BOLSORASOS I


Atenção, ao ler este texto você estará entrando nas águas rasas e pútridas do bolsonarismo, portanto, caso não tenha estomago forte, a leitura não é recomendável.


Neste texto não vamos falar diretamente de pós-verdade nem democracia ciborgue, mas apenas dos seus soldados MAV (Militantes em Ambiente Virtuais) e sua “profundidade” intelectual e “pureza” moral.


Dentro do mundo MAV existem os “financiados” (direta ou indiretamente) e os “voluntários”. Ambos podem ser anônimos ou não. Os não anônimos ainda possuem outra subclassificação que os subdivide em famoso(a)s, famosinho(a)s e John (Jane) Doe.


Os financiados diretamente são pessoas (ou empresas) que obtêm seus ganhos de forma direta com o bolsonarismo, através de verbas públicas. Os financiados indiretamente (pessoas ou empresas) obtêm suas receitas através de patrocinadores privados do bolsonarismo que podem ser desde empresas, empresários os quais podem operar com dinheiro legal, dinheiro ilegal, criptomoedas, doações virtuais, vendas de livros, vendas de produtos, dízimos, monetização de redes sociais etc. Existem centenas de maneiras mais de serem remunerados. É importante salientar que, independente do que falam, estão todos nisso por dinheiro. Se você fizer a oferta com o valor certo, pode contratar qualquer um deles para trabalhar para você e defender suas ideias.


Os famosos são pessoas que já tinham fama antes do fenômeno bolsonarismo, mas já estavam em avançada decadência quando ingressaram. Os famosinhos são aqueles que pegaram sua fama fugaz com o bolsonarismo e irão desaparecer junto com ele. Os “John (Jane) Doe”, são pessoas tão diferenciadas a quanto um saco de arroz barato em busca dos quinze minutos de fama.


Porém todos os bolsonaristas possuem em comum o fato de serem bastante rasos em suas “filosofias”, ações, inteligência e qualificações. Além disso raramente possuem alguma envergadura moral. São todos toscos e falsos moralistas. São a personificação virtual da bestialidade e hipocrisia.


Vamos falar de alguns exemplos “famosinhos” deles no Twitter, deixando de lado os famosos (pois estão todos no crepúsculo de suas carreiras) e os “John (Jane) Doe”, que não merecem nada além de um simples “block”.


O blogueiro Allan “Terça Livre” Santos é uma dos famosinhos, junto com outros blogs que tentam se passar por imprensa séria e real, que não passam de agentes oficiais do bolsonarismo. Os textos, podcasts e vídeos, além do humor tosco e abjeto são absolutamente rasos, acéfalos e subjetivos. Em momento algum têm compromisso com a verdade, apenas com a pós-verdade e com a democracia ciborgue para entreter e engajar os MAV. Eu procurei este blogueiro no LinkedIn e encontrei o seguinte perfil: https://www.linkedin.com/in/allandossantos/ que se apresenta como um professor de inglês e fundamentalista religioso. Não sei se o perfil é real, mas é o único que encontrei se apresentando com o fundador do tal Terça Livre. Estou bloqueado por ele no Twitter.


Outro famosinho que se afamou com o bolsonarismo é o auto intitulado “Especialista em investimentos. Apaixonado por filosofia e ciência política e empreendedor”: Leandro Ruschel. Encontrei ele no perfil público do LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leandro-ruschel-a4385026/. Segundo o mesmo o próprio, residente em Miami Florida, é um bacharel que não completou o curso de engenharia mecânica na UFGRS. Suas experiências declaradas no perfil público são: Sócio-fundador da L&S Educação, Membro do conselho da empresa Brasil Paralelo, Sócio-fundador da empresa Liberta Global e Sócio fundador da empresa L&S Capital. Todas sendo exercidas concomitantemente por ela até o momento. Sobre a empresa L&S Educação a única referência a mesma no LinkedIn é o próprio: https://www.linkedin.com/search/results/all/?keywords=L%26S%20Educa%C3%A7%C3%A3o&origin=GLOBAL_SEARCH_HEADER. A empresa Brasil Paralelo, segundo o LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/brasil-paralelo/about/, é uma empresa de Mídia Online e tem 22 funcionários que utilizam o LinkedIn: https://www.linkedin.com/search/results/people/?facetCurrentCompany=%5B%2234227701%22%5D. O site declarado no LinkedIn, pela Brasil Paralelo (https://brasilparalelo.com.br) leva automaticamente a outra URL: https://site.brasilparalelo.com.br/sala-de-transmissao-a-patria-educadora/, a qual aparenta ser um site ufanista nacionalista que vende assinaturas para suas produções. Tem até um Chat online com um consultor na home e uma série de pop-ups para você não desistir de assinar. A Liberta Global se apresenta como uma empresa de “Serviços Financeiros” em Miami – Florida: https://www.linkedin.com/company/liberta-global/about/. Possui cinco funcionários no LinkedIn: https://www.linkedin.com/search/results/people/?facetCurrentCompany=%5B%2210665781%22%5D. Quase todos de descendência italiana e um deles especializado em criptomoedas. Segundo o site da empresa: https://libertaglobal.com/: “Fundada em 2014 pelos mesmos responsáveis pela escola de investimento Leandro & Stormer, nasceu com mais de 20 anos de experiência e 30 mil alunos treinados”. Pelos eventos e fórum do site, parece que ele não tem sido muito utilizado recentemente, todas atividades compreendem entre 2016 até 2019. O site vende três cursos: Iniciante - $389.00, Trader - $489.00 e Investidor $449.00. Por fim sobre a L&S Capital não encontramos referências no LinkedIn, salvo possíveis funcionários: https://www.linkedin.com/search/results/all/?keywords=L%26S%20Capital&origin=GLOBAL_SEARCH_HEADER. Pelo currículo misterioso e magro em qualificações bem como realizações, eu não contrataria o Ruschel para minha empresa. Mas se estas empresas dele forem de fato rentáveis (sem nenhum "malfeito") ele é o “Ronaldo Fenômeno” dos negócios. Também me bloqueou no Twitter e deixa minha solicitação de conexão no LinkedIn eternamente pendente. Talvez pela vida boa na Florida – Miami e o tempo que passa no Twitter nem tenha mais tempo para coisas sérias como o LinkedIn.


É visível que os currículos dos famosinhos do bolsonarismo geralmente não possuem grande realizações e grandes empresas em suas histórias profissionais. São “dádivas” do bolsonarismo e de uma “direita conservadora” misteriosa e com muitos recursos financeiros para se auto financiar.

Este é o primeiro texto da série “Bolsorasos” que vai analisar alguns dos principais “famosinhos” do bolsonarismo.


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