DERROTANDO A PÓS-VERDADE!

Este texto foi difícil! Fiz pelo menos umas três vezes. Ou ficava muito grande ou muito complexo, perdendo a finalidade prática. Esta é a versão final, não farei outra, pois dá muito trabalho e não dá dinheiro.


Lembrando que não sou escritor, jornalista, acadêmico (só fui até o mestrado na minha área técnica, mas sem destaque acadêmico) e não sou intelectual. Portanto não tenho nenhum compromisso com o português, citar as fontes (as quais nem lembro a maioria) e com a qualidade de conteúdo. Eu sei de meus limites e modestamente não passo de um gênio egocêntrico, pragmático e preguiçoso. Até citar Monteiro Lobato vale para justificar minha preguiça, mesmo ele tendo sido fascista, apesar de ser genial em sua obra. Minhas professoras de português sofreram muito com esta desculpa no colégio.


Mas vamos falar sério doravante.


A Pós-Verdade sempre existiu. Dou o exemplo de Zoroastro na Pérsia, séculos antes de Cristo, criando as bases religiosas maniqueístas da Pós-Verdade, no qual a fé é a base. A Pós Verdade usa a fé e a simplificação religiosa enraizada no ser humano para disseminar seus “dogmas”. As duas funcionam exatamente iguais em sua essência. O monoteísmo e do dualismo de Zoroastro são base da Pós-Verdade. Aúra-Masda vive em luta com Angra Mainyu. Angra Mainyu não deve ser visto como um deus ele é, antes, uma energia negativa que se opõe à energia positiva de Aúra-Masda, tentando destruir tudo o que de bom foi feito por ele (a energia positiva de Deus é chamada de Spenta Mainyu). No final, Angra Mainyu será destruída e o bem triunfará. Zoroastrianos encaram o dualismo no plano interno de cada pessoa, como a escolha que cada um deve fazer entre o bem e o mal, entre uma mentalidade boa e uma mentalidade má. É esta a estratégia da Pós-Verdade. O que eles dizem é aquele conhecimento empírico popular raso representa o bem, enquanto o conhecimento científico profundo representa o mal. Tudo isso usado como uma religião, onde a fé se sobrepõe a razão, é onde os fatos não importam o que vale é aquela “verdade fácil” que o fiel quer acreditar. É sobre tudo um ato de fé. Evidentemente, como ateu “praticante”, eu não tenho nenhuma.


A questão primordial é como as fontes científicas vão enfrentar a “santa inquisição” da Pós-Verdade, com caso atual especificamente da Democracia Ciborgue, que a direita alternativa impõe com suas Fake News, falácias, paralogismos, silogismos e sofismas.

Esta guerra não pode ser vencida com as informações científicas no formato tradicional, pois sempre foram inacessíveis a 99.99% da população com ou sem internet. Infelizmente, se Deus existisse, não teria sido justo na distribuição de inteligência. Raramente, na concorrência pela qualificação, mentes sem brilho conseguem ter destaque mesmo que tenha acesso a muita qualificação. Esforço é nobre, não há dúvida, mas no mundo real há “meia dúzia” de pessoas que fazem a diferença. E não estamos falando em dinheiro.


O que temos são pessoas intelectualmente desonestas, se aproveitando da resignação e recalque de pessoas intelectualmente lesadas, com um ataque de informações pseudocientíficas ou simplesmente absurdas. Estas pessoas têm fé que suas limitações e frustrações são culpa de uma conspiração dos intelectualmente bem dotados e honestos, dentro das limitações humanas, econômicas e sociais da realidade.


Eu sempre admirei o físico Stephen Hawking. Não só pelo seu intelecto e produção científica, mas como um comunicador fantástico, que não podia falar nem se mover, que mesmo antes da internet era mundialmente conhecido e respeitado. E vejam que o conteúdo dos livros dele, que venderam muito, é inacessível para 99.99% dos que compraram. Mas Hawking venceu a Pós-Verdade mesmo sendo limitado fisicamente, ateu e progressista. Seus livros eram complexos, mas suas mensagens eram simples, científicas e diretas. E com o currículo seguindo junto dando credibilidade ao mesmo. Isto é uma lição para o mundo científico enfrentar a Pós-Verdade.


A Democracia Ciborgue e a Pós Verdade são como uma religião usada para fazer o mal, nada de novo. Tem uma horda de pastores ricos e charlatães que inclusive financiam e ajudam essa direita alternativa. Compram meios de comunicação, políticos, artistas, youtubers e muito mais para serem seus asseclas na disseminação da Pós-Verdade. Como o público que tem fé na Pós-Verdade, tem dificuldades de leitura até no cardápio do Burger King, não é necessário ninguém que escreva, mesmo assim tem alguns jornalistas e “best sellers”, na curva descendente, que estão na folha de pagamento da Pós-Verdade.


A Pós-Verdade é baseada em textos curtos, memes, áudios e vídeos pelas redes sociais. Basicamente são missas virtuais curtas e toscas evocando a fé dos “clientes”. Somente a fé importa e os fatos não significam nada para o rebanho dos “crentes”.


A Pós-Verdade, a serviço da Democracia Ciborgue usa velho recurso de que uma mentira repetida ostensivamente acaba parecendo verdade. É por isso que as MAV (Milícias Anônimas Virtuais) foram criadas e automatizadas por desenvolvimentos de agências de marketing digital nas redes sociais. Para dar volume virtual que não existe no mundo real. Juntamente a isso vendem seus serviços e produtos nas suas lojas virtuais, inclusive canecas, camisetas e um monte de bugigangas praticamente neofascistas junto com as religiosas. O “negócio” é bom e tem gente ganhando com isso, já que os otários que acreditam neles, e seu dinheiro, se separam rapidamente.


É por essa razão que a mídia séria, empresas e meio científico precisam refutação imediata e automatizada também. A guerra é tecnológica, marketing tradicional não funciona.


E nada daqueles textos, áudios e vídeos em “latim”, ou seja: longos e incompreensíveis, pois o grupo social lesado intelectualmente, que acredita em “Papai Noel”, só compreende gente piando no Twitter em 280 caracteres, multimídias curtas, estupidas e / ou falsas.


As redes sociais com um pouco mais de seriedade, como parece ser o caso do grupo Facebook, estão se movimentando para ajudar nesta guerra. Já o Twitter do Bitcoin Jack e da senhora Zarife, CEO aqui no Brasil, ou não respondem ou dizem que não tem como resolver (só para quem os interssa). Inclusive na verificação de perfis, o grupo Facebook e o Linkedin, da Microsoft, são muito mais sérios. Já no Twitter funciona igual às Fake News e perfis Fakes que ele prolifera e vocifera. Eu mesmo tenho e-mails, mensagens no Linkedin e no próprio Twitter, enviadas aos mesmos, mostrando a “boa vontade” deles com todas estas questões nas não respostas.


As respostas a Pós-Verdade têm que ser rápidas e preparadas para desestimular as respostas irracionais dos “animadores de auditório” profissionais da Democracia Ciborgue. Eu, por exemplo, uso algo que chamo de “Hiper-Verdade”. Consiste basicamente em demonstrar meu currículo publicamente no Linkedin, colocar a capacidade e reputação do “anônimo” (fake ou não) em cheque, desafiando-o para comprovar e humilhando-o publicamente como desqualificado, recalcado e resignado com inveja. Evidentemente que é uma situação peculiar que funciona para mim, mesmo sendo politicamente incorreta, mas é a única linguagem que este grupo alienado compreende: o “chicote”, pois são masoquistas. Neste caso faço o papel do mestre, como o Olavo de Carvalho.


Eu uso um imperativo emocional ao meu favor e, quem combater a Pós-Verdade e a Democracia Ciborgue, também deverá usar imperativos emocionais adequados ao seu perfil. As “reprimendas” precisam corresponder à cultura vigente. Em seu livro, The Myth Gap, Alex Evans afirma que “precisamos de novos mitos que fale quem somos e do mundo que habitamos”. Talkey?


A verdade precisa de um “marketing de empoderamento” para vencer o “marketing de inadequação” da Democracia Ciborgue com a Pós-Verdade. Precisamos trocar “a irracionalidade e o medo contraído de conspirações” pelo “crescimento e a maturidade” conforme cita Matthew D’Ancona em seu livro “Pós-Verdade”.


Eu pessoalmente gosto muito de ridicularizar os MAVs e as Fake News. Ridicularizar é uma força que desmascara as mentiras. Derrotar nosso inimigo e enterrá-lo dá muito trabalho, é mais fácil vesti-lo com uma roupa de palhaço e fazê-lo atuar como.


A Pós-Verdade contamina tudo o que toca, incluindo a sanidade mental básica. Neste caso o maior perigo da Pós-Verdade é quando nosso olfato começa a falhar com o “fedor das mentiras”. Não podemos recuar nunca. Resiliência é fundamental. Temos que higienizar continuamente a verdade.


Os MAVs são bem parecidos com a antiga Ku Klux Klan, assustam mais pelo terror que causam do que pela quantidade de vítimas, que infelizmente não foi zero. Mas eles usam a mesma cultura de terror nas redes sociais, inclusive com camisolas brancas, cabeças cobertas e fogueiras virtuais. Alias a KKK sempre usou gente lesada intelectualmente como braços e pernas, enquanto os intelectuais desonestos e facínoras se escondiam na retaguarda.


Podemos recorrer inclusive às lições de Martin Luther King, que identificava a adversidade e o dever moral e ético de confrontá-la:


O Arco do universo moral é longo, mas se inclina da direção da justiça. Vamos triunfar porque Carlyle tem razão: “Nenhuma mentira é eterna”. ‘Vamos triunfar porque Willian Cullen Bryant tem razão: “A Verdade, esmagada contra a terra, voltará a se erguer”. “Vamos triunfar porque James Russel Lowel tem razão”: “No cadafalso, sempre a verdade; no trono, sempre a injustiça”. ”Porém, o cadafalso ilumina o nosso futuro por trás das trevas infindas”.


Ele escreveu isso em 1965, ou seja: antes de eu nascer.


Eu complemento dizendo: “Vamos vencer porque Olavo não tem nenhuma razão”. Certamente se fosse vivo Martin Luther King concordaria.


Mas vamos voltar para meu campo de batalha, pois tudo que escrevi nos parágrafos anteriores mais próximos pouca gente entenderá.


A Inteligência Artificial, na minha nada humilde opinião, será a morte da Pós-Verdade. As automações baratas, de marketing digital que a Democracia Ciborgue utiliza não são pareô para “IA”. Estas automações, baseadas em ferramentas de desenvolvimento das próprias redes sociais, são obsoletas e “burras”, baseadas simplesmente em “APIs” de um “telemarketing” feito para a internet. Qualquer mequetrefe, em qualquer empresinha em qualquer grotão sabe fazer isso hoje em dia. Tem data de validade bem curta, como a inteligência dos fãs da Pós-Verdade. A entrada da Inteligência Artificial, que exige intelecto, competência e qualificação de ponta, vai soterrar o “business plan” desta gentalha da direita alternativa, montado no começo da década de 2010. Alias os perfis FAKES, mais relevantes são todos desta época, se prestarem atenção.


Os dinossauros, deste grupo de canalhas virtuais, serão extintos pelo meteoro chamado inteligência artificial.


Aproveitem seus últimos 15 minutos de fama e dinheiro, pois o fim está próximo.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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