DISTOPIA SAUDOSISTA VIRTUAL!

Uma das características mais comuns que observo na Democracia Ciborgue e sua Pós-Verdade é um saudosismo em relação a um mundo distópico, que nunca existiu. Este é o mundo distópico saudosista digital propagado pelos conservadores, patriotas, cristão, família, direita e um monte de bandeirinhas do Brasil, EUA e Israel nos perfis do Twitter, a rede bestial.


Vamos primeiro estabelecer o conceito de distopia.


Distopia, cacotopia ou antiutopia é qualquer representação ou descrição, organizacional ou social, cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". O termo também se refere a um lugar, época ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação. As distopias são geralmente caracterizadas por totalitarismo ou autoritarismo (controle opressivo de toda uma sociedade), por anarquia (desagregação social), ou por condições econômicas, populacionais ou ambientais degradadas ou levadas a um extremo ou outro. A tecnologia se insere nesse contexto como ferramenta de controle, por parte do estado ou de instituições ou corporações, ou ainda, como ferramenta de opressão, por ter escapado ao controle humano.


Fonte: Wikipédia.


Este grupo de pessoas moduladas e / ou desajustadas, que são manipuladas nas bolhas e câmeras de ressonância nas redes sociais, idealizam um mundo, que mistura toda a ciência moderna, liberdade de expressão que eles têm, mesmo propagando Pós-Verdades, juntamente com a democracia na qual vivem, com uma “ditadura” de costumes e negacionismo, ambas quase medievais. Todos eles surfando nas tecnologias e manipulações digitais científicas das redes sociais e buscadores, é claro.


Aparentemente estas pessoas, no caso das que realmente existem (um grupo pequeno descontando as automações e os profissionais), apresentam comportamento com um aparente Transtorno de Personalidade Limítrofe (virtual), também conhecido como Transtorno de personalidade Borderline. É um transtorno mental caracterizado por humor, comportamentos e relacionamentos instáveis. A causa do transtorno de personalidade limítrofe não é bem compreendida. O diagnóstico é feito com base nos sintomas. Os sintomas incluem instabilidade emocional, sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e relações sociais prejudicadas. Os tratamentos incluem psicoterapia ou, em alguns casos, medicamentos. A hospitalização ajudará se os sintomas forem graves.


Justamente por estas características “Borderline” é que estas pessoas são filtradas para dentro das bolhas, pois são predispostas emocionalmente a serem moduladas pelos comandos enviados pelas Inteligências artificiais e vivem ressonando tudo nas câmeras de eco dos tweets direcionados nas “linhas de tempo” personalizadas.


Também, por conta da visível ociosidade, estas pessoas passam muito mais tempo nas redes sociais, o que também é muitíssimo bem aproveitado pelas Inteligências Artificiais, seus acionistas e patrocinadores. Lembrando que a Democracia Ciborgue usa estas ferramentas, disponíveis pelos módulos de integração, das redes sociais, bem como através de ferramentas de monitoramento externas em relação às mesmas.


Assim estes grupos de fragmentados virtuais, defendem uma distopia saudosista virtual, com as seguintes linhas gerais:


  • Tem conteúdo moral, projetando o modo como os nossos dilemas morais presentes figurariam no futuro.

  • Oferecem crítica social e apresentam as simpatias políticas do autor.

  • Exploram a estupidez coletiva.

  • O poder é mantido por uma elite, mediante a somatização e consequente alívio de certas carências e privações do indivíduo.

  • Discurso pessimista, raramente "flertando" com a esperança.

  • Violência banalizada e generalizada.

Esta distopia saudosista tem alguma conexão com o nosso mundo, mas frequentemente se refere a um passado imaginado ou a um mundo paralelo no qual a distopia foi engendrada pela ação ou falta de ação humana, por uma manipulação sórdida, mau comportamento ou por ignorância.


Então vemos estes grupos oligofrenicamente defendendo valores incompatíveis consigo mesmo e com suas realidades. Defendem uma sociedade comandada por uma tríade oligofrênica virtual: debilidade, imbecilidade e idiotia. Mesmo que não tenham nenhuma consciência sobre este fato. Mas são modulados para isso e encontram uma segurança psicológica em fazerem parte do grupo, como uma sardinha no cardume. Inclusive se comportam como assim na hora de fugir da justiça.


Com as raízes no leste europeu, com a prova de conceito realizada na Itália. Foi levado ao “Estado da Arte” pelo blogueiro Steve Banonn e pelo seu “boneco tradutor” Olavo de Carvalho, na relação que eles mantêm de ventriloquia. Temos Democracia Ciborgue, armada com a Pós-Verdade, que encontrou em Trump, nos EUA, uma a célula cancerígena inicial. Os Bolsonaro e sua escumalha são apenas cópias ainda mais ordinárias. Vergonhosamente várias religiões empresas, com pastores empresários, apoiam essa distopia saudosista. Isso sem falar na réstia de investidores (com seus “traders” manipuladores digitais do mercado de capitais) e até empresas / empresários que apoiam e ganham muito com a Democracia Ciborgue.


Ser cristã, frequentar swing, casar com filho adotivo e mandar matá-lo é um exemplo atual da evidente distância entre o discurso e a prática destes “influencers” da distopia saudosista digital. Mas os escândalos sexuais e financeiros, aqui e no exterior, destes grupos são cada vez mais frequentes, pois estão nisso apenas por dinheiro, não tem nada de fé, valores nem ideais. Talvez só alguns poucos seguidores destes grupos distópicos saudosistas digitais de fato tenham algum ideal, mas são usados por eles sem consciência disso.


A fé normalmente acaba onde começa o dinheiro.


Lembramos, para finalizar este texto, Gregg Webber e John Stuart Mill, em 1868, em discurso no parlamento britânico:


É, provavelmente, demasiado elogioso chamá-los utópicos; deveriam em vez de isso ser chamados dis-tópicos ['dis-' do grego antigo δυσ, translit. dys: 'dificuldade, dor'] ou caco-tópicos ['caco-', do grego κακός, translit. kakós: 'mau, ruim']. O que é comumente chamado utopia é demasiado bom para ser praticável; mas o que eles parecem defender é demasiado mau para ser praticável.


Eles se referiam a um lugar mau, ao oposto de utopia.


No idioma grego, a partícula δυσ (translit. "dis" ou "dys") exprime 'dificuldade, dor, privação, infelicidade'; a palavra τόπος (translit, topos) significa 'lugar'. Portanto, 'distopia' quer dizer 'lugar infeliz, ruim'. Já a palavra 'utopia' se compõe de ου (translit. ou, latinizado como u-), advérbio de negação, e τόπος, 'lugar'. Assim, utopia significa 'lugar nenhum', e distopia significa 'lugar ruim'.


É o “Admirável Mundo Velho” que nunca existiu!


Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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