BINÁRIOS POLÍTICOS!

Atualizado: Abr 9

Finalmente tenho um modelo matemático que consiga compilar a complexidade política real, para binários políticos de esquerda e direita.


É uma critica habitual minha sobre a visão política bidimensional dos brasileiros, a famosa visão 2D. Na cabeça das pessoas existe apenas Direita e Esquerda.


É fato que o mundo real é todo tridimensional (3D) e que o mundo 2D é só teórico e representativo. Meu raciocínio político é tridimensional e abrange conceitos que não são possíveis na visão bidimensional das pessoas de esquerda e direita. Eu vivo no mundo real em 3D, eles não.


Considerando que política e ciência política incluem discussões sobre outras coisas, como ideologias políticas, a dimensão política da sociedade é limitada a poder, e ha ideologia para a dimensão "valores" da cultura. Os partidos políticos são instituições, e pertencem a dimensão institucional ou interacional.


Mas a política deve ser ainda bem mais ampla do que minha visão, pois muitas vezes nem eu consigo entender os caminhos seguidos por ela.


Vamos recorrer a ciência exata, a respeito das dimensões físicas e matemáticas, conhecidas e teóricas, para depois tentar fazer uma analogia com a política humana.


Dimensões


Na física, as dimensões são parâmetros utilizados para descrever os fenômenos observados.


Na matemática, a dimensão de um espaço é o número de parâmetros necessários para identificar um ponto desse espaço.


Oficialmente, apenas quatro, mas há teorias que sugerem até dez dimensões. Uma das correntes científicas que defendem as dez dimensões é a Teoria das Supercordas, que afirma que as dez dimensões interagiriam entre si como as cordas de um violino. Mas tudo fica só na especulação: os próprios cientistas admitem que, com a tecnologia – atual, ainda não é possível comprovar as dez dimensões.


Os dez mandamentos


Na Teoria das Supercordas, dimensões vão de uma simples reta até um conjunto de big-bangs


1. Antes da primeira dimensão, existe a dimensão zero, que é apenas um ponto. A conexão entre dois pontos forma a primeira dimensão, que é uma reta. Nosso conceito de largura vem dessa conexão entre os pontos


2. O plano é a segunda dimensão. Para ser bidimensional, um objeto precisa de dois valores numéricos (correspondentes aos nossos conceitos de largura e comprimento) para ser situado, porque ele tem dois eixos


3. A terceira dimensão é o espaço. Para um objeto, isso significa ganhar profundidade e se tornar tridimensional, ou seja, ser dono de três valores numéricos que o situem (largura, comprimento e profundidade)


4. A quarta dimensão é a duração ou o tempo. Ela é a linha que leva cada ser quadrimensional (como nós, seres humanos) do começo (eu bebê) ao final da existência (eu velhinho). Nós não percebemos essa dimensão, por isso não podemos voltar ou avançar no tempo para ver nossos “eus” passados e futuros


5. Na quarta dimensão, a cada momento, uma série de variáveis define o que seremos no instante seguinte. A versão que fica (o eu “normal”) é apenas uma entre infinitas que poderiam rolar (como o “eu viking”, “eu pirata” e “eu palhaço”). A quinta dimensão é o conjunto de todas essas versões


6. A sexta dimensão é o caminho entre as possibilidades da 5D. Seria como se todas as suas infinitas versões estivessem dispostas em um plano, como uma folha, e você pudesse dobrar essa folha, encostando um lado (o “eu normal”, por exemplo) em outro lado (como o “eu viking”)


7a. Os vários “eus” possíveis da 6D estão dentro de um universo. A sétima dimensão pega o conceito de linha temporal da 4D e aplica a todo esse universo, traçando uma linha do tempo que começa no big-bang, evento que teria dado início a tudo


7b. Mas não é só: a sétima dimensão também diz que, assim como cada um de nós, o universo também pode ter várias versões, e estabelece que existem universos alternativos ao nosso, originados do mesmo big-bang


7c. O “nosso” big-bang é apenas uma possibilidade. Podem existir outros big-bangs diferentes que podem ter dado origem a outros universos, os quais também podem ter infinitas versões. A 7D reúne todos os big-bangs e todos os infinitos universos possíveis


8. Imagine que cada uma dessas bolinhas da imagem acima é um dos big-bangs (com seus respectivos universos derivados) existentes na sétima dimensão. A oitava dimensão é um vértice, um ponto de intersecção a partir do qual se pode chegar a qualquer uma das “bolinhas”


9. Partindo da figura da 8D, imagine que o vértice é um ponto onde o plano formado antes pode ser dobrado. A nona dimensão nada mais é do que uma dobra nesse plano, para encostar um big-bang no outro e permitir viajar entre eles – como as viagens entre os “eus” na 6D


10. A décima dimensão é o conjunto de todos os caminhos para todos os big-bangs, que dão origem a todos os universos. Imagine pegar todas as nove dimensões e juntar tudo num pontinho. Essa é a décima dimensão – o fim do caminho, de onde não há mais para onde ir


Ou seja, sendo o mundo político parte das dimensões físicas e teóricas, tudo pode ocorrer. Podemos com muito esforço observar e analisar a política até as 4ª dimensão.


Aplicando-se o tempo na minha visão 3D chego a conclusão que posso usar o passado político e dos políticos para tentar explicar o presente e antever o futuro, chegando a uma visão 4D ainda que limitada.


Não consigo ir além disso, mas as práticas políticas certamente o vão.


Mas imaginem o quão fora da realidade estão estes anuviados facciosos de direita e esquerda, no caso brasileiro bolsonaristas e lulopetistas, em relação as dimensões políticas.


A melhor analogia que consigo fazer deste binários políticos é um algoritmo de limiarização conhecido como método de Otsu, na prática analisada com a limiarização por equilíbrio do histograma. Neste modelosó se trabalha com raciocínio bidimensional para transformar uma imagem definida a níveis de cinza numa imagem definida a preto e branco (binária).


Em processamento de imagem, o método de limiarização por equilíbrio do histograma , é um método muito simples utilizado para fazer a limiarização de uma imagem ou, por outras palavras, transformar uma imagem definida a níveis de cinza numa imagem definida a preto e branco (binária). Na mesma linha de métodos como o método de Otsu e método de Seleção Iterativa, este é um método baseado no processamento do histograma da imagem. O algoritmo assume que a imagem se divide em duas classes: o fundo e o objeto propriamente dito. O método procura encontrar o nível de limiarização ótimo que divide o histograma em duas classes.


Imagem original.










após limiarização.










Este método pesa o histograma, verifica qual dos dois lados é o mais pesado, e remove peso do lado mais pesado até que este se torne o mais leve. Repete a mesma o operação até que os dois extremos da balança se encontrem. Dada a sua simplicidade, este método é uma boa escolha como primeira abordagem ao se discutir a limiarização automática de imagens.


A listagem abaixo, em notação C, é uma simplificação do algoritmo de Limiarização por Equilíbrio do Histograma:


int BHThreshold(int[] histogram) {

i_m = (int)((i_s + i_e) / 2.0f); // Base da balança I_m

w_l = get_weight(i_s, i_m + 1, histogram); // peso na esquerda W_l

w_r = get_weight(i_m + 1, i_e + 1, histogram); // peso na direita W_r

while (i_s <= i_e) {

if (w_r > w_l) { // mais peso à direita

w_r -= histogram[i_e--];

if (((i_s + i_e) / 2) < i_m) {

w_r += histogram[i_m];

w_l -= histogram[i_m--];

}

} else if (w_l >= w_r) { // mais peso à esquerda

w_l -= histogram[i_s++];

if (((i_s + i_e) / 2) > i_m) {

w_l += histogram[i_m + 1];

w_r -= histogram[i_m + 1];

i_m++;

}

}

}

return i_m;

}


Este algoritmo poderá apresentar problemas em imagens com muito ruído, visto que os limites da balança poderão ser erroneamente definidos. Para minimizar este problema, pode ser definido um valor mínimo de representatividade para eliminar as barras, resultantes de ruído, antes do início e após o fim do histograma.


Este é um modelo matemático que permite analisar o comportamento político bidimensional usando apenas os binários monocromáticos preto e branco, para explicar as posições políticas destes em um mundo 2D, através de tons de cinza.


Com isso chegamos a uma maneira de explicar a salada rocambolesca da política brasileira para a visão dos sectários políticos bidimensionais de esquerda e direita.







Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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