BOLSONARISMO E LULOPETISMO: MAIS SUJOS QUE PAU DE GALINHEIRO!


“As galinhas utilizam tudo o que encontrar para defecar. Por isso, mais sujo que pau de galinheiro. Porque esse pau vai estar sempre com fezes de galinhas”.


Provérbio Português.


Vamos começar pelo passado e chegaremos gradativamente até o presente.


Eu tive três períodos em minha vida pessoal no qual, apesar de nunca ter sido ou feito parte, tive muito contato com o lulopetismo.


Inicialmente, ainda na adolescência minha família possuía uma fábrica na região do ABCD, a qual estava vinculada legalmente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, justamente na época do Lula e de seu surgimento político no final do regime militar.


O modus operandi do sindicato, na época, eram greves e bastante agressividade aparente nos discursos de caminhão, mas “acordões”, ás portas fechadas, individualmente com cada empresário ou CEO. Eram bem pragmáticos política e economicamente.


Depois, já na época acadêmica, namorei com a sobrinha de um dos mais importantes fundadores do PT, através do qual frequentei muitos churrascos com toda a galera da ala sindicalista, na época.


Posteriormente, no meu período profissional, já como CIO, participei da formação no projeto Farmácia Popular, no qual tive muitos contatos e reuniões em Brasília, incluindo muitos cubanos que atuavam no governo Lula.


Basicamente eu sei, por experiência própria e não pela mídia, como sempre foi o modus operandi do lulopetismo. Não adianta idolatrar o lulopetismo comigo, pois eu “vivi” por dentro o mesmo, sei mais que a maioria dos lulopetistas de todo Brasil de fato.


O lulopetismo sempre funcionou na base da “cooPTação” e não tem choradeira.


Eu sempre venho me posicionando politicamente em 3 Dimensões, porém com pautas progressistas que o lulopetismo, bem como toda a falsa esquerda (para mim tudo que é direita ou esquerda é falso) tentaram tornar como suas. Sou mais “esquerda” que qualquer “esquerdista” brasileiro. Mas eu também entendo de economia real, coisa que nenhum deles entende, tão pouco os “conservadores” (o pessoal que se diz direita), que tentam também fingir que entendem, de fato nada entendem no mundo real.


O Brasil, de todos os países sérios que conheço, exceto a “Meca” Itália, é onde só funciona o capitalismo de estado (basicamente o que a China faz hoje na esfera política, mas é capitalista selvagem na esfera econômica), juntamente com o capitalismo de compadrio, o que acontece muito na Rússia, com aquela oligarquia ligada economicamente e diretamente ao estado.


O tal Liberalismo, que tanto falam os “esquerdistas” e “direitistas”, no mundo real não funciona como nenhum deles afirmam. A economia atual, é muito mais dinâmica e complexa do que qualquer uma das escolas econômicas antigas que tentam explica-la. Não existe uma teoria econômica atual que consiga explicar de fato a realidade econômica. O máximo que podemos fazer é, escolher prioridades e subordinar a linha econômica a elas.


No meu caso eu acredito que a economia deve ser subordinada ao meio ambiente e sociedade, normativamente. Uma mistura de Liberalismo Verde com Socialismo Verde. E deve haver equilíbrio entre Estado e Iniciativa privada. Os capitalistas podem fazer o seu melhor, dentro de normas controladas pelo Estado, que por sua vez defende e normatiza os interesses do meio ambiente e sociedade contra o capitalismo selvagem natural de todo empresário.


Então chegamos ao presente com o bolsonarismo.


O bolsonarismo chegou ao poder político justamente com uma retórica oposta ao lulopetismo, tão falsa quanto, apoiado pelas mesmas elites econômicas que já apoiaram o lulopetismo.


E o lulopetismo, fazendo por merecer, com muitos “malfeitos”, para grande parte da população brasileira, é como “um pau de galinheiro”. Foi daí que surgiu o bolsonarismo, mais uma oportunidade do que uma ideologia.


O lulopetismo usou muito a retórica maniqueísta do “nós contra eles”, foi assim que acabou inventando os “eles”, os bolsonaristas. Usar esse dualismo ideológico de esquerda contra direita, é a estratégia mais antiga do mundo para “pastorear” rebanhos. Desde de Zoroastro na Pérsia, as religiões nunca mais pararam de usar isso também. O mundo político usa a mesma estratégia baseada na fé e não na razão, para polarizar e conquistar as “torcidas”. Basicamente o surgimento do bolsonarismo nunca passou de “mais da mesma coisa”. Em referência ao lulopetismo, politicamente falando.


O bolsonarismo foi formado por diversos grupos diferentes:


· Capelania castrense da reserva,

· Pastores (empresários) evangélicos e seus “rebanhos”,

· Capitalistas de Estado (servidores públicos, empresários, políticos etc.),

· Capitalistas de Compadrio (empresários),

· Lunáticos (com complexo de filósofos, super-heróis etc.),

· Desocupados (Marginais econômicos),

· Oportunistas (anônimos ou semianônimos desqualificados),

· Etc.


É gritante a ausência de intelectuais no bolsonarismo, coisa que o lulopetismo, pela matriz progressista politicamente correta, conseguia e incrivelmente ainda consegue ter, entre sua base de apoio social.


Tanto o bolsonarismo quanto o lulopetismo se valem da “fé” para ter militâncias ativistas alienadas da realidade. Porém no caso do bolsonarismo o hebetismo é pré-requisito anterior a “fé”. Basicamente são populistas.


Mas politicamente tanto o lulopetismo quanto o bolsonarismo se valem da mesma base de apoio econômica e social (apedeutos), bem como dos mesmos modus operandi político e administrativo. Basicamente são governos de “cooPTação”, que eles tentam malandramente chamar de coalisão.


Então não é surpresa que os mesmos players econômicos que apoiaram o lulopetismo tenham apoiado o bolsonarismo e os mesmos players políticos, o centrão fisiológico, que viabilizaram o lulopetismo estão viabilizando o bolsonarismo.


Tanto o lulopetismo quanto o bolsonarismo criaram “novos ricos”, decorrentes de sua atuação política e econômica de compadrio. Empresários sem nenhum talento e qualificação fizeram e fazem sucesso nestas duas “igrejas” políticas que são lulopetismo e bolsonarismo.


A diferença mais relevante entre as duas alas encontra-se entre os “extremófilos” políticos em suas bases. O lulopetismo, mais antigo, não possui mais entre suas bases os extremistas radicais marxistas, que já migraram há um bom tempo para outras opções partidário políticas. Porém o bolsonarismo, apartidário, usa bases de militância virtuais anônimas ou semianônimos (pessoas sem currículos pessoais relevantes), que defendem o protofascismo, que são a base do “politicamente incorreto”, deste grupo de direita “conservadora”. São fenômenos basicamente das redes sociais, turbinados por tecnologia, marketing e dinheiro, que são os “propagandistas” das sevícias protofascistas. A militância do lulopetismo tem origem em movimentos sociais e sindicalismo pelegos, presenciais e não virtuais.


Comparando as pesquisas reservadas, sobre popularidade entre lulopetismo e bolsonarismo, sempre chegamos a percentuais ao redor de 30% para cada lado, o que demonstra a divisão oportunista artificial entre os dois polos.


Com isso, fica esclarecido porque as práticas destas duas correntes, adversativas e interdependentes, na prática governam exatamente da mesma maneira.


Ambos são “paus de galinheiros”.

COPIAR E DIVULGAR CONTEÚDOS DESTE SITE SEM AUTORIZAÇÃO É CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS PREVISTO NO ART. 184 DO CÓDIGO PENAL!