A HORA E A VEZ DE BOLSONARO MATRACA

Para leitores com menos conhecimento uma breve introdução:


A Hora e Vez de Augusto Matraga


“A Hora e Vez de Augusto Matraga é um filme de drama brasileiro de 1965, baseado no conto homônimo da obra Sagarana, de João Guimarães Rosa. Augusto Matraga é um violento fazendeiro. Traído pela esposa, ele é emboscado por seus inimigos e dado como morto. Mas, é salvo e volta-se para a religiosidade. Augusto conhece Joãozinho Bem Bem, jagunço que o faz viver um conflito interno, instigando os instintos violentos de sua personalidade. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o misticismo que não consegue mais abandonar”.


Matraca


1. peça de madeira com uma plaqueta ou argola que se agita barulhentamente em torno de um eixo; malho.


2. FIGURADO (SENTIDO) FIGURADAMENTE: pessoa que fala muito; tagarela, palrador.


É usada no Brasil, em pequenas cidades por vendedores e também na quaresma para anunciar uma procissão. O instrumento substitui os sinos na Semana Santa. Matraca também é um brinquedo muito utilizado na época de carnaval.


A Hora e a Vez de Bolsonaro Matraca


Como o personagem Augusto Matraga, apenas não sabendo se ele foi traído por uma ou mais das esposas (como afirmou a revista Isto é), Jair Bolsonaro foi emboscado por seus inimigos, de alta patente no exército e foi dado como morto, vegetando na reserva até poder se reformar.


Ele renasceu como vereador no Rio de Janeiro, depois deputado federal por quase duas décadas, até chegar à presidência da república.


Antes conheceu primeiro o seu jagunço Queiroz e posteriormente sua atual esposa evangélica, mãe solteira 30 anos mais jovem, da igreja “Assembleia de Deus”, sendo batizado sendo, já sexagenário, pelo pastor Everaldo, do PSC, no rio Jordão em Israel.


Hoje Jair Bolsonaro vive em um conflito interno, instigando sempre os instintos violentos de sua personalidade, mas oscilando entre seu temperamento agressivo e o misticismo crente, que não consegue mais abandonar.


Como uma Matraca, Bolsonaro é uma pessoa que fala muito (mas com pouca qualidade) fazendo sempre muito barulho, lembrando até as matracas utilizadas na revolução constitucionalista de 32, para imitar metralhadoras e como elas nunca acertando nada.


Nas procissões bolsonaristas orquestradas em Brasília, ele é sempre a matraca. Assim nos carnavais de suas visitas sem fim pelo Brasil, em eterna campanha política.


Cenário Atual


Apesar da popularidade ainda ao redor dos 30%, Bolsonaro procurou o apoio do centrão para evitar um dos 54 pedidos de impeachment guardados na gaveta de Maia, presidente do Congresso.


Como ao longo de toda sua carreira política, onde ele sempre fez parte do centrão fisiológico, Bolsonaro hoje governa em constantes negociações com o centrão, para se manter. Governar já é mais difícil tanto pelas suas limitações pessoais como de toda sua equipe, recheada de “capelães castrenses” da reserva. Não há intelectuais nem qualificação no governo Bolsonaro, a prova mais clara disso é consideraram o astrólogo com segundo grau, Olavo de Carvalho, seu guru e o ministro “Pinochet” Guedes, uma grande economista. Na realidade a falta de intelectuais e qualificação são uma constante em toda a base de apoio bolsonarista. Isso com exceção de poucos atores e jornalistas em fim de carreira, alguns inclusive raramente sóbrios até nas redes sociais.


Bolsonaro já tentou governar baseado na pressão via redes sociais e movimentos sociais alugados e não conseguiu.


Chegou a orquestrar inclusive um golpe de estado (como seus ídolos Chávez e o Chaves), mas não conseguiu.


E vendo o raiar do impeachment no horizonte, tratou de “cooPTar” o centrão, para se garantir pelo menos até o final do governo.


O Centrão é pragmático ao extremo. Tanto podem levar Bolsonaro, cada vez mais como um “Walking Dead” até 2022, quando vão escolher a opção que mais lhes garanta uma reeleição, como podem largar Bolsonaro no meio do Impeachment se a “voz das ruas” (e dos votos) se levantar pelo impeachment, no meio do caminho. No centrão a única certeza é que nunca há certeza. É nesta praia que Bolsonaro está surfando no momento.


Nas redes sociais, a base de apoio menos direta, predominantemente de anônimos (criminosos constitucionais), já começou inclusive a se levantar contra ele nesta semana. Vários perfis tradicionais já começaram até a xingá-lo estão e brigando entre si. No Bolsonarismo com exceção da “famiglia” Bolsonaro, todos os demais são descartáveis.


No momento que Bolsonaro se viu como tendo que apelar para o centrão, essa base virtual começou a perder recursos e utilidade, por isso começou o descarte. Inclusive o próprio governo, por vias indiretas, já começou a entregar a identidade dos anônimos, para que os afligidos por estes, possam começar todos os processos de danos morais no judiciário, assim eles ficarão “ocupados” e não atacaram o próprio Bolsonaro.


Bolsonaro já está compondo até com o lulopetismo no legislativo e agora vai tentar o mesmo no judiciário. E não esqueçamos, que ele fritou o principal herói do impeachment, o ex juiz Sergio Moro, ou seja, tirando os filhos (até certo ponto), todos os demais são descartáveis.


Temos ainda a questão da pandemia, que Bolsonaro atenuou não com campanhas ou vacinas, mas apenas com auxílio emergencial, o que aparentemente comprou os 30% de popularidade que lhe resta. Isso também é a prova de como os brasileiros, têm se se vender por muito pouco para sobreviver. Agora Bolsonaro quer assumir a paternidade dos governadores e prefeitos, que se anteciparam nas negociações com a vacina, enquanto Bolsonaro viajava sem máscara em campanha política pelo Brasil.


Como uma Fake News encarnada, Bolsonaro segue fingindo que governa fazendo, sempre muito barulho para ter o foco sobre si, com polêmicas sem fim e tirar o foco das coisas que realmente importam.

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