EMPRESÁRIOS FAKES?

No direito empresarial, empresário é o sujeito de direito que exerce a empresa, ou seja, aquele que exerce profissionalmente (com habitualidade) uma atividade econômica (que busca gerar lucro) organizada (que articula os fatores de produção) para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. O empresário pode ser pessoa física (empresário em nome individual) ou jurídica (sociedade empresária). Os sócios de uma sociedade empresária (sejam eles empreendedores, sejam eles investidores) não são empresários; o empresário é a própria sociedade, sujeito de direito com personalidade autônoma em relação aos sócios. Segundo Fábio Ulhoa Coelho:


Deve-se desde logo acentuar que os sócios da sociedade empresária não são empresários. Quando pessoas (naturais) unem seus esforços para, em sociedade, ganhar dinheiro com a exploração empresarial de uma atividade econômica, elas não se tornam empresárias. A sociedade por elas constituída, uma pessoa jurídica com personalidade autônoma, sujeito de direito independente, é que será empresária, para todos os efeitos legais. Os sócios da sociedade empresária são empreendedores ou investidores, de acordo com a colaboração dada à sociedade (os empreendedores, além de capital, costumam devotar também trabalho à pessoa jurídica, na condição de seus administradores, ou as controlam; os investidores limitam-se a aportar capital). As regras que são aplicáveis ao empresário individual não se aplicam aos sócios da sociedade empresária – é muito importante apreender isto.


No Brasil, desde quando eu me recordo como gente, ou seja: de 1970 para cá haviam muitos e grandes empresários: José Mindlin, Eugênio Staub, Matias Machline, Salvador Arena, Isaac Sverner, Leo Kryss, Délcio Cavanha, Jair Lorenzetti, Victor Malzoni, Amaral Gurgel, Otto Baumgart, Mario Amato, Felippe Arno e muitos outros que me recordo de clubes, festas, eventos e visitas residenciais (onde eu habitualmente colocava gelos de vidro com moscas nas bebidas deles, como a criança modelo “Damien” que fui).


Independentemente do que a história fez com os mesmos depois, eles foram empresários, pioneiros e produziam tecnologia aqui no Brasil com os recursos que o momento histórico permitia. Não eram meros sócios e muito menos investidores, eles produziam tecnologia, geravam empregos e riquezas aqui no Brasil, pagando muito mais impostos que os de outros países.


A grande maioria destes empresários de verdade já se, foi naturalmente pelo tempo e a quase totalidade dos grupos empresariais, verdadeiras potências, foram dizimadas a partir de José Sarney e a redemocratização, na sequência, onde políticos e “novos empresários”, com interesses e financiamentos estrangeiros fizeram a “abertura” econômica, enquanto outros países muito menos industrializados, como China, Coréia do Sul e Índia faziam exatamente ao contrário, com os mesmos interesses e financiamentos “estrangeiros”.


O final da história todos nós conhecemos, nossos empregos foram para o oriente, nossa tecnologia vem do oriente, Europa e EUA. Nossa indústria atual é “CKD” (Fake) e voltamos a ser uma colônia exportadora de commodities e importadora de manufaturados.


Isso foi feito por políticos de direita, centro e esquerda, pois todos eles têm os mesmos “patrões” investidores e cidadãos do mundo.


Fernando Collor, o presidente “supositório”, foi que exterminou a já combalida economia destruída pelas gestões incompetente e / ou corruptas dos militares “mindinhos” e Sarney, o presidente das “letras pequenas”.


FHC, o presidente “do acaso”, tratou de aplicar um tratamento ortodoxo na economia, mas deixou todo o resto nas mesmas “CNTP”. Ao invés de cortar o problema na raiz, que sempre foi o Estado “Leviatã” brasileiro, tratou de vender todas as estatais que produziam alguma tecnologia, para “empresas quadrilhas” internacionais. Enquanto isso a Coréia do Norte subsidiava: Samsung, LG, Hyundai e uma centena de outras empresas coreanas, com dinheiro dos mesmos “patrocinadores” dos nossos políticos, agora já associadas aos “novos” empresários “merchants”, “traders” e a velha turma do “escambo” no agronegócio e minérios.


O lulopetismo, período que abrange do Lula até o Temer, foi o “nirvana” dos “novos ricos”, velhos capitalistas de compadrio e capitalistas de estado, todos associados também aos mesmos “investidores” internacionais que comandam a “Ilha de Vera Cruz”. As pequenas conquistas sociais, aparentes que o lulopetismo trouxe foram apenas “perfumaria barata”, pois o “cheiro” não durou nada. Mais que todos os antecessores que eu conheci, o período “Lula” foi onde os “capitaparasistas” de compadrio e estado mais ganharam, juntos com os próprios políticos associados ao lulopetismo. E os “novos ricos” que o digam, açougue de segunda e empresinha de automação comercial viraram potencias internacionais, com o dinheiro público, “emprestado” com prazos e juros de mãe e captado junto aos “investidores”, nacionais e internacionais, com juros de agiotas. Por isso quando alguém cita que o Lula é progressista, eu nem preciso recorrer a minha convivência pessoal com ele na época do sindicato dos metalúrgicos do ABC e no Farmácia Popular. Basta apenas recorrer aos fatos públicos no currículo dele.


Já o governo Bolsonaro é uma tragédia em andamento. Em pouco mais de um ano, o “sindicalista dos militares”, conseguiu piorar uma reforma previdenciária já ruim do Temer e favorecer ainda mais o corporativismo das “classes mafiosas” que se servem do estado se fingindo se servidores. E os demais apenas perderam mais, como vem acontecendo desde o crepúsculo do regime de 64. Possivelmente, pelo que eu vi e pelo que eu estudei de história, Bolsonaro é o pior governante que o Brasil já teve desde o descobrimento, colônia, reino unido, império e republica. Tanto intelectualmente quanto moralmente. Sem falar na sua “corte”.


E liberais como o tal “posto Ipiranga”, que só tem experiência “prática” com o “Pinochet”, que foi esnobado pelos economistas reconhecidos pelo mercado e pelo meio acadêmico, juntos com os jovens liberais de “banco Imobiliário”, políticos “liberais”, liberais “importabandistas”, liberais de “estado”, liberais de “compadrio”, “Alt Mises” e todos os defensores do liberalismo “mágico” (um fenômeno econômico derivado de Arturo Uslar Pietri), são apenas mais do mesmo.


Não tem esquerda, centro e direita que se aproveite no mundo tridimensional.


O Brasil tem o sistema tributário mais complicado do mundo, e continuará assim, apenas para ocultar a quantidade enorme de subsídios, isenções e todas as vantagens tributárias possíveis de serem dadas a capitalistas de compadrio. Se não acredita é só contratar um tributarista e ele lhe conseguirá alguma “vantagem competitiva” nos negócios. E os financiamentos públicos então... Não é descabido que agiotas, financeiras, bancos se similares tomem financiamentos públicos, praticamente vindos do paraíso e emprestem aos seus “clientes” no purgatório.


Resumindo, só tem ladrão, é o que eu sempre digo, isso desde o primeiro navio de presidiários que Portugal mandou para cá.


Agora que vocês já sabem que os empresários não existem mais, só capital especulativo circulando pelo sistema financeiro global e usado para direita, centro e esquerda pelos “empresários traders” fazendo “lobby” aos poderes legislativo, judiciário e executivo de todo planeta.


Vamos falar do perfil de alguns “empresários” que apoiam o “bolsolavismo”.


“Ali Baba”


Originariamente um dono de facção que tinhas costureiras terceirizadas e descentralizadas em todos os porões possíveis. Sempre foi sindicalista de empresários. Oportunamente, quando teve uma “luz” e percebeu que haveria uma “abertura” comercial e iria perder feio para os asiáticos, tratou de redirecionar todos os seus investimentos para a construção e setor imobiliário. Sempre como sindicalista de empresários e “próximo” ao poder, seja quem for.


“Guanxi”


Misterioso empresário e investidor brasileiro que mora na terra dos “dragões” e ao mesmo tempo é defensor da alt right. Sua família e seus negócios são tão misteriosos quanto ele. Também relacionado ao setor têxtil.


“Eisbein”


Um dos empresários que floresceram no lulopetismo, também relacionados ao setor têxtil, é famoso pelas por problemas com a justiça e pelo péssimo gosto com o seu look. Um dos empresários âncoras do bolsolavismo tem até fotos com “o próprio demônio”.


“Ali Ababwa”


Um dos pilares do bolsolavismo, como todo outro “brimo” famoso, começou a carreira com fuscas nos anos setenta. Não vem do setor têxtil apesar do estigma, mas do setor, mas do comércio e locação de veículos.


“Kaboobie”


Mais um destes empresários bolsolavistas das “mil e uma noites” que tem suas origens misteriosas no mercado imobiliário, financeiro e de “investimentos”. É mais famoso no mundo de financiamentos aos bolsonaristas, nas redes sociais, do que no LinkedIn por negócios.


Resumindo


O que todo empresário bolsolavista tem em comum é o fato de não ser “empresário”, pois não produz nada só lucra. Um padrão bem típico da Alt Right importado pela nossa Bog Right.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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