A REVOLUÇÃO DOS BICHOS NO TWITTER?

Antes de contarmos a versão Twitter da Revolução dos Bichos de George Orwell, vamos conhecer um pouco dos critérios “absolutos” do supracitado Twitter a respeito de contas verificadas em sua rede “bestial”:


Sobre contas verificadas


“Importante: Nosso programa de conta verificada está suspenso. Não estamos aceitando novas solicitações no momento.”


O selo azul de verificação no Twitter informa às pessoas que uma conta de interesse público é autêntica.


O selo aparece ao lado do nome no perfil da conta e ao lado do nome da conta nos resultados de busca. Ele é sempre da mesma cor e colocado no mesmo local, independentemente da personalização de cor do tema ou perfil.


Contas que não têm o selo ao lado do nome, mas que o exibem em outro lugar, por exemplo, na foto do perfil, de capa ou na bio, não são verificadas.


Os selos de verificação devem ser aplicados pelo Twitter, e as contas que usam um selo como parte de fotos do perfil, de plano de fundo ou de qualquer outra maneira que implique um status de verificação estão sujeitas à suspensão permanente.


Quais tipos de contas são verificadas?


Uma conta poderá ser verificada se for determinado que ela é de interesse público. Normalmente, verificamos contas de usuários nas áreas de música, teatro/cinema/TV, moda, governo, política, religião, jornalismo, mídia, esportes e negócios, entre outras.

O selo de verificação não indica que a conta tem o apoio do Twitter.


Fonte: https://help.twitter.com/pt/managing-your-account/about-twitter-verified-accounts


A primeira inverdade nesta informação do Twitter, da qual eu tenho e-mail para provar (em uma troca de e-mails minha com um, na época, gerente de alto nível do Twitter). Naquele contato eles verificaram, em caráter excepcional, o manifestante Renato Batista do MBL, o já naquela época, inexistente partido Aliança Pelo Brasil e ainda um “garoto TikTok” com aparência de 10 anos lá do estado da Bahia. Mesmo o processo suspenso, a pedido deste gerente para a matriz, em San Francisco, verificou as três contas e recursou apenas a minha, a única com oito anos de Twitter, bem como o único dos três que preenchia o tal “interesse público”, pois me enquadro nos perfis moda, política e negócios apenas verificando meu nome no Google (se olharmos no meu LinkedIn possivelmente mais dois quesitos). Obviamente já na época eu andava com problemas com os “preciosos” Meliantes Virtuais Anônimos (MAV), os quais o Twitter parece preservar com muito empenho e carinho.


Mas é imprescindível entender que o Twitter é “tão capaz” de identificar o que é Fake News ao ponto de não suspender a maioria delas, bem como os perfis de MAVs, os quais ele também nunca parece ser capaz de identificar e banir.


Assim não se faz surpresa, nos critérios e sapiência do Twitter, que não seja uma pessoa de interesse público em algumas das áreas delimitadas, mesmo com uma conta de 2014, com uma séria de realizações acadêmicas e profissionais com premiações no mundo dos negócios, comprovadas por centenas de matérias na mídia especializada, jornais, revistas, rádios, televisão e internet no âmbito nacional e internacional. Para o Twitter tenho menos interesse que meus colegas avaliados no mesmo pacote do Twitter:


https://twitter.com/kaiquebritor (criado em setembro de 2019);

https://twitter.com/somosalianca (criado em novembro de 2019);

https://twitter.com/renato_battista (criado em junho de 2017).


E ainda tenho o vínculo formal com o Partido Verde (um partido de verdade), possuo o me próprio site www.estocastico.net e participo semanalmente do programa “Manipulação Digital” com a Jornalista Madeleine Lacsko, no canal Youtube da própria.


Resumindo: sou mais antigo e mais relevante que qualquer um dos três perfis, lembrando que o partido “Aliança Pelo Brasil” ainda hoje nem está plenamente oficializado. Mas o “Deus” Twitter com sua inteligência “divina”, com critérios privados, define quem é quem em sua rede privada, mas esquece-se que presta um serviço público aberto para todos. Causando constrangimentos morais e até perdas econômicas para quem for prejudicado por seu autoritarismo e arbitrariedades.


Não seria esta a razão da “Revolução dos Bichos” que virou esta rede bestial?

No livro de George Orwell narra uma história de corrupção e traição e recorre a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas e demolir o "paraíso comunista" proposto pela União Soviética na época de Stalin. A revolta dos animais da quinta contra os humanos é liderada pelos porcos: Bola-de-Neve e Napoleão. Os animais tentam criar uma sociedade utópica, porém Napoleão, seduzido pelo poder, afasta Bola-de-Neve e estabelece uma ditadura tão corrupta quanto à sociedade de humanos.


A história é assim: Sentindo chegar a sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para partilhar um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem. Ensinou-lhes uma antiga canção, Bichos da Inglaterra, que resume a filosofia do Animalismo, exaltando a igualdade entre eles e os tempos prósperos que estavam por vir, deixando os demais animais em êxtase com as possibilidades.


O idoso Major (vulgo Casca Grossa) faleceu três dias depois, tendo tomado a frente os astutos e jovens porcos: Bola-de-Neve e Napoleão, que passaram a reunir-se clandestinamente a fim de traçar as estratégias da revolução. Certo dia, Sr. Jones, então proprietário da fazenda, descuidou-se com a alimentação dos animais, fato este que se tornou a gota da água para aqueles bichos. Sob o comando dos inteligentes e letrados porcos, os animais expulsaram os humanos da propriedade e passaram a chamar de Fazenda dos Bichos, e aprenderam os Sete Mandamentos, que, a princípio, ganhavam a seguinte forma:


1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.

2. Qualquer coisa que ande sobre quatro patas, ou tenha asas, é amigo.

3. Nenhum animal usará roupas.

4. Nenhum animal dormirá em cama.

5. Nenhum animal beberá álcool.

6. Nenhum animal matará outro animal.

7. Todos os animais são iguais.


Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos apenas na máxima "Quatro pernas bom, duas pernas mau" que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta com bravura, dedica todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, mas, mesmo assim, Napoleão expulsa-o do território, alegando sérias acusações contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam durante toda história, mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou mesmo ter alguma explicação para dar aos animais sobre catástrofes, criando-se um mito em torno do porco que, a partir dali, é considerado um traidor.


Napoleão apodera-se da ideia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para gerar energia (mesmo tendo feito duras críticas à imaginação do companheiro), e dá início à sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contatar com os humanos, apontando essa ideia como mais uma invenção de Bola-de-Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro:


4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.

5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.

6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.

7. Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.


O hino da Revolução é banido, já que a sociedade ideal descrita, segundo Napoleão, já teria sido atingida sob o seu comando. Napoleão é declarado líder por unanimidade. As condições de trabalho degradam-se, os animais sofrem um novo ataque humano e já não lembram se na época em que estavam submissos ao Sr. Jones era mesmo pior, mas lembravam-se da liberdade proclamada, e eram sempre lembrados por sábios discursos suínos, principalmente os proferidos por Garganta, um porco com especial capacidade persuasiva. Napoleão, os outros porcos e os agricultores da vizinhança celebram, em conjunto, a produtividade da Fazenda dos Animais. Os outros animais trabalham arduamente em troca de míseras rações. Assiste-se assim a um escárnio grotesco da sociedade humana.


O slogan das ovelhas fora modificado ligeiramente, “Quatro pernas bom, duas pernas melhor!”, pois agora os porcos andavam sobre as duas patas traseiras. No final, os animais, ao olhar para dentro da casa antes pertencente a Jones e onde os porcos agora vivem em considerável luxo em relação aos demais animais, vêm Napoleão e outros suínos jogando carteado com Frederick e Pilkington, senhores das granjas vizinhas e celebrando a prosperidade económica que os seus acordos proporcionam às sua fazenda. Numa visão confusa, os animais já não conseguem distinguir os porcos dos homens.


Esta é basicamente a mesma história que vem ocorrendo com os bolsonaristas do Twitter, onde os porcos fazem a revolução para viver como aqueles que condenavam no mundo real, enquanto os demais permanecem os mesmos animais idiotas apenas no Twitter.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.