Escola Sem Partido

Atualizado: há 2 dias


Imagem: Vitor Teixeira



Com o advento das redes sociais o ódio foi, e continua sendo, claramente discriminado pela internet. Infelizmente, o fenômeno das Fake News e seus impactos na educação tem deixado um legado de pânico para docentes e discentes. O discurso de ódio contra professores se fundamenta principalmente na falsa ideia de que estes estariam transformando seus alunos em gays e lésbicas apenas pelo fato de discutirem esse tema. Isso ficou mais claro com o surgimento do movimento “escola sem partido”, onde a proposta era deter o debate da chamada “ideologia de gênero” nas escolas.


Para existir “escola sem partido”, primeiro era preciso existir “escola com partido”.


Não há partido em escola, oque na verdade há é debate politico. A própria ciência fomenta esse tipo de discussão dentro da sala de aula. Esse movimento só mostra o quanto os pais estão totalmente descolados dos debates e conteúdos propostos pela ciência dentro da escola.



Não há mais justificativa ética, moral e intelectual para ditar qual vai ser o trabalho do professor, assim como também não se pode aceitar a violência dentro da escola ou em praticas a ela associada. Nesse sentido, as redes de disseminação de ódio na internet devem ser debatidas e denunciadas a fim de gerar o pensamento critico entre alunos, responsáveis, equipe escolar e professores.

O pânico moral despertado em pais e mães por esse discurso, principalmente por cristãos conservadores, é a principal arma do Movimento “Escola Sem Partido”. Iniciativas como essa propõe a imposição de pautas morais através dos e métodos pedagógicos específicos. Esse movimento pretende reivindicar um debate errôneo sobre a educação brasileira. Porém, muito mais do que a defesa de concepções, o “escola sem partido” visa um projeto mais amplo de sociedade. As discussões em torno da atuação dos professores e das relações de ensino-aprendizagem muitas vezes servem como ponto de partida que permite ao movimento se projetar nos espaços de disputa política dos mais variados.


Os pais também tem sua responsabilidade nesse debate. É preciso discutir a importância do professor na sociedade e a violência gerada a eles por esse tipo discussão em âmbito nacional. A escola não atende só aluno, ela atente toda complexidade que envolve a comunidade onde ela está inserida.


Quem dá aula é o professor! Não se pode intimidar a classe com fatores externos a prática docente.


Até hoje pais de alunos veem o professor como mero “transmitidor” de conteúdo e não como quem vai fomentar e provocar o conhecimento. Precisamos de uma ampla discussão nacional nesse sentido para avançar em um debate que no Brasil ainda está ultrapassado. Precisamos entender a função social das partes envolvidas e avançar.