contratados” intelectuais (de diversas formas econômicas e financeiras) para a confecção de uma ideologia da direita alternativa, usando os valores morais e religiosos dos populares, que a Alt-Right evidentemente não tem (por isso permanece oculta). Foram criadas milícias virtuais robóticas a partir da Rússia e China, para a disseminação de ideologia da Alt-Right. As cripto-moedas são parte exponencial deste processo.

A partir desta disseminação de ideias de “intelectuais” de aluguel, com milícias virtuais robóticas, pessoas reais que já estavam nas redes sociais cooptadas, utilizando métodos socialistas tradicionais russos e chineses, de formação de células para uma “revolução” de “extrema-direita”. Foram formados líderes virtuais, que seguindo o mais tradicional modelo de Gramsci, iam montando as células, com os selecionados através de suas posturas, nas redes sociais. Eu mesmo, nas eleições presidenciais de 2018, pela minha famosa agressividade e arrogância, fui confundido com um deles e acabei indo parar em dezenas destes grupos da Direita Alternativa no Twitter, WhatsApp, Gab, Telegram e até Wickr.

Vários políticos foram escolhidos pela Alt-Right para serem seus representantes, participarem das manobras, serem impulsionados pelas redes sociais e pela “democracia ciborgue”. O mais famoso deles é evidentemente Donald Trump, por ser presidente da ainda maior potência mundial.

Donald Trump foi eleito com apoio oficial da Alt-Right, sócia de bilionários russos, chineses, organizações paralelas especializadas em cyber ações, empresas que atuam no mercado de capitais e com apoio velado dos presidentes Russo, Chinês e de outras ditaduras, que viam a alternativa Trump como uma boa solução, para acabar com a propaganda da democracia ocidental, que começava a ter seus movimentos representativos em seus países.

O método da Pós-Verdade, tradição no socialismo e ditaduras de todos os tempos, foi e é empregado por Trump, seus “intelectuais” de aluguel assim como suas milícias digitais robóticas e humanas. O intuito, além de destruir a reputação da imprensa profissional séria “desalinhada”, é para manter as bases motivadas e recrutar novos membros, como Gramsci sugeria em sua obra. Se a Alt-Right não é socialista quem são os socialistas do século XXI? Atualmente a Alt-Right está buscando até manter relações com grupos fundamentalistas internacionais “religiosos”, financiados pelos trustes do petróleo. As crendices como terraplanismo, aquecimento global e aversão á vacinas têm muito a ver com os valores destes grupos islâmicos autocráticos, fundamentalistas e muito agressivos.

Basicamente hipócrita e autocrática, a Alt-Right quer congregar tudo que há de mais atrasado em termos civilizatórios ao redor do mundo, com lideranças locais, às vezes aparentemente não alinhadas aos próprios e aos EUA de Trump. Mesmo fingindo adversidade política e econômica. E tenham certeza, em suas vidas particulares a Alt-Right faz tudo diferente do que prega através de seus “intelectuais” de aluguel e milícias digitais.

A Alt-Right também começou a comprar e criar sua própria imprensa com capital oriundo dos próprios, de russos, chineses e outros investidores de diversas nações autocráticas. Esta compra às vezes não consiste em participação societária, mas em patrocínios governamentais e privados. O mesmo ocorre com os “influencers” digitais que só estão atrás de tostões virtuais não interessa como, até cripto-moedas.

Outro aspecto interessante é o envolvimento direto da rede social Twitter com a Alt-Right. Antes, durante e depois das eleições de Trump, o Twitter é a principal rede social do próprio, os “intelectuais”, “influencers”, “milícias humanas” e “milícias robóticas”. A maioria das operações de “guerra cultural” da Alt-Right acontece nas trincheiras do Twitter com quase total parcimônia da rede. Inclusive seu Chairman, Jack, está envolvido também com o negócio de cripto-moedas e investimentos espalhados pelo mundo.

Todo embasamento da Alt-Right, seus “intelectuais” de aluguel, milícias e imprensa própria é baseado na Pós-Verdade, acompanhada de Fake News, Falácias, Silogismos, Paralogismos e Sofismas. Também usam muito o condicionamento operante de Skinner, a Síndrome de Estocolmo de Nils Bejerot, muito Cyberlullying, Cyberstalking, doxing, ilações, injúrias, calúnias e difamações, estas quatro últimas muito utilizadas pelo nazismo na Alemanha (Goebbels) e pelo socialismo da URSS (Trotsky) nas mídias da época. Os “intelectuais” de aluguel geralmente não passam de embusteiros com boa retórica, “intelectuais” de segunda linha, “intelectuais” em fim de carreira. Não existem de fato intelectuais qualificados atuando para a Alt-Right.

Evocar sempre Deus, religiões e dogmas em suas vidas é uma das maiores hipocrisias da Alt-Right, do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Uma rápida pesquisa em qualquer membro da Alt-Right irá demonstrar isso. Isso se estende aos “intelectuais” de aluguel, “influencers” e as próprias milícias virtuais não robóticas. Todos hipócritas acusando os outros do que eles realmente são.

Esta foi a Alt-Right. Agora vamos com conhecer a Bog-Right que nos trouxe o Bolsolavismo.

Uma facção dissidente de uma ordem “secreta” mundial no Brasil, com envolvimento direto com a Alt-Right, inclusive em negócios internacionais, formou o quê denomino por Bog-Right. Bog vem do inglês Bogus, que significa falso. Diferente da Alt-Right que trabalha a Pós-Verdade, a Bog-Right brasileira atua intensamente também com mentiras absurdas. A Pós Verdade da Bog-Right, na maioria das vezes, está baseada em mentiras óbvias, para pessoas cima do QI limítrofe (raras no Brasil), que são honestas intelectualmente.

Foram escolhidos alguns “intelectuais” de aluguel, muitos enviados para os Estados Unidos e bancados financeiramente de maneiras misteriosas. Dos EUA eles ficaram quase imunes a ações policiais e judiciais, bem como fiscalização de suas fontes de rendas locais. Também longe da imprensa séria e investigativa, mas próximos física e economicamente dos seus reais mantenedores. Os “empresários” da Bog-Right radicados nos EUA possuem consultorias, assessorias, institutos, instituições de EAD e muitos são funcionários de grandes empresas da Alt-Right tem maior atuação nas redes sociais do que em seus trabalhos formais. Inclusive muitos estão “trabalhando” em hedge funds, fundos de private equity, bancos de investimento que atuam para investidores da Alt-Right, chineses, russos e organizações paralelas destes países. Também foram formados localmente “intelectuais”, “influencers” e até “milícias virtuais humanas” através de EAD, tanto oriundos dos brasileiros da Bog-Right radicados nos EUA, quanto dos próprios “intelectuais” da Alt-Right. As principais linhas de financiamento são cripto moedas e oficialização de dinheiro, nestes casos oficializados por operações comerciais complexas da Bog-Right. Foram utilizadas as organizações paralelas chinesas e russas, através de hackers, fortemente nas eleições 2018. Também foram selecionadas diversas empresas de marketing digital nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, para a administração de milícias virtuais robóticas e gestão técnica dos personagens (FAKES MAV – Milícias Anônimas Virtuais), os “influencers” ocultos.

No Brasil a Bog-Right tinha algumas pré-opções para lançar um candidato à presidente. Porém por questões como idade, fidelidade ou ter utilizado financeiramente o lulopetismo todos foram descartados. A solução Bolsonaro foi escolhida pela Bog-Right, que o conheceu através do Rasputin da Virgínia, que já tinha entre seus alunos-seguidores os filhos do próprio.

Jair Bolsonaro não era uma opção muito segura, pois além de rebelde e muito limitado intelectualmente, tinha um passado nada patriota, cristão, conservador e família. Suspeitas de envolvimento com milícias. Processo e afastamento precoce no exército por insubordinação e ameaça de atentado, processo da primeira esposa por ameaça de morte, filho com uma futura esposa ainda casado com a anterior. Cinco filhos de três casamentos diferentes. Suspeito de usar muitas artimanhas triviais utilizadas por políticos com as verbas de gabinete. Além disso, fora aliado do lulopetismo, inclusive votando e apoiando por anos. Mas era o que havia. Olavo de Carvalho pessoalmente, com apoio dos filhos e seus alunos no governo, acreditava que conseguiria administrar o Jair Bolsonaro. Deste modo Bolsonaro começou a militar contra o lulopetismo e se envolver com os movimentos pré-impeachment da lulopetista Dilma.

Todas as falanges da Bog-Right começaram a trabalhar pró-Bolsonaro cerca de dois anos antes das eleições, para criar o personagem que seria a nêmese do lulopetismo, que sempre foi na prática seu maior cabo eleitoral. Surgiu o “mito”.

O lulopetismo cooptou tanta gente nos quase dezesseis anos de poder, que praticamente não havia mais oposição. Direta ou indiretamente quase todos os políticos se “labuzaram” no modus operandi do lulopetismo. Lula é uma personificação do que são o Brasil e os brasileiros, não há dúvida para mim. Mas o “ódio” ao lulopetismo e ao Lula foi usado para produzir outro “Lula” e outro modo de governar similar, o bolsolavismo.

A falta de concorrência, o apoio financeiro da Bog-Right e de quem não queria mais o lulopetismo impulsionaram o sucesso da campanha. Que teve ainda como aliada á comoção nacional pelo atentado contra a vida de Bolsonaro por um ex Psol (que representaria a esquerda).

Hackers chineses, hackers russos, empresas de marketing digital brasileiras, milícias virtuais humanas e robóticas, bem como políticos, empresários, partidos e movimentos que pegaram a onda do mito da Bog-Right, deram temporariamente, a base eleitoral suficiente para Bolsonaro vencer o lulopetismo.

Estamos sendo “governados”, indiretamente, por parte do establishment global que perdeu dinheiro e poder com a globalização, aliado a “ditadura socialista” da China, bilionários do capitalismo de estado / compadrio russo, organizações paralelas internacionais e agora até fundamentalistas religiosos internacionais. O projeto é autocrático e guiado por interesses nada patriotas, cristãos, família e conservadores. Bolsonaro está muito mais próximo do socialismo, do capitalismo de estado, do capitalismo de compadrio e do coletivismo da direita alternativa do que qualquer conservadorismo ou liberalismo tradicional.

Este é o fato, o resto é Pós-Verdade!

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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