A ORIGEM DO ÓDIO NA INTERNET!

Todo ódio e mentiras de origem política que vemos nas redes sociais hoje têm uma origem, quer conhecer?


As pessoas falam muito de Trump, Bannon, Olavo de Carvalho, Bolsonaro etc. Ficamos escutando histórias de gabinetes do ódio, perfis anônimos, fake news etc. Porém pouca gente sabe de fato quem, quando e como isso tudo começou. Então vamos aos fatos.


A Itália, de certo modo é o país moderno que possui as maiores heranças culturais do império ou republica romana. Isto inclusive no comportamento latino greco-romano, que está na raiz de boa parte da cultura latina e na cultura ocidental.


Em termos de justiça, temos o “Direito Romano” e Operação Mani Pulite, em termos de política o gramscismo e o fascismo, em termos de líderes políticos populistas Mussolini, Berlusconi, Conte entre muitos mais. O carnaval tem origem na Itália bem como o comportamento burlesco é muito popular por lá. É também com uma forte tradição de corrupção institucionalizada com a conjunção do capitalismo de estado e de compadrio em constante sincronia. A mídia italiana no geral apresenta um estilo “populacho” bem voltado a um sensacionalismo, justiceiro e chulo. Até o humor italiano é caracterizadamente tosco. E a Itália é, sem dúvida, a “Meca” dos escândalos políticos sem fim. O pettegolezzo (fofoca, a avó das fake news) é uma grande tradição italiana tanto nas ruas quanto na mídia. E naturalmente a Itália é um país de muita tradição no eixo direita, conservadora, cristão, “famiglia” (um pouco mais amplo que as nossas famílias) e muito ligado a sociedades secretas como a maçonaria, rosa cruzes, etc. E a máfia (que aqui chamamos de milícias), os “mafiusu” existem desde a época medieval. Só para lembrar alguns: Cordopatri e Cosa Nostra (esta com ramificação global e atuante no mercado de capitais.). A Itália chegou a ser inclusive “exportadora” de mafiosos: Al Capone, Lucky Luciano, Don Saro e Tomaso Buscetta.


Esta pequena visão da Itália já demonstra claramente que ela tem a tradição e prática em todo pré-requisito da democracia ciborgue e pós-verdade, sendo lá o primeiro laboratório deste modelo, que se tornou um padrão “world class” na nossa política democrática atual.


Os modelos políticos italianos, desde a segunda guerra mundial seguiram em maior ou em menor as receita populista fascista de governo muito apoiada em estratégias gramscistas de difusão, organização e controle (muito similares as bolhas de filtragem das redes sociais e grupos secretos da democracia ciborgue).


Outra característica é que os políticos e empresários italianos sempre atuaram se confundindo em seus papéis no capitalismo de compadrio e capitalismo de estado simultaneamente. Principalmente nas empresas de mídia, o domínio da direita italiana sempre as controlou tanto como estatais como privatizadas.


E ainda existe o apoio da “máfia” e ordens secretas no que tangem a questão de “influência” e práticas não legalizadas de ações da direita italiana. Até o Vaticano andou enrolado em corrupção lá na vizinhança.


O Judiciário Italiano, um grande formador de políticos na Itália, se destacou na década de noventa pela operação “Mani Pulite” (Mãos Limpas) onde atuou de maneira não ortodoxa, no direito romano, por vezes fazendo “justiça sem limites” e utilizando fontes “peculiares” como a própria máfia, ordens secretas e até o teleprocessamento (modelos pré-padronização da internet) que havia disponíveis por estatais italianas. Posteriormente passou a utilizar a internet e até fontes anônimas desta. A justificativa para os “excessos” do “Mani Pulite” era justamente o direito alcançar poderosos corruptos que normalmente o direito “tradicional” não conseguiria alcançar.


Para termos uma ideia de cronologia, isto começou na década de noventa, onde a internet estava apenas começando como padrão global e disponível apenas em meios acadêmicos. Deste modo a democracia ciborgue surgiu ainda nos primórdios da internet, mas já com as centrais de “BBS” e “Videotel” onde os primeiros anônimos já desenvolviam o que seria a prática da pós-verdade com as primeiras fake News de curto alcance ainda.


A SIP - Sociedade Italiana para o Exercício da Telecomunicazioni SpA (antes de 1985 SIP - Sociedade Italiana para a Operação Telefônica) era a principal empresa de telecomunicações italiana (pertencente ao grupo IRI), ativa desde 1964, e então ser transformada em Telecom Italia SpA em 1994.

Em Abril de 1990, a SIP colocou em funcionamento o novo sistema de rádio móvel analógico ETACS : o sucesso alcançado pela SIP com a introdução desta nova rede foi tal que se tornou o operador europeu de rádio móvel com maior número de assinantes.

Em 1991, a SIP ativou a rede ISDN digital integrada de voz e dados. Em outubro do mesmo ano, em Roma, a experimentação da rede de rádio móvel digital GSM começou, então lançada comercialmente em 1995. No final de 1993, os usuários SIP eram mais de 24 milhões. 58% das ações da SIP eram detidas pela STET. Em 1994, a SIP mudou seu nome para Telecom Itália em vista da privatização subsequente.


Assim como o Brasil, que ficou pelo caminho em termos de tecnologias de telecomunicações com as privatizações do FHC ficou para trás, à Itália nos anos oitenta já possuía conectividade de computadores e uma rede nacional, o Videotexto. O Videotel era o videotex da SIP - Sociedade Italiana para o Exercício das Telecomunicações, o antigo monopólio telefônico italiano agora fundido com a Telecom Itália. Experimentado desde 1981 se tornou operacional em 1985. Semelhante ao Minitel francês, o sistema italiano de videotex não conseguiu replicar seu sucesso, terminando em desuso em meados da década seguinte.


Eu fui um dos pioneiros, ao lado de Alexander Mandic em teleprocessamento no Brasil, de modo que usei profissionalmente as BBS, Videotexto, Renpac, STM-400 e muitas mais redes de telecomunicações da época.


Nas centrais do Videotel italiano (https://it.wikipedia.org/wiki/Videotel), da estatal telefônica SIP, foram criadas as primeiras redes sociais, messengers, chats, grupos fechados, games, agências de notícias, bate papos com bolhas de confinamento, câmaras de eco, manipulação e modulação digital, mas com inteligência humana, pois os hardwares da época ainda não permitiam o uso da IA comercialmente. Havia alguns algoritmos bem simples utilizados na rede, porém você conseguia os encontrar disponíveis até em livros dobre informática da época.


O Partido da Democracia Cristã Italiano, um tipo de MDB do período da ditadura militar brasileiro, o partido “pega tudo” da extrema esquerda a extrema direita, foi o primeiro a usar, com alcance reduzido, milicianos virtuais anônimos nas salas de bate papo, grupos e redes sociais do Videotel. Não significa que foi em razão disso, mas elegeram dois presidentes em sequência: Francesco Cossiga e Oscar Luigi Scalfaro. Isso nas décadas de oitenta para noventa.


Quem terceirizava e operava todo o hardware, software e administração da Videotel para a Telefônica Italiana era a empresa Olivetti, na época ainda privada. O responsável por esta área era um C Level da Olivetti chamado Gianroberto Casaleggio, de Milão, já falecido. Esse de fato veio a se tornar o real guru de democracia ciborgue e da pós-verdade que conhecemos hoje nas redes sociais.


Caseleggio, no final dos anos 1990, tornou-se CEO da Webegg, uma empresa de consultoria de internet. A Webeeg era uma join venture entre a Olivetti e Telecom Information Technology SpA, uma empresa da Telecom Italia. Posteriormente a Telecom Itália comprou não só a parte, como toda a Olivetti. Porém antes disso a Webegg sofreu pesadas perdas (mais de € 20 milhões) no período de 2002-2003, e Casaleggio foi substituído como CEO em 2003 por Giuseppe Longo. Em 2004, Casaleggio fundou a Casaleggio Associati, uma empresa de consultoria de internet que realiza pesquisas sobre e-commerce na Itália e cujas descobertas são apresentadas em uma conferência realizada em Milão a cada primavera (desde 2006).


Apesar do negócio principal de Caseleggio ser e-commerce, desde a época do Videotel, ele sempre foi abertamente um ativista político italiano visionário em relação às possibilidades de utilizar a internet como meio de comunicação política. E foi o que ele fez paralelamente às atividades de sua empresa, a CA.


Em 2005 com todo formato da democracia ciborgue pronto, Casaleggio encontrou no comediante Beppe Grilo, o perfil intelectual caricato ideal para o populismo de seu modelo político idealizado. Ele se associou ao comediante na criação do blog https://www.beppegrillo.it/. Esse blog, que existe até hoje, é o modelo máster de todos os influenciadores virtuais de Democracia Ciborgue em todos os países. Além do Blog Eles escreveram vários livros em conjunto. No mesmo período ele também se associou ao blog do promotor Antonio Di Pietro (Mani Pulite https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_M%C3%A3os_Limpas) e também com a editora Chiarelettere (https://it.wikipedia.org/wiki/Chiarelettere), especializada em publicações e autores que se enquadrassem com os conceitos de democracia ciborgue e pós-verdade, esta estratégia inclusive é muito copiada aqui no Brasil pelas alas evangélica e Youtubers da democracia ciborgue brasileira.


O próximo passo, em 2009, foi à formalização e fundação do Movimento 5 Stelle ou M5S (Movimento 5 Estrelas) ao lado do parceiro o comediante Beppe Grillo. Casaleggio foi o primeiro presidente do movimento, do qual era chamado de "guru". No contexto italiano, Casaleggio promoveu a Web como um meio de comunicação política. Casaleggio morreu em 12 de abril de 2016 em Milão, aos 61 anos, vítima de câncer cerebral, após um longo período de doença.


O Movimento 5 Estrelas foi o criador e pioneiro na utilização da democracia ciborgue no formato como conhecemos hoje nas redes sociais, anúncios online, grupos secretos, milícias virtuais anônimas, trolls, Fake News, “Gurus Virtuais Filósofos de boteco”, hackers russos, bots, automações nas internet, IA, imprensa alternativa, modulação e manipulação virtual, marketing digital , sistemas de busca da internet etc. incluindo a utilização da pós-verdade como arma para teorias conspiratórias e negacionismo. Porém o M5S, diferentemente dos outros movimentos subsequentes de extrema direita ultraconservadora posteriores, que passaram a utilizar o modelo, possui uma gama de pautas bastante peculiares, que não se enquadram exatamente no maniqueísmo político e ideológico utilizados atualmente. Muitas pautas do M5S podem ser classificadas inclusive dentro da avaliação política 2D como esquerda ou centro. Já outros partidos políticos italianos mais antigos, que adotaram o mesmo modelo de democracia ciborgue seguem pautas de extrema direita, inclusive a “politicamente incorreta” com a Lega Nord (Lega Nord per l'Indipendenza della Padania) conhecido no Brasil por Liga do Norte e também o Forza Italia (FI – Força Itália) foram os responsáveis pela inclusão do viés “maligno” da democracia ciborgue com as pautas da extrema direita conservadora ultra liberal. A extrema direita global adotou o modus operandi virtual do M5S como sua principal arma para chegar e se manter no poder tecnológico-econômico-político como veremos neste texto na sequência.


O M5S é completamente histriônico, que é uma característica em todos os praticantes de democracia ciborgue. Segundo a sua própria carta de fundação o movimento surgiu com a finalidade de deslocar os partidos tradicionais para colocar cidadãos comuns no poder e estabelecer uma democracia direta através do uso da Internet. Ideologicamente, o M5S é um partido bastante complexo e divergente pela sua linha populista, eurocética e antissistema, ao mesmo tempo em que defende a democracia direta e é contra intervenções militares do Ocidente na Síria ou Líbia. Apesar de ser acusado de advogar o populismo de direita pela sua posição anti-imigração, o Movimento defende políticas tradicionalmente de esquerda como políticas verdes e ambientalismo, tal como rendimento básico universal. As cinco estrelas representam as cinco prioridades do Movimento: água pública, ambientalismo, transportes sustentáveis, direito à Internet e desenvolvimento sustentável.


A metodologia da democracia ciborgue do M5S se comprovou muito eficaz nas urnas. Logo após a sua fundação, o Movimento rapidamente ganhou popularidade elegendo diversos presidentes de câmara, além de vários parlamentares a nível municipal e regional, formando um governo de coligação na região da Sicília, juntamente com o Partido Democrático. Nas eleições nacionais de 2013 para o Parlamento Italiano, as primeiras para o M5S, o Movimento obteve 26% da câmara de deputados (a maior bancada em termos de partidos isolados) e 24% do senado. O Movimento continuou a crescer em termos eleitorais nos anos seguintes após as eleições de 2013 e se consolidou como um dos maiores partidos políticos italianos. Em 2016, o M5S conseguiu conquistar a autarquia da capital italiana de Roma bem como da cidade de Turim. Nas eleições nacionais de 2018, liderados por Luigi Di Maio, o M5S voltou a ser o partido mais votado ao conseguir 33% dos votos e 229 deputados. Após meses de impasse e de tensões com o presidente italiano, o Movimento conseguiu formar governo em coligação, liderado por Giuseppe Conte.


Outra característica do M5S é desacreditar a imprensa tradicional (profissional e científica) e estimular a informação em mídias alternativas (evidentemente favoráveis ao M5S) ou pelas próprias redes sociais, na forma de influencers e grupos de informação. Não é surpresa que suas ideias tenham tocado um país como a Itália, que ocupa apenas a 49ª posição no ranking mundial em liberdade de imprensa e sofre com persistentes escândalos de corrupção política e ineficiência crônica.


Usando a democracia ciborgue criada pelo M5S a Lega Nord (Liga do Norte) de Matteo Salvini “Il Capitano” (o capitão) conseguiu também ótimos resultados nas urnas, inclusive tornando Salvini um dos políticos mais poderosos da Itália. O mesmo ocorreu com a Forza Itália, FI do veterano caudilho Silvio Berlusconi que conseguiu bons resultados utilizando as práticas da democracia ciborgue, com apoio da empresa de Berlusconi a Mediaset (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mediaset), mesmo frente a todos os escândalos envolvendo o próprio Berlusconi.


Desde 2014 a Lega Nord tem um sistema desenvolvido “on demand” na Índia, chamado “Il betsa” (A besta), onde as redes sociais são sistematicamente analisadas para que se compreenda em tempo real o alcance das ações do partido nas redes sociais. Este sistema foi inspirado em outro sistema desenvolvido pela CA de Casaleggio para o M5S antes da fundação do próprio movimento.


O promotor Antonio Di Pietro, front man da Mani Pulite (Mão Limpas), que trabalhou em parceria com Caseleggio, utilizou muito bem a metodologia da Democracia Ciborgue, em seus trabalhos jurídicos populistas (algo muito parecido como ocorreu posteriormente no Brasil na operação Lava Jato com Sérgio Moro), utilizando a internet tanto para seus trabalhos investigativos (usando fontes anônimas virtuais) quanto para autopromoção com fins políticos. Com a metodologia paradoxal de democracia ciborgue, Di Pietro conseguiu esconder as contradições e conflitos éticos da Mani Pulite, que só mirava os relacionamentos “Berlusconi”, porém ignorava “alinhados” como Romano Prodim, que já havia sido objeto de uma investigação conduzida por Di Pietro, mas as acusações foram retiradas antes de qualquer julgamento. Di Pietro inclusive foi chamado para a nova equipe de governo de Romano Prodi como ministro das Obras Públicas, onde protagonizou um trabalho muito polêmico. O próprio Di Pietro foi investigado em 1997 por suas atividades na polícia e como juiz. Posteriormente, foi constatado que o principal promotor responsável pelo caso de Di Pietro, Fabio Salamone, de Brescia , era irmão de um homem que o próprio Di Pietro havia processado e que havia sido condenado a 18 meses de prisão por várias acusações de corrupção. No final de outubro de 2012, Antônio Di Pietro foi examinado em um inquérito pelo programa de televisão nacional italiano "Report", que questionou o alegado gasto de fundos do IDV para uso pessoal. Di Pietro negou qualquer irregularidade. Mesmo com todas as “polêmicas” Ele é um membro da Mesa da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa e se senta no Parlamento Europeu 's Comissão dos Assuntos Jurídicos. Ele também é um substituto da Comissão de Liberdades Civis, Justiça e Assuntos Internos e preside a Delegação para as Relações com a África do Sul. Um dos métodos mais eficientes, muito usuais na democracia ciborgue, adotados por Di Pietro foi Em dezembro de 2006, Di Pietro começou a vidcast no YouTube. No vídeo, emitido semanalmente a partir de janeiro de 2007, Di Pietro falou sobre as questões discutidas no Gabinete de Governo semanal. Esse método é bem popular também na democracia ciborgue brasileira. Di Pietro foi o responsável pela inserção do conceito de combate a corrupção “generalizada” da democracia ciborgue, porém com viés político evidente ocultado na metodologia. O promotor paulista Marcelo Batlouni Mendroni (que inclusive Pós-doutor pela Università di Bologna (Itália)) que é um especialista em no trabalho contra Crime Organizado, Lavagem de Dinheiro e crimes econômicos, tem um método e carreira muitos parecidos com Di Pietro.


Giuseppe Conte, atual primeiro ministra italiano, é um dos expoentes da democracia ciborgue global. É o atual primeiro-ministro da Itália após uma coligação entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga, depois das eleições legislativas italianas de 2018. O primeiro gabinete de Conte, que incluía o líder de cinco estrelas, Luigi Di Maio, e o líder da Liga, Matteo Salvini, foi considerado por parte da mídia estrangeira, entre eles pelo jornal The New York Times, como o primeiro governo populista da Europa Ocidental moderna. Ele é frequentemente apelidado pela democracia ciborgue e pelo próprio povo italiano de "advogado do povo" (l'avvocato del popolo, em tradução literal), como se definiu durante seu primeiro discurso como primeiro-ministro do país.


A empresa de Casaleggio, a CA desenvolveu para o M5S um medidor de redes, que funciona real time, controlando as redes sociais, buscadores etc. os índices de popularidade dos conteúdos postados nas diferentes plataformas. Os conceitos que agradam as massas são desenvolvidos e trabalhados, transformando-se em campanhas virais e iniciativas políticas. Ou seja medindo online o sucesso da pós-verdade.


O M5S, idealizado por Caseleggio (o guru) e operacionalizado por Beppe Grillo (o comediante), é a raiz de toda a metodologia da democracia ciborgue. O M5S foi à causa e tudo que veio depois foi consequência, incluindo Andrew Breitbart, Olavo de Carvalho, Trump, Boris Johnson, Bolsonaro, Alexander Nix, Steve Bannon, Robert Mercer, Nigel Oakes etc. Apenas a metodologia padrão da democracia ciborgue sofre algumas “customizações” regionais de acordo com o país na qual ela é aplicada (como, por exemplo, não incentivar o racismo no Brasil). Sempre investindo na democracia ciborgue iremos encontrar, entre os acionistas institucionais de todas as “empresas”, os mesmos players econômicos globais que manipulam a economia e política global que a própria democracia ciborgue critica como “globalistas”. A manipulação envolvem as redes sociais, buscadores e sistemas operacionais de dispositivos móveis que são utilizados para criar as bolhas de filtragem, câmaras de eco, acumulando dados em Big Data, modulando em Deep Learning e manipulando em Machine Learning as massas de manobra virtuais, que passaram a ser toda a humanidade simultaneamente graças à internet.


Notadamente as religiões evangélicas (É uma denominação genérica atribuída á seguidores das mais variadas denominações religiosas reformadas: luteranos, calvinistas, metodistas, evangelicalistas, neopentecostais, batistas etc.) têm sido utilizadas como aliados dentro da democracia ciborgue, inclusive atuando dentro da política e com benefícios econômicos notórios. As sociedades secretas também têm participado ativamente em diversos países ao lado da democracia ciborgue. É também muito efetiva a participação de servidores públicos, inclusive do poder judiciário, nas ações da democracia ciborgue. A democracia ciborgue é claramente um movimento populista que modula capitalismo de estado com capitalismo de compadrio, apesar de um discurso ultraliberal.


Para entendermos mais o funcionamento da democracia ciborgue é necessário conhecer mais profundamente o M5S.


Dentro da ideologia do M5S A escolha de marcar e explorar eleitoralmente a alteridade política dos outros partidos e a extração ideológica heterogénea dos seus expoentes não permitem que a linha política do M5S seja definida de forma unívoca. Algumas questões de derivação ecológica podem ser identificadas ao lado de outras destinadas a contrariar a “partidocracia” e promover a participação direta dos cidadãos na gestão dos assuntos públicos, que convergem na gestão dos assuntos públicos por meio de formas de democracia digital. O movimento quer ser um “encontro democrático fora dos laços partidários e associativos e sem a mediação de organismos diretivos ou representativos, reconhecendo a todos os usuários da Internet o papel de governo e direção que normalmente é atribuído a poucos”. Do ponto de vista económico, abraça as teorias do decrescimento, apoiando a criação de "empregos verdes" e a rejeição de "grandes obras" poluentes e dispendiosas, incluindo incineradores e ferrovias de alta velocidade, visando uma melhor qualidade de vida global e maior justiça social. O M5S propõe a adoção de projetos energéticos de grande escala, eliminação de resíduos, mobilidade sustentável, proteção do território contra a construção excessiva e home office. O discurso político do movimento costuma se referir à Internet como solução para muitos problemas sociais, económicos e ambientais. Essa abordagem tem semelhanças com o ciberutopismo norte-americano, tecnocapitalismo e com a Ideologia Californiana.


O ciberutopismo é a crença de que a comunicação online é emancipatória e que a internet favorece os oprimidos ao invés do opressor, que está presente desde o início da Internet e foi alvo de críticas já em 1995 pelo Critical Art Ensemble. As visões utópicas do ciberespaço foram consideravelmente diminuídas com o estouro da bolha ponto com. No entanto, essas opiniões ressurgiram no período de 2000-2010. Douglas Rushkoff observa que, "ideias, informações e aplicativos agora lançados em sites ao redor do mundo capitalizam na transparência, usabilidade e acessibilidade que a Internet nasceu para oferecer". No entanto, o aumento da censura na Internet e vigilância e soberania cibernética em todo o mundo levou a um número crescente de "céticos cibernéticos", que argumentam que governos repressivos agora são capazes de adaptar suas táticas para responder às ameaças usando a tecnologia contra os movimentos dissidentes. Em 2011, Evgeny Morozov, em seu livro The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom, de 2011, criticou o papel do ciberutopismo na política global, afirmando que a crença é ingênua e teimosa, possibilitando a oportunidade de controle e monitoramento autoritário. Morozov observa que os "ex-hippies", na década de 1990, são os responsáveis ​​por causar essa crença utópica deslocada: "Os ciberutópicos ambicionaram construir uma nova e melhorada ONU, apenas para terminar com um Cirque du Soleil digital".

"The Californian Ideology" (Ideologia Californiana) é um ensaio de 1995 dos teóricos da mídia ingleses Richard Barbrook e Andy Cameron, da University of Westminster. Barbrook o descreve como uma "crítica ao neoliberalismo ponto com". No ensaio, Barbrook e Cameron argumentam que a ascensão das tecnologias de rede no Vale do Silício na década de 1990 estava ligada ao neoliberalismo americano e a uma hibridização paradoxal de crenças da esquerda e direita políticas, na forma de determinismo tecnológico esperançoso. Os defensores acreditavam que em um pós-industrial, pós-capitalista, economia baseada no conhecimento, a exploração da informação e do conhecimento iria impulsionar a criação de crescimento e riqueza, enquanto diminuindo as estruturas de poder mais antigas do estado em favor de indivíduos conectados em comunidades virtuais. Os críticos afirmam que a Ideologia Californiana fortaleceu o poder das corporações sobre o indivíduo e aumentou a estratificação social, e permanece distintamente americêntrica. Barbrook argumenta que os membros dos digerati que aderem à Ideologia Californiana abraçam uma forma de modernismo reacionário. De acordo com Barbrook, "o neoliberalismo americano parece ter alcançado com sucesso os objetivos contraditórios do modernismo reacionário: progresso econômico e imobilidade social. Como o objetivo de longo prazo de libertar todos nunca será alcançado, o governo de curto prazo dos digerati pode durar para sempre".


Tecnocapitalismo ou tecnocapitalismo refere-se a mudanças no capitalismo associadas ao surgimento de novos setores de tecnologia, o poder das corporações e novas formas de organização. Luis Suarez-Villa, em seu livro de 2009 Tecnocapitalismo: Uma Perspectiva Crítica sobre Inovação Tecnológica e Corporativismo, argumenta que é uma nova versão do capitalismo que gera novas formas de organização corporativa projetadas para explorar intangíveis como criatividade e novos conhecimentos. As novas organizações, que ele chama de organizações experimentalistas, estão profundamente enraizadas na pesquisa tecnológica, em oposição à manufatura e produção de serviços. Eles também são fortemente dependentes da apropriação corporativa dos resultados da pesquisa como propriedade intelectual. O conceito por trás do tecnocapitalismo faz parte de uma linha de pensamento que relaciona ciência e tecnologia com a evolução do capitalismo. No âmago desta ideia da evolução do capitalismo está que a ciência e a tecnologia não estão divorciadas da sociedade - ou que existem no vácuo, ou em uma realidade separada própria - fora do alcance da ação social e da decisão humana. A ciência e a tecnologia fazem parte da sociedade e estão sujeitas às prioridades do capitalismo tanto quanto qualquer outro empreendimento humano, se não mais. Cientistas proeminentes do início do século 20, como John Bernal, postularam que a ciência tem uma função social e não pode ser vista como algo separado da sociedade. Outros cientistas da época, como John Haldane, relacionaram a ciência à filosofia social e mostraram como as abordagens críticas à análise social são muito relevantes para a ciência e para a nossa compreensão da necessidade da ciência. Em nosso tempo, essa linha de pensamento encorajou filósofos como Andrew Feenberg a adotar e aplicar uma abordagem teórica crítica à tecnologia e à ciência, fornecendo muitos insights importantes sobre como as decisões científicas e tecnológicas - e seus resultados - são moldadas pela sociedade, e pelo capitalismo e suas instituições. O termo tecnocapitalismo foi usado por um autor para denotar aspectos e ideias que divergem agudamente daqueles explicados acima. Dinesh D'Souza , escrevendo sobre o Vale do Silício em um artigo, usou o termo para descrever o ambiente corporativo e as relações de capital de risco em uma economia local voltada para alta tecnologia. Sua abordagem do tópico estava em consonância com a das revistas de negócios e da literatura sobre gestão corporativa. Alguns artigos de jornais também usaram o termo ocasionalmente e em um sentido muito geral, para denotar a importância das tecnologias avançadas na economia.


Vamos conhecer a seguir os “pilares” oficiais do M5S, para entender um pouco da mixórdia que é o movimento e que repercutiu diretamente no modelo da democracia ciborgue em termos de ideias e políticos paradoxais.


Democracia direta


O Movimento baseia os seus princípios na democracia direta como uma evolução da democracia representativa. O partido, em particular, defende a extensão e simplificação do uso de referendos e o uso sistemático de instrumentos de democracia virtual. Além disso, com o objetivo de aumentar o vínculo entre eleitores e seus representantes, apoia a superação da proibição de constrangimentos de mandato, prevista na Constituição, e a introdução do mandato imperativo para os eleitos, devendo, portanto, limitar-se à implementação do programa eleitoral apresentado no momento das eleições. A ideia é que os cidadãos não mais deleguem o seu poder aos partidos (considerados velhos e corrompidos intermediários entre o Estado e eles próprios) que atendem aos interesses de lobbys e poderes financeiros. Eles terão sucesso apenas com a criação de uma inteligência coletiva possibilitada pela Internet.


Para tal, o M5S escolheu os seus candidatos a deputados nacionais e europeus por meio de votação online por membros registados no blog de Beppe Grillo. Através duma aplicação chamada Rousseau acessível online, os usuários registados do M5S discutem, aprovam ou rejeitam propostas legislativas (apresentadas então no Parlamento pelo grupo M5S). Por exemplo, a lei eleitoral do M5S foi moldada por meio de uma série de votos online, como o nome do candidato do M5S para Presidente da República. A escolha de apoiar a abolição de uma lei contra os imigrantes foi feita online por membros do M5S, mesmo que a decisão final fosse contra as opiniões de Grillo e Caselaggio. A parceria com o Partido da Independência do Reino Unido também foi decidida por votação online, embora as opções dadas para a escolha do grupo do Parlamento Europeu para o M5S estivessem limitadas a Europa da Liberdade e Democracia (EFD), Reformistas e Conservadores Europeus (ECR) e "Permanecer independente" (Não Inscritos). A opção de ingressar no Grupo dos Verdes / Aliança Livre Europeia foi discutida, mas esta opção não estava disponível no momento da votação devido à rejeição anterior do M5S por esse grupo.


Funcionamento da política


O M5S é a favor de uma "política de custo zero", prevendo uma limitação de dois mandatos para os seus representantes eleitos, a auto redução dos salários dos membros do partido eleitos para cargos públicos e a exigência de um registo criminal limpo aos seus candidatos. Esta exigência é a expressão direta da iniciativa "Parlamento Limpo" de 2005, que teve como objetivo alertar os cidadãos italianos para a presença no Parlamento italiano de mais de vinte condenados definitivamente.


O M5S é a favor da abolição do financiamento público dos partidos, a ser substituído por um sistema de financiamento coletivo, e da redução dos subsídios para os administradores públicos. Em virtude desses princípios, renunciou aos reembolsos eleitorais e a parte dos emolumentos proporcionados aos seus representantes eleitos. Por exemplo, nas eleições regionais da Sicília em 2012, a ala siciliana do M5S também decidiu destinar o dinheiro economizado com a redução dos salários dos seus eleitos a um fundo de microcrédito para ajudar pequenas e médias empresas.


Sem alianças


Uma pesquisa da Tecné após as eleições de 2018 sugeriu que 56% dos eleitores do M5S preferiam uma coligação governamental entre o M5S e a Lega Nord. Uma coligação entre o M5S e a coligação de centro-direita como um todo foi preferida por apenas 4%. 22% preferiram uma coligação entre o M5S, a coligação de centro-esquerda liderada pelo Partido Democrata junto com a extrema esquerda Livre e Igual. Um governo tecnocrático foi apoiado por apenas 1% dos eleitores do M5S.


Questões ambientais, econômicas e sociais:


O Movimento 5 Estrelas tem raízes no ambientalismo, bem como uma postura de esquerda em algumas questões sociais importantes. O autor Fabio Bordignon afirma que as primeiras batalhas do "povo" de Beppe Grillo tiveram as suas raízes relacionadas, mas não exclusivamente, ao ambientalismo e às energias renováveis; os problemas da pobreza e do emprego precário; as batalhas contra o poder das grandes empresas e os efeitos da globalização; a moralidade da esfera política e os direitos civis. Ele prossegue, dizendo que aproximadamente cerca de 10-15% das leis propostas ao longo dos anos são dedicadas apenas ao meio ambiente. Outro autor, Paolo Natale, afirma que nos primeiros anos do grande sucesso do partido (por volta de 2012), o Movimento era constituído principalmente por jovens, sendo na sua maioria homens com elevado nível de escolaridade e também tendo posições políticas de esquerda. O autor afirma que essas pessoas buscavam formas alternativas de participação na política além do esquema regular do que existia e, principalmente, para conseguir uma boa administração, transporte público de qualidade e espaços verdes, mas com sensibilidade aos problemas ligados à criminalidade local. Além disso, à luz das eleições legislativas de 2013, a fim de exemplificar como o M5S se classifica entre outros partidos em posições sociais e ambientais, o autor e economista Nicolo Conti criou um gráfico usando dados de pesquisas, os manifestos individuais dos vários partidos e como essas preferências interagiram e se traduziu num espaço político que os partidos participaram. Os resultados foram que o M5S ocupa o primeiro lugar em expansão do Estado de bem-estar social, proteção ambiental e regulação do mercado, onde a expansão do bem-estar significa a expansão dos serviços sociais públicos (exclui educação), proteção ambiental significa políticas em favor da preservação/conservação do meio ambiente, e a regulação do mercado significava políticas destinadas a criar um mercado económico justo e aberto.

O M5S abraça as teorias de decrescimento e apoia a economia verde como um motor para a criação de novos empregos. Opõe-se a grandes obras de infraestrutura, ao sobredimensionamento do território e a utilização de incineradores. Propõe a adoção em larga escala de programas de economia de energia, produção distribuída de energia proveniente de fontes renováveis, reciclagem de resíduos, mobilidade sustentável e home office.


O Movimento visa reduzir a dívida pública por meio do combate à sonegação fiscal e da redução do desperdício na administração pública, graças a iniciativas de informatização.

Em 18 de janeiro de 2013, durante um comício em Brindisi, Beppe Grillo declarou que os sindicatos são organizações obsoletas que deveriam ser eliminadas em favor da introdução de um sistema de cogestão de empresas pelos trabalhadores.


Imigração


A posição do M5S sobre a imigração tem sido ambígua. Em janeiro de 2012, Beppe Grillo disse ser contra a introdução do ius soli, que garantiria a cidadania italiana aos nascidos na Itália, independentemente da nacionalidade dos pais. Em outubro de 2013, Grillo e Casaleggio com uma declaração conjunta estigmatizaram a apresentação por dois senadores do M5S de uma emenda que visava abolir o crime de clandestinidade. No entanto, um referendo online entre os membros rejeitou a linha Grillo-Casaleggio, confirmando a posição dos dois senadores. Poucos dias depois, o Senado, com o voto favorável do M5S, aprovou a emenda para sua abolição.


Grillo escreveu no seu blog em 23 de dezembro de 2016 que todos os imigrantes ilegais deveriam ser expulsos da Itália, que Schengen deveria ser temporariamente suspenso no caso de um ataque terrorista até que a ameaça seja removida, e que deveria haver uma revisão da Convenção de Dublin. Em 21 de abril de 2017, Grillo publicou um artigo questionando o papel que organizações não-governamentais (ONGs) que operam navios de resgate ao largo da Líbia estão a desempenhar na crise migratória, perguntando onde eles estariam a conseguir financiamento e sugerindo fortemente que poderiam estar a ajudar traficantes. Em 5 de agosto de 2017, Luigi Di Maio, que liderou o M5S nas eleições de 2018, apelou à "interrupção imediata do serviço de táxi marítimo" que traz migrantes para a Europa.


Questões eticamente sensíveis


Embora Beppe Grillo se tenha declarado a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012, o M5S não se manifestou sobre o assunto no programa para as eleições legislativas de 2013. Pouco depois das eleições, a apresentação do senador Luis Orellana de um projeto de lei que regulamenta a matéria gerou um debate aceso dentro do M5S. Em outubro de 2014, o assunto foi então objeto de uma consulta online entre ativistas que viu a clara afirmação dos partidários do reconhecimento das uniões civis.


Em 2016, porém, por ocasião da votação parlamentar da lei das uniões civis (a chamada "lei Cirinnà") realizada pela maioria do governo, após o Partido Democrata e o Movimento aprovarem o texto-base, por meio de Beppe Grillo apoiá-la deixa a seus representantes "liberdade de consciência" no artigo da citada lei que previa a co-adoção para futuros casais homossexuais. Na votação final do projeto em questão, na Câmara dos Deputados, ao contrário de várias normas introduzidas unilateralmente pelo Partido Democrata, os deputados do Movimento 5 estrelas se abstiveram.


Quanto ao aborto, o M5S apoia a lei de 1978 sobre interrupção voluntária da gravidez e propôs medidas destinadas a limitar o uso da objeção de consciência por profissionais de saúde. O M5S é a favor da legalização da eutanásia e do testamento vital.


O M5S também é abertamente a favor da legalização e descriminalização das drogas leves para fins terapêuticos e recreativos, após as batalhas travadas pelos radicais italianos. O Movimento tem fortes ligações com ativistas antivacinação, e os líderes do partido pediram a reversão das leis de vacinação obrigatória.


A plataforma Rousseau


Rousseau é a plataforma tecnológica que leva o nome do filósofo Jean-Jacques Rousseau criada por Casaleggio Associati e utilizada pelo Movimento 5 Estrelas para a implementação da democracia direta. O objetivo de Rousseau é a gestão centralizada das atividades do partido político para os membros, cidadãos e para os eleitos no Parlamento italiano e europeu e nos conselhos regionais e municipais.


O sistema permite:


1. Participar na redação de leis nacionais, regionais e europeias propostas pelos representantes eleitos nas respectivas assembleias;


2. Votar para a formação de listas eleitorais ou para se pronunciar sobre um assunto específico;


3. Promover a arrecadação de fundos para eleições, eventos e a proteção legal dos associados;


4. Disponibilizar material de treinamento para associados e representantes eleitos;


5. Dar informações, organizar eventos locais (encontros) e distribuir folhetos.

Do ponto de vista técnico, pode ser definido como um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) proprietário. A natureza proprietária do software foi criticada por Richard Stallman, embora o movimento sempre tenha sido a favor do uso de software livre. Em agosto de 2017, a plataforma foi sujeita a repetidas ações de hacking.


O M5S sofreu no início deste ano várias baixas, começando pelo ex líder do movimento Luigi Di Maio, alegando divergências com as práticas do partido compondo com o governo de Giuseppe Conte. Em seguida vários outros membros deixaram o partido. As perdas foram justamente para os partidos tradicionais, que passaram a utilizar o mesmo modelo da democracia ciborgue, porém com muito mais “prática de poder” que o M5S e mais a direita.

O M5S é claramente um ideal, do falecido Caseleggio, que têm inúmeros paradoxos em seus próprios ideais, apesar da excelente prática em marketing político digital. A metodologia foi aproveitada pela direita conservadora e extrema direita protofascista para eleger coisas como Trump, Bolsonaro e popularizar gurus infames como Bannon e Olavo de Carvalho.


O grande erro de Casaleggio foi acreditar que a democracia direta, com uma maioria da população mundial ainda apedeuta, pudesse votar decisões significativas primordiais diretamente pela internet, sem ser refém da falta de conhecimento, cultura, preconceitos e manipulações religiosas e políticas de interesses econômicos globais dominantes. Outro italiano, também já falecido, Umberto Eco já tinha previsto isso, bem como o brasileiro Nelson Rodrigues já apontou que eles eram a maioria. Já com a democracia representativa os erros cometidos pelas massas, inaptas e manipuladas, levam apenas ao aumento da desigualdade econômica global há décadas.


Crítico do papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, o escritor e filólogo italiano Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma "legião de imbecis" que antes falavam apenas "em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade". "Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel", disse o intelectual. Segundo Eco, a TV já havia colocado o "idiota da aldeia" em um patamar no qual ele se sentia superior. "O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade", acrescentou.


Não precisa se afobar: basta sentar e esperar o triunfo dos imbecis. Eles nunca falham. Nelson Rodrigues dizia que “os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.


Uma das características muito exploradas pelo M5S e consequentemente pela democracia ciborgue global é o efeito borboleta.


Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.


O efeito borboleta faz parte da teoria do caos, a qual encontra aplicações em qualquer área das ciências: exatas (engenharia, física, etc.), médicas (medicina, veterinária, etc.), biológicas (biologia, zoologia, botânica, etc.) ou humanas (psicologia, sociologia, etc.), na arte ou religião, entre outras aplicações, seja em áreas convencionais e não convencionais. Assim, o Efeito Borboleta encontra também espaço em qualquer sistema natural, ou seja, em qualquer sistema que seja dinâmico, complexo e adaptativo.


A internet é basicamente capitalista selvagem em busca de lucros e não um ideal de nerds “hippies” como o próprio criador da mesma: Timothy John Berners-Lee.


Berners-Lee apesar dos 65 anos está na ativa até hoje e cegamente continua defendendo princípios da internet que na prática tecnológica – econômica - política se mostrou um desastre para o mundo. Vejamos alguns:


"avançar a Web para capacitar a humanidade lançando programas transformadores que constroem capacidade local para alavancar a Web como um meio para uma mudança positiva".


Berners-Lee é uma das vozes pioneiras em favor da neutralidade da rede, e manifestou a opinião de que os ISPs devem fornecer conectividade "sem amarras", e não deve controlar nem monitorar as atividades de navegação de clientes sem o seu consentimento expresso. Ele defende a ideia de que a neutralidade da rede é uma espécie de direito humano. As ameaças à Internet, tais como empresas ou governos que interferem no tráfego de Internet, comprometem os direitos básicos de rede humanos.


Evidentemente, como foi comum na cultura hippie dos anos sessenta e setenta, ele esquece que com os direitos vêm às obrigações. Ele também se esquece do fato de que os governos são as pessoas representadas e mediadas pelo mesmo, ou seja: as leis que formam a sociedade. E por fim esquece que são as empresas que “fazem” a internet e que estas têm acionistas institucionais com interesses nada filantrópicos e éticos, apenas dividendos. Berners-Lee é assumidamente um libertário, foi entusiasta do Free State Project e elogiava muito Joel Winters e cogitou em se mudar para New Hampshire.


Berners-Lee lidera a coalizão de organizações públicas e privadas que inclui Google, Facebook, Intel, Twitter Apple, etc. O A4AI visa tornar o acesso à Internet mais acessível para que o acesso é alargado no mundo em desenvolvimento, onde apenas 31% das pessoas estão online. Berners-Lee irá trabalhar com aqueles com o objetivo de diminuir os preços de acesso à Internet, para que caia abaixo da meta mundial da Comissão de Banda Larga da ONU de 5% da renda mensal.


Nikola Tesla, bem mais genial que Berners-Lee, já teve uma ideia brilhante com “redes gratuitas” que nunca se concretizaram no mundo real, mesmo cientificamente comprovada. Em 30 de Julho de 1891, com 35 anos, Tesla naturalizou-se americano e estabeleceu seu laboratório na South Fifth Avenue situada em Nova York. Mais tarde ele estabeleceu um segundo laboratório na rua 46 E. Houston. Ele acendeu remotamente lâmpadas em ambas as localidades, demonstrando o potencial da tecnologia de transmissão de energia elétrica wireless. Nesse mesmo ano ele patenteou a bobina de Tesla e pretendia tornar a energia elétrica pública e gratuita. Estamos em 2020 e ainda não temos a energia elétrica wireless principalmente por interesses econômicos.

A vida é bela e as pessoas perfeitas no mundo “hippie” de Berners-Lee. No mundo real a internet tem se demonstrado justamente o contrário, como uma “ciberdistopia” prevista por David Nye.


Em agosto de 2007, David Nye apresentou a ideia da ciberdistopia, que prevê um mundo piorado pelos avanços tecnológicos. Os princípios ciberdistópicos enfocam o indivíduo perdendo o controle, tornando-se dependente e incapaz de interromper a mudança. Nye descreve uma sociedade onde a elite usa a tecnologia para oprimir e controlar grupos de massa de pessoas. Ele também apresenta a tecnologia como uma forma de falsa esperança; prometendo sucesso e mudança, mas causando dor e transtorno quando esse objetivo não é alcançado. Nancy Baym, em seu livro Personal Connections, discute como uma ciberdistopia afetaria negativamente as interações sociais: "as novas mídias afastarão as pessoas de seus relacionamentos íntimos, pois substituem os relacionamentos mediados ou mesmo o uso da própria mídia pelo envolvimento face a face". Baym compara esse tipo de medo distópico com o medo presente na introdução de tecnologias anteriores (por exemplo, televisores, telefones etc.), já que as pessoas naquela época também estavam preocupadas com essa tecnologia substituindo relacionamentos significativos. As vozes distópicas de Andrew Keen , Jaron Lanier e Nicholas Carr argumentam que a sociedade como um todo está atualmente sacrificando nossa humanidade ao culto do ciberutopismo. Em particular, Lanier o descreve como "um apocalipse da auto abdicação" e que "a consciência está tentando se extinguir"; alertando que, ao enfatizar a maioria ou multidão, estamos diminuindo a individualidade. Da mesma forma, Keen e Carr escrevem que existe uma mentalidade de turba perigosa que domina a internet; já que, em vez de criar mais democracia, a internet está fortalecendo o governo da máfia. Em vez de alcançar igualdade social ou utopia, a internet criou uma cultura "centrada em selfies" de voyeurismo e narcisismo. Nicholas Carr, em The Glass Cage, afirma que "os métodos prevalecentes de comunicação e coordenação computadorizada praticamente garantem que o papel das pessoas continuará diminuindo. Projetamos um sistema que nos descarta".


Discursos ciberutópicos têm sido usados ​​no contexto político, notadamente pelos partidos de direita conservadora e extrema direita protofascista com a democracia ciborgue com a pós-verdade. Mas encontramos no mundo real várias práticas que apontam para outras teorias. Vamos falar sobre algumas nos próximos parágrafos.

Shoshana Zuboff e o seu falecido ex-marido James Maxmin escreveram diversas obras em coautoria sobre o “capitalismo de vigilância”.

O capitalismo de vigilância é um sistema econômico centrado na mercantilização de dados pessoais com o objetivo central de obter lucro. Uma vez que os dados pessoais podem ser mercantilizados, eles se tornaram um dos recursos mais valiosos do planeta. O conceito de capitalismo de vigilância, conforme descrito por Shoshana Zuboff, surgiu à medida que as empresas de publicidade, lideradas pelo AdWords do Google, viam as possibilidades de usar dados pessoais para atingir os consumidores com mais precisão.

O aumento da coleta de dados pode ter várias vantagens para os indivíduos e a sociedade, como auto otimização (Quantified Self), otimizações sociais (como por cidades inteligentes) e serviços otimizados (incluindo vários aplicativos da web). No entanto, coletar e processar dados no contexto da motivação central de lucro do capitalismo pode representar um perigo para a liberdade, autonomia e bem-estar humanos. O capitalismo concentrou-se na expansão da proporção da vida social aberta à coleta e processamento de dados. Isso pode ter implicações significativas para a vulnerabilidade e o controle da sociedade, bem como para a privacidade.


As pressões econômicas do capitalismo estão impulsionando a intensificação da conexão e do monitoramento online com os espaços da vida social se tornando abertos à saturação por atores corporativos, voltados para a obtenção de lucro e / ou a regulação da ação. Portanto, os pontos de dados pessoais aumentaram de valor depois que as possibilidades de publicidade direcionada foram conhecidas. Consequentemente, o aumento do preço dos dados limitou a acessibilidade à compra de pontos de dados pessoais para os mais ricos da sociedade.


Basicamente Zuboff e Maxmin chegaram às mesmas conclusões que eu habitualmente aponto, porém sem enfocar o nó tecnologia – política – economia como faço no www.estocastico.net, que comandam a democracia ciborgue e a pós-verdade globalmente. Mas no mundo real é certo que 99.99% das pessoas não têm nem ao menos a condição intelectual de entender o que está escrito neste parágrafo.

Cyber Terrorismo


Uma das armas mais eficazes da democracia ciborgue, além da pós-verdade é o cyber terrorismo, que no caso da própria inclui práticas de stalking, bullying, doxing, fake News, cancelamentos, calúnias, fraudes e diversos tipos mais de ações que visam destruir seus alvos psicologicamente ou financeiramente, às vezes levando as pessoas á morte, mesmo que por vias indiretas, como suicídio e doenças mentais. Porém além das práticas nefastas da democracia ciborgue também o terrorismo tradicional utilizando a internet nas suas ações.


Devido à conveniência, acessibilidade e amplo alcance de mídia social plataformas como o YouTube , Facebook e Twitter , grupos terroristas têm usado cada vez mais a mídia social para promover seus objetivos e espalhar a sua mensagem. Tentativas têm sido feitas por vários governos e agências para impedir o uso das mídias sociais por organizações terroristas.


Em um estudo realizado por Gabriel Weimann da Universidade de Haifa, Weimann descobriu que quase 90% do terrorismo organizado na internet ocorrem através da mídia social. De acordo com Weimann, grupos terroristas usar plataformas de mídia social como o Twitter, Facebook, YouTube e fóruns de internet para difundir suas mensagens, recrutar membros e reunir inteligência. Grupos terroristas tomar para mídias sociais porque as ferramentas de mídia social são baratas e acessíveis, facilitar a ampla disseminação rápida, de mensagens e permitem a comunicação sem restrições, com uma audiência sem o filtro ou "seletividade" das agências de notícias tradicionais. Além disso, plataformas de mídia social permite que grupos terroristas se envolverem com suas redes. Enquanto anteriormente grupos terroristas iriam liberar mensagens através de intermediários, as plataformas de mídias sociais permitem que grupos terroristas para lançar mensagens diretamente para seu público-alvo e conversar com seu público em tempo real: Weimann também menciona no "Theater of Terror", que os terroristas usam a mídia para promover o teatro como a natureza do terror premeditado.


Al-Qaeda foi anotado como sendo um dos grupos terroristas que usam mídia social o mais extensivamente.


Conhecido grupo terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, também traduzido para ISIS, usa o generalizado de notícias sobre a mídia social para sua vantagem ao liberar vídeos ameaçadores de decapitações. A partir de 16 de novembro de 2014, após a decapitação do ex- Exército dos EUA Rangers Peter Kassig, tem havido agora cinco execuções registadas de ocidentais levados cativos na Síria. James Foley, David Cawthorne Haines , Alan Henning , e Steven Sotloff também estão entre os homens sequestrados e executados pela ISIS. Os vídeos das decapitações brutais são ambos publicados online pela ISIS, onde podem ser vistos por qualquer pessoa que use seu próprio critério, e enviado a funcionários do governo como ameaças. Postando as execuções on-line permite que os grupos terroristas o poder de manipular e causar estragos entre a população vê-las, e os vídeos têm a capacidade de instilar o medo no mundo ocidental. Os vídeos são normalmente de alta qualidade de produção e geralmente mostram a totalidade do ato horrendo, com o refém falando algumas palavras antes de serem mortos na câmera.

O Taliban tem sido ativo no Twitter desde maio de 2011, e tem mais de 7.000 seguidores. Twittando sob o @alemarahweb punho, o Taliban os tweets com freqüência, em alguns dias quase de hora em hora. Esta conta está atualmente suspensa. Em dezembro de 2011, descobriu-se que a Somália baseados em célula terrorista Al-Shabab estava usando uma conta no Twitter com o nome @HSMPress. Desde a sua abertura em 7 de dezembro de 2011, a conta acumulou dezenas de milhares de seguidores e tweets com freqüência. Pouco depois de uma série de coordenadas Natal atentados em Kono , Nigéria , em 2011, o grupo terrorista baseado em nigeriana Boko Haram divulgou uma declaração em vídeo defendendo suas ações para o YouTube.


São muito comuns tanto os membros da democracia ciborgue quanto os grupos terroristas alegarem que estão praticando “liberdade de expressão pela internet”. Ocorrem nas redes sociais e nos buscadores. Porém o fato é que violam leis e direitos humanos regionais e globais e praticam crimes virtuais impunemente e anonimamente sob esta falácia comum. Tanto a democracia ciborgue quanto os terroristas se confundem economicamente em termos de suas fontes econômicas, que estão espalhadas pelo mercado de capitais globais, muitas vezes em fundos de investimento e similares, como empresas de fachada e até reais, bem como investidores individuais. Nós mesmos, quando pegamos alguma carteira de investimentos através de bancos, corretoras, boutiques etc. podemos estar financiando estes grupos sem ao menos ter ciência disto. É por esta razão que o número de “traders” envolvidos na democracia ciborgue é tão grande. Além da manipulação eles levantam fontes de recursos de maneira completamente imperceptível à opinião pública.


Astroturfing é a prática de mascarar os patrocinadores de uma mensagem ou organização (por exemplo, política, publicidade, religião ou relações públicas) para fazer com que pareça que se origina e é apoiado por participantes de base. É uma prática que visa dar credibilidade às demonstrações ou organizações, retendo informações sobre a conexão financeira da fonte. O termo astroturfing é derivado de AstroTurf , uma marca de carpete sintético projetado para se parecer com grama natural, como um jogo com a palavra "base". A implicação por trás do uso do termo é que em vez de um esforço de base "verdadeiro" ou "natural" por trás da atividade em questão, há uma aparência "falsa" ou "artificial" de apoio.


Na ciência política, astroturfing é definido como o processo de busca de vitória eleitoral ou alívio legislativo para queixas, ajudando os atores políticos a encontrar e mobilizar um público solidário, e é projetado para criar a imagem de consenso público onde não existe. Astroturfing é o uso de falsos esforços de base que se concentram principalmente em influenciar a opinião pública e normalmente são financiados por empresas e entidades governamentais para formar opiniões. Na Internet, os astroturfistas usam um software para mascarar sua identidade. Às vezes, um indivíduo opera por meio de muitas personas para dar a impressão de amplo apoio à agenda de seu cliente. Alguns estudos sugerem que o astroturfing pode alterar os pontos de vista do público e criar dúvidas suficientes para inibir a ação. No primeiro estudo sistemático sobre astroturfing nos Estados Unidos, o professor Philip N. Howard de Oxford argumentou que a internet estava tornando muito mais fácil para lobistas poderosos e movimentos políticos ativar pequenos grupos de cidadãos ofendidos para terem uma importância exagerada nos debates de políticas públicas.


Conforme já é conhecido através da internet, países que não fazem parte de um modelo democrático de representação política, tais como China, Rússia, Irã etc. têm atuado nas redes sociais, buscadores e sistemas operacionais de dispositivos móveis na intervenção eleitoral estrangeira, evidentemente também por motivos econômicos visíveis no mercado de capitais global.


As intervenções eleitorais estrangeiras são tentativas dos governos, dissimulada ou abertamente, de influenciar as eleições em outro país. Existem muitas maneiras pelas quais as nações realizam mudanças de regime no exterior, e a intervenção eleitoral é apenas um desses métodos. A pesquisa teórica e empírica sobre o efeito da intervenção eleitoral estrangeira foi caracterizada como fraca em geral até 2011; entretanto, desde então, vários desses estudos foram realizados. Um estudo indicou que o país que intervém na maioria das eleições estrangeiras são os Estados Unidos com 81 intervenções, seguido pela Rússia (incluindo a ex-União Soviética) com 36 intervenções de 1946 a 2000 - uma média de uma em cada nove eleições competitivas.


As práticas utilizadas pela democracia ciborgue pela internet, são tradicionais de países com cultura não democrática. A pós-verdade, fake news e atos de terrorismo virtual tem suas raízes em países não democráticos historicamente, na desinformação.


A desinformação é uma informação falsa ou enganosa que é divulgada deliberadamente para enganar. Este é um subconjunto de desinformação. A palavra em inglês desinformação é uma tradução emprestada do dezinformatsiya russo, derivado do título de um departamento de propaganda negra da KGB. Joseph Stalin cunhou o termo, dando-lhe um nome que soa francês para alegar que tinha origem ocidental. O uso russo começou com um "escritório especial de desinformação" em 1923. A desinformação foi definida na Grande Enciclopédia Soviética (1952) como "informação falsa com a intenção de enganar a opinião pública". A Operação INFEKTION foi uma campanha de desinformação soviética para influenciar a opinião de que os EUA inventaram a AIDS. Os EUA não reagiram ativamente à desinformação até 1980, quando um documento falso relatou que os EUA apoiavam o Apartheid.


A desinformação é uma informação falsa ou imprecisa que é comunicada independentemente da intenção de enganar. Exemplos de desinformação são boatos falsos, insultos e pegadinhas. A desinformação é uma espécie de desinformação que é deliberadamente enganosa, por exemplo, boatos maliciosos, spearphishing e propaganda computacional. O principal efeito da desinformação é suscitar medo e suspeita na população. A paródia ou sátira de notícias pode se tornar desinformação se os incautos julgá-la confiável e comunicá-la como se fosse verdadeira. As palavras "desinformação" e "desinformação" têm sido frequentemente associadas ao neologismo "fake news", que alguns estudiosos definem como "informação fabricada que imita o conteúdo da mídia na forma, mas não no processo organizacional ou na intenção”.


Uma das práticas mais agressivas da desinformação, utilizadas pela democracia ciborgue na internet é a difamação.


Difamação (também conhecida como calúnia, difamação, difamação, calúnia ou traição) é a comunicação oral ou escrita de uma declaração falsa sobre outra pessoa que prejudica injustamente sua reputação e geralmente constitui um delito ou crime. Em vários países, incluindo a Coreia do Sul, uma declaração verdadeira também pode ser considerada difamação. De acordo com a lei comum, para constituir difamação, uma reclamação geralmente deve ser falsa e deve ter sido feita a alguém que não seja a pessoa difamada. Algumas jurisdições de common law também distinguem entre difamação falada, chamada calúnia , e difamação em outras mídias, como palavras impressas ou imagens, chamada de calúnia . Nos Estados Unidos, as leis de luz falsa protegem contra declarações que não são tecnicamente falsas, mas enganosas. Em algumas jurisdições, a difamação é tratada como um crime, e não como um dano civil. O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu em 2012 que a lei de difamação de um país, as Filipinas, era inconsistente com o Artigo 19 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, além de instar que "os Estados Partes (do Pacto) deveriam considerar o descriminalização da difamação". Na Arábia Saudita, a difamação do estado, ou de um governante passado ou presente, é punível de acordo com a legislação contra o terrorismo. Uma pessoa que difama outra pode ser chamada de "difamador", "difamador", "caluniador" ou raramente um "famacida". O termo libelo é derivado do latim libellus (literalmente "livrinho" ou "livreto”).


Uma das consequências mais visíveis da utilização da desinformação pela democracia ciborgue, é conhecida por Social undermining (enfraquecimento social).


Enfraquecimento social é a expressão de emoções negativas dirigidas a uma pessoa em particular ou avaliações negativas da pessoa como uma maneira de impedir que a pessoa alcançar seus objetivos. Este comportamento pode muitas vezes ser atribuída a certos sentimentos, tais como aversão ou raiva. A avaliação negativa da pessoa pode envolver criticar suas ações, esforços ou características. Enfraquecimento social é visto nas relações entre membros da família, amigos, relacionamentos pessoais e colegas de trabalho. Enfraquecimento social pode afetar a saúde mental de uma pessoa, incluindo um aumento nos sintomas depressivos. Este comportamento só é considerado enfraquecimento social, se uma ação percebida da pessoa se destina a dificultar o seu alvo.


Um nível extremo de uso da desinformação é a manipulação utilizada também com maestria pela democracia ciborgue nas redes sociais.


A manipulação psicológica é um tipo de influência social que visa mudar o comportamento ou a percepção dos outros por meio de táticas indiretas, enganosas ou dissimuladas. Ao defender os interesses do manipulador, geralmente à custa de outrem, tais métodos podem ser considerados exploradores e tortuosos. A influência social não é necessariamente negativa. Por exemplo, pessoas como amigos, familiares e médicos podem tentar persuadir a mudar hábitos e comportamentos claramente inúteis. A influência social é geralmente considerada inofensiva quando respeita o direito dos influenciados de aceitá-la ou rejeitá-la e não é indevidamente coercitiva. Dependendo do contexto e das motivações, a influência social pode constituir manipulação desleal.


O modus operandi básico da democracia ciborgue consiste na Information warfare (Guerra de informação), que envolve a pós-verdade, fake news e todas as técnicas de desinformação mais através da internet.


A guerra de informação (IW) é um conceito que envolve o uso do campo de batalha e o gerenciamento da tecnologia da informação e comunicação (TIC) em busca de uma vantagem competitiva sobre um oponente. Guerra de informação é a manipulação de informações confiáveis ​​por um alvo sem a consciência do alvo, de forma que o alvo tome decisões contra seus interesses, mas no interesse de quem conduz a guerra de informação. Como resultado, não está claro quando a guerra de informação começa, termina e quão forte ou destrutiva ela é. A guerra de informação pode envolver a coleta de informações táticas, garantias de que as próprias informações são válidas, divulgação de propaganda ou desinformação para desmoralizar ou manipular o inimigo e o público, minando a qualidade das informações da força adversária e negação de coleta de informações oportunidades para forças opostas. A guerra de informação está intimamente ligada à guerra psicológica.


Se você não acreditava que a democracia ciborgue fosse real, certamente terá que rever os seus conceitos, tudo tem método, inclusive acusar os outros do que eles realmente fazem.


Eu poderia estender este texto facilmente ao ponto de torna-lo um livro, porém sou obrigado a manter em formato de texto na esperança de que tenha alcance de um grupo um pouco maior de pessoas, mesmo que a qualidade das informações deste texto seja de fato para poucas pessoas.


P.S. Tudo em itálico tem como fonte a Wikipédia.

COPIAR E DIVULGAR CONTEÚDOS DESTE SITE SEM AUTORIZAÇÃO É CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS PREVISTO NO ART. 184 DO CÓDIGO PENAL!