BOLSONARISTAS: SIMPLÓRIOS NOS VALORES E LIBERAIS NAS BARGANHAS!

A estirpe bolsonarista, a nova direita, cada vez mais se parece com a lulopetista, a velha esquerda. Pelo menos no que tange a questão conhecida popularmente como “cooPTação”.

O gabinete do general “tarimbeiro” de pijama, Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, atual ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, virou um autêntico “mercado das pulgas” (conhecido lá no Nordeste como “feira dos rolos”) do nosso “centrão” político do Congresso Nacional. Lá votos são trocados por todos os tipos de emendas e novas verbas diariamente.


Segundo a repórter do Estadão, Adriana Fernandes, em matéria de 12/12/2020:


Brasília está sendo varrida por tempestades diárias de jabutis. Para quem não está familiarizado com a linguagem política da capital federal, esse termo é usado para classificar matérias estranhas que são negociadas nos bastidores e incluídas de última hora nas votações do Congresso.


Na maioria das vezes, só se conhece o estrago dias, semanas, meses depois. Assim como seu irmão quelônio, esse tipo de animal legislativo tem casco convexo, uma carapaça bem arqueada que funciona como uma caixa protetora para se esconder.


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Acontece que neste fim de 2020, ano de pandemia e de eleição para o comando do Congresso, variações de espécies de jabutis começaram a surgir. São os jabutis que dão voto nas eleições. Eles turbinam as negociações do que é votado e também do que é retirado da pauta.


Bolsonaro, depois do fracasso político de seu governo, da fracassada tentativa de golpe a lá “chavismo” e principalmente do impeachment começando a raiar no horizonte, fez o que todo presidente do Brasil vem fazendo desde que me recordo: alugou o “centrão” fisiológico. Aliás ele está voltando as suas origens, pois Jair Bolsonaro em toda sua carreira como deputado federal sempre fez parte do “centrão” fisiológico chegando até a apoiar e votar para o lulopetismo.


A reação da base de apoio do bolsonarismo no Twitter, sempre dentro da dicopodia olavista, segue firme no sentido de classificar isso como de “necessário” até “excelente”, com as burlescas justificativas habituais. No mundo da antinomia bidimensional da pisque bolsonarista, tudo se resume a testes apenas duas opções de resposta: é o famoso “paradoxo do cavalo”.


O bolsonarismo segue exatamente o mesmo método do maniqueísmo religioso, um dualismo religioso sincretista que se originou na Pérsia e foi amplamente difundido no Império Romano (sIII d.C. e IV d.C.), cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal), em localizar a matéria e a carne no reino das sombras, e em afirmar que ao homem se impunha o dever de ajudar à vitória do Bem por meio de práticas ascéticas. E chegamos no Império Romano e a Itália, do M5S de Casaleggio e Grillo, os criadores originais do arcabouço da democracia ciborgue bolsolavista.


A base lulopetista difere justamente da base bolsonarista neste quesito, pois mesmo não sendo progressistas de fato, pois os lulopetistas são bidimensionais políticos e econômicos, apenas usam as pautas e causas progressistas em sua retórica política. Mas apesar deste “perfume francês” da velha esquerda lulopetista, eles são basicamente a mesma coisa que a nova direita bolsonarista (que já cheira como esterco de cavalo), apenas dois lados da mesma moeda de “cooPTação”.


Então agora entendemos melhor o que significa conservador nos valores e liberal na economia.