BOLSOFARSAS!

Atualizado: Abr 14

Chegou a hora de combater as milícias virtuais bolsonaristas e suas farsas nas suas nascentes!


O Twitter começou a usar o sistema de Inteligência Artificial Deep Learning capaz de detectar Fake News. Um sistema de IA vai evoluindo e “aprendendo”, deste modo o final das Fake News no Twitter, bem como seus disseminadores será progressivo.


Porém a “guerra” de informação deles não vai parar tão cedo, principalmente com a utilização da Pós-Verdade, apoiada pela Democracia Ciborgue. Os MAV (milícias em ambientes virtuais) têm utilizado algumas práticas muito comuns de religiões empresariais (como a Igreja Universal, por exemplo), para arrebanhar o gado e mantê-lo no cercado do pasto. Eles estão aliando a utilização de teorias da conspiração a notícias massivamente republicadas como verdadeiras pelas milícias virtuais no Twitter. A mentira repetida por inúmeras vezes fica parecendo verdade. Técnica básica da Pós-Verdade.


Vamos a um exemplo das duas práticas numa mesma ação feitas pela direita alternativa da Inglaterra com sucesso.

O “negacionismo científico”, crescente convicção de que os cientistas, em comum acordo com o governo e as corporações farmacêuticas (“Big Pharma”), estão em guerra com os interesses da humanidade é uma das estratégias deles. Usando um único texto, antigo, da revista científica Lancet, de 1998, com base em resultados preliminares, o “doutor” Andrew Wakefield, em uma entrevista posterior, mais recente, disse que haveria um possível vínculo entre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola com o aumento dos casos de autismo na Inglaterra.


Conforme estas informações foram utilizadas na internet pelos “teóricos das conspirações” anônimos, as taxas de imunização anuais da Inglaterra caíram de 92% para 73%. Isso resultou em surtos de sarampo e outras doenças com centenas de milhares de casos de morte.


Quando a imprensa e cientistas verdadeiros investigaram o estudo original com detalhes, descobriu-se que os métodos de Wakefield eram insatisfatórios, vagos, não científicos e ainda havia ainda conflito de interesses econômicos e políticos nos seus estudos. Ele era financiado pela direita alternativa inglesa, que usou massivamente Wakefield na campanha do Brexit.


O artigo foi desmentido e a licença de Wakefield para exercer a medicina foi revogada. Contudo, o processo de verificação que o desacreditou era mais fraco que o vírus do medo que ele e os milicianos virtuais da direita alternativa inglesa injetaram na corrente sanguínea do público.


Vocês precisam entender como é forte o poder dos “mitos” e “lendas urbanas” fixadas pela Pós-Verdade. A Escola de Saúde Pública de Harvard foi solicitada, pelo governo inglês, para encabeçar uma Comissão de Avaliação da Segurança de Imunização, criada pelo Instituto de Medicina (IOM na sigla em inglês). Quem encabeçou a Comissão foi uma cientista de Harvard, a doutora Marie McCormick. A Comissão apresentou seu relatório “Vaccines and Autism”, comprovando, sem margem para dúvidas, que não existia vínculo entre vacinas e autismo. Inclusive as crianças não vacinadas desenvolveram autismo em uma proporção igual ou maior que aquelas que foram vacinadas. Contudo o relatório não foi páreo para a histeria que foi disseminada pelas redes sociais. A comissão inclusive foi forçada a adotar medidas de segurança extraordinárias em sua sessão pública final depois que seus membros ficaram sujeitos a ameaças de violência plausíveis e até foram aconselhados a manter em segredo onde viviam ou estava hospedados. Entendam que depois de que o “tabloide” é publicado, desmenti-lo, para um público que adora “novelas” é uma missão quase impossível.


É isso que o Bolsonaro e sua récua virtual estão fazendo no momento com o covid-19. O único interesse dos bolsonaristas e da direita alternativa é econômico. Se o governo Bolsonaro não trouxer resultados econômicos satisfatórios, fatos técnicos e políticos para o seu impeachment já estão disponíveis, maiores inclusive que do Collor e da Dilma. Além disso, seu plano autocrático e nepotista de poder, que pode ser tanto com o pai quanto com um filho, mesmo escapando de um impeachment ficariam seriamente ameaçados. Além das posteriores investigações sobre a família pós-impeachment ou mandato. Isso tudo apoiado por nosso establishment do poder econômico, que manipula quem são os candidatos a presidente, esquerda, centro e direita, bem como quem vai vencer as eleições. Nosso direito “democrático” é só votar nos candidatos que eles nos ofereceram e comandam no poder. O Bolsonaro é só mais um para eles. Não acredita? Verifique quem são os donos dos títulos da dívida pública brasileira só para conhecer uma parte do establishment brasileiro.


O grande problema para nós, em relação ao Bolsonarismo, é a matriz autocrática, nepotista e fascista desde governo. Que é comandado pelo que há de mais podre em termos de empresários, pelos mais desqualificados técnicos em termos científicos e profissionais, bem como por uma corte de “ilustres” “John Doe” e “Jane Doe” que estão lá apenas por terem sido alunos do COF, da farsa intelectual, mas mestre “pragmático” da Pós-Verdade, Fake News, Teorias da Conspiração, Falácias, Sofismas, Silogismo, Paralogismo e Escatologia Oral, o facínora Olavo de Carvalho. Isso sem falar na imprensa de aluguel, que inclui até empresas de mídia que já foram tidas como sérias, tais como SBT, Record, RedeTV, Jovem Pan, CNN Brasil etc. além das farsas virtuais travestidas de jornalismo, todas seguidas pelos Bolsonaro no Twitter.


Temos que obrigar o establishment a nos oferecer algo que preste, pois duas vezes Lula, duas vezes Dilma e agora Bolsonaro pode ter sido muito bom para eles, porém para nós certamente não o foi. Essa oligarquia econômica que comanda o Brasil precisa incorporar a prática de “ganho-ganha” em seu modus-operandi, pois atualmente somente eles ganham. Afinal temos um sistema bancário que opera basicamente como agiotas legalizados.


Neste ponto nós que somos chamados pelas milícias bolsonaristas como: “nova e velha esquerda”, temos que nos unir, nos organizar, nos agrupar e começar a combater a Pós-Verdade do bolsonarismo no Twitter no seu nascimento.


Temos que, em grupos, atacar os Bolsonaro em seus tweets, desmentindo-os imediatamente, questionando suas fontes, ridicularizando-os em sua pouca inteligência e ciência e revelando suas reais intenções com a publicação. Tudo publicamente e logo em seguida aos tweets deles.


É de conhecimento público que eles operam no modelo de Gramsci, em células. Estão organizados em grupos no Twitter, WhatsApp, Gab, Telegram e agora até rede social própria eles têm, fornecida por uma misteriosa empresa do Paraná, a IP.TV. Porém isso funciona hierarquicamente com os “oficiais” das milícias virtuais distribuindo as ordens, que são basicamente cerca de 300 perfis seguidos pelos Bolsonaro no Twitter: alguns anônimos, outros quase anônimos e poucos deles “famosinhos” e “Gersons Famosos”.


Temos que atacar também estes 300 perfis divulgadores oficiais de primeiro nível, que comandam todo o restante das milícias virtuais composta por “robôs” (automações feitas por empresas e hackers contratados) e pelo gado (pessoas com QI abaixo de 66 na escala Wechsler).


Temos que bloquear todos os robôs e gado que aparecerem, pois são apenas peões neste tabuleiro, peças sem importância. O foco deve ser nos 300 templários do bolsonarismo.

Então meus leitores bidimensionais democráticos, eu funciono em 3D, não sou exatamente nenhum de vocês, mas estou ao redor de todos. Seja você direita, liberal, centro, esquerda ou qualquer ponto na linha que liga todos vocês na visão político-econômica. Precisamos nos unir, organizar e trabalhar juntos contra o bolsonarismo no Twitter imediatamente.


Vamos começar a reação?


Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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