CULTURA DE CANCELAMENTO!

Um fenômeno de da Democracia Ciborgue, que pode ocorrer tanto por conta de uma Pós-Verdade, quanto por uma informação descontextualizada quanto por um "estouro de manada" orquestrado, parte final do processo de "linchamento virtual" é a Cultura de Cancelamento por TAV (Terroristas Anônimos Virtuais).


Se não fosse a presença da Democracia Ciborgue nas redes sociais, politizando tudo, para modular suas bolhas de legionários e partir e ressonando nas câmeras de ecos, a Cultura de Cancelamento já foi usada para causas sociais e ambientais pró humanidade, porém, nas mãos dos guerreiros ciborgues, nada mais é do que manipulação digital política e até econômica.

Existe várias maneiras de cancelar uma pessoa ou empresa nas redes sociais. A mais simples são os "unfollows", deixando de seguir o alvo através de enxames modulados por "animadores de torcida ciborgues". Outra maneira é a publicação e republicações de uma informação (falsa, fora de contexto ou contra a cultura da bolha) turbinadas por automações, também orquestradas pelos "animadores de cultura ciborgues" e moduladas de dentro das bolhas para as câmeras de eco da linha do tempo.


Outra maneira são as Hashtags, muito usuais dentro da Democracia Ciborgue, levantadas pelos "animadores de torcida ciborgues" e turbinada por automações e pessoas moduladas. Estas Hashtags são usadas para atacar pessoas e empresas "inimigas" dos milicianos virtuais.


Outra maneira ainda comum de cancelamento são os "linchamentos virtuais", agressões virtuais com textos, imagens, áudios e vídeos atacando pessoas / empresas através das linhas do tempo TAV, citando o endereço do perfil da vítima e as vezes atacando na própria linha do tempo da pessoa ou empresa.


Por fim outra técnica utilizada em algumas redes, onde existe o recurso é o "dislike".


Ainda há a possibilidade das denúncias sobre o perfil atacado e suas publicações, mas esta depende da concordância da Rede Social, portanto é mais rara.


A Cultura de Cancelamento é uma espécie de boicote que ganhou uma nova roupagem. Além de causar danos psicológicos, fisiológicos e até neuroquímicos aos ‘cancelados’, essa cultura também pode minar a livre expressão. Isso porque as pessoas se sentem pressionadas a postar o que creem que as outras querem ler, e não necessariamente o que elas próprias pensam.


As redes sociais prometem algo que remete a empoderamento, mas acabam apenas dando espaço para comportamentos patológicos organizados em outros contextos. Com isso, as consequências podem ser as mesmas de uma humilhação offline, por exemplo. E na internet isso é até mais encorajado por um conceito da psicologia chamado deindividualização, que possibilita uma maior agressividade por conta das pessoas não estarem cara a cara umas com as outras.


Como nas redes sociais, as pessoas são agrupadas nas bolhas de filtragem, por "pensarem iguais", os "animadores de auditório ciborgues" têm apenas de levar seu "rebanho" para além das "cercas" e a partir dai "estourar sua manada" contra o alvo a ser cancelado. Tudo isso pode ser feito inclusive pelos algorítimos das Inteligências Artificiais das redes sociais, que podem ser ativados por agente externos que paguem pelo uso.


Como outra função das inteligências artificias é manter as pessoas o mais tempo na rede, as mesmas estimulam as notificações sobre respostas de "inimigos" nas publicações para manter as pessoas o maior tempo possível nos embates.

O Twitter é a rede central da cultura do cancelamento. E ele ganhou mais relevância não só por passar a ser mais utilizado por uma maior quantidade de pessoas públicas, mas também por permitir a replicação de posts acrescentando comentários, o que abriu mais possibilidades. A forma com que os debates se desenrolam no Twitter não é propícia para que as pessoas aprendam algo. Muitas vezes, só gera mais conflito. A busca dos usuários pelos hits (posts) que, por vezes polêmicos, atingem um alto nível de replicação, também acentua brigas e estresses, que estão até mais "à flor da pele" no isolamento.


Na Wikipédia: A cultura do cancelamento é um fenômeno em que uma pessoa é ejetada de uma posição de influência ou fama devido a atitudes questionáveis. É uma espécie de boicote em que um indivíduo (geralmente uma celebridade) que compartilhou uma opinião questionável ou controversa, ou que no passado teve comportamento percebido como ofensivo nas redes sociais, é "cancelado". Eles são ostracizados e afastados por ex-amigos, seguidores e apoiadores, levando a um grave prejuízo na carreira do indivíduo cancelado. Em caso de celebridades, sua base de fãs pode diminuir significativamente.


É um tema polêmico sem definição clara, utilizado comumente em discursos inflamatórios, com alta carga ideológica, muitas vezes com o objetivo de atacar outro grupo social ou político. Por isso, pode ser considerada como um "golpe" ("scam") político: atacar uma suposta cultura do cancelamento é a reação desesperada de grupos reacionários que se veem prejudicados devido a reação a seus comportamentos considerados, por críticos, como sendo inadequados para a sociedade moderna.


Segundo a BBC Brasil: O movimento hoje conhecido como "cultura do cancelamento" começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Seria uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.


Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.


A cascata de menções a uma empresa costuma precipitar atitudes sumárias para estancar o desgaste de imagem, sem que a pessoa sob ataque possa necessariamente se defender amplamente.


O cancelamento é diferente da trollagem típica de internet, eventualmente com insultos coordenados, frequente em disputas de opinião entre usuários das redes. O "cancelamento" é um ataque à reputação que ameaça o emprego e os meios de subsistência atuais e futuros do cancelado. Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela hoje abate personalidade, mas também anônimos.


Você pode ser cancelado por algo que você disse em meio a uma multidão de completos estranhos se um deles tiver feito um vídeo, ou por uma piada que soou mal nas mídias sociais ou por algo que você disse ou fez há muito tempo atrás e sobre o qual há algum registro na internet. E você não precisa ser proeminente, famoso ou político para ser publicamente envergonhado e permanentemente marcado: tudo o que você precisa fazer é ter um dia particularmente ruim e as consequências podem durar enquanto o Google existir.


Normalmente, quando tratamos de Democracia Ciborgue e Pós-Verdade, quando estas organizações financiadas, no Google até com dinheiro público aqui no Brasil, os "cancelados" permanecem nas primeira páginas, promovidas, do buscador quando você digitar o nome de algum, com a destruição de reputações documentadas nas redes sociais e imprensa ciborgue.


Os "justiceiros sociais" das redes sociais, pessoas recalcadas, resignadas, raivosas, medrosas e desocupadas, reféns da Democracia Ciborgue e Pós-Verdades, gado das inteligências artificias podem levar pessoas a graves problemas as pessoas no mundo real, inclusive ao suicídio.


Mas como já previram Umberto Eco e Nelson Rodrigues, os idiotas são muitos e vão dominar o mundo (com celulares nas mãos), o pior que estes idiotas anônimos, que se julgam todos PHDs, são acusadores, juízes e jurados e os acusados não tem direito a defesa. Essa gente que vive nos bares de esquina, nas cabeleireiras de bairros, cafezinhos das empresas, que fazem fofocas mentirosas sobre outras pessoas, agora têm alcance global instantâneo.


E saibam, apesar de estarmos vivendo uma Democracia Ciborgue baseada em Pós-verdades da direita alternativa, estas técnicas surgiram em países totalitários que seguem também a linha da esquerda obsoleta. A Democracia ciborgue não tem lado, tem patrocinadores com interesses momentâneos diferentes. São eles quem precisam ser cancelados.


Recomendo este excelente vídeo da BBC:







Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.