EXÉRCITO BRASILEIRO, SEM GUERRAS, SÓ SOMBRA E ÁGUA FRESCA!


Hogan's Heroes (br.: Guerra, sombra e água fresca) é uma série de TV dos Estados Unidos da América, exibida originalmente entre 17 de setembro de 1965 e 4 de julho de 1971 na rede CBS, com 168 episódios. Produzida por Bing Crosby, a série satirizava a II Guerra Mundial, mostrando espertos prisioneiros de guerra aliados que enganavam de todas as formas seus captores nazistas.


Dentro de um campo de prisioneiros nazistas, oficiais aliados mantêm uma grande base de operações, dando apoio a combatentes e cumprindo arriscadas missões de sabotagem e espionagem por trás das linhas inimigas. Usam uma grande rede de túneis (inspirada no filme The Great Escape) e contatam o comando aliado através do rádio.


O comandante do campo nazista é o incompetente Coronel Klink, o qual os prisioneiros ajudam a manter-se no cargo evitando registro de fugas. Além de Klink existe ainda o obeso sargento Schultz, que sabe ou desconfia das operações dos prisioneiros, mas que nada conta em função de todo tipo de suborno, chantagem ou enganação. Os alemães temem serem mandados para a "Frente Russa" (Eastern Front), terror que frequentemente os prisioneiros usam para conseguir seus objetivos.


O líder e mentor intelectual do grupo de prisioneiros é o Coronel Hogan.


O exército brasileiro é primordialmente hoje uma força de paz, que tem suas atuações recentes ligadas a missões humanitárias de paz em países devastados por calamidades. Excetuando-se alguns crimes cometidos no Haiti, infelizmente impunes, é justo dizer que nestas missões as forças armadas brasileiras cumpriram seu papel, honrando seus soldos.


Mas em termos de atividade fim, das forças armadas, o último trabalho (muito pequeno), de fato, que as mesmas tiveram, foi na Invasão da República Dominicana. Em abril de 1965 os Estados Unidos invadiram a República Dominicana com o intuito de impedir que uma revolta armada causasse uma revolução nos moldes cubanos no país. O Exército Brasileiro enviou 1.130 soldados para a operação, que durou até setembro de 1966.


A ditadura à brasileira enfrentou uma guerrilha diminuta e praticamente desarmada com empenho muito pequeno de regimentos, de fato eram mais “posers” do que efetivos em relação a reais ameaças. Os militares brasileiros se restringiram mais a tortura, de pessoas inofensivas, durante o período do regime militar e ainda escaparam impunes graças a anistia ampla, geral e irrestrita que impuseram para deixar o poder tranquilamente.


Eu ainda tenho e tive (infelizmente alguns já falecidos pela Covid), parentes reformados nas forças armadas no nível de general (exército da ESG e SNI), brigadeiro (aeronáutica) e major (feminina da marinha). Também tinha já falecido ou retirado, diretor da polícia federal e diretor da polícia civil. Isso só me restringindo a parentes que ocuparam patentes / cargos mais altos. Mas ainda tem uma nova geração de parentes a caminho. Eu mesmo sou R2 com experiência em arapongagem universitária “fake” (já que eu nunca entreguei ninguém).


Nos anos setenta, apesar de muito jovem, eu me recordo de generais extremamente cultos e muito bem qualificados fora da caserna também, independentes de suas visões políticas. Porém de lá para cá, a qualidade média foi se deteriorando e hoje temos generais que se preocupam mais com sua posição política na maçonaria do que na sua cultura e qualificação além da caserna. Alguns são verdadeiros boçais.


Bolsonaro só chegou a Capitão por algum “equívoco” no tribunal militar, pois pelas suas ações e pela jurisprudência militar, ele deveria ter sido expulso do exército como tenente. Mas ele foi precocemente para a reserva, encostado, até completar a idade mínima para ser reformado como capitão. Por esta razão que não considero o “capitão” um militar de fato, só de direito.


Mas independente do péssimo militar que Bolsonaro foi, ele aparelhou seu governo de oficiais das forças armadas em vários níveis e até nas mais absurdas funções, como o General Pazuello no ministério da saúde. Vamos conhecer a história do General Pazuello na Wikipédia.


Eduardo Pazuello GCMA (Rio de Janeiro, 1963) é um general de divisão do Exército Brasileiro, atualmente ministro da Saúde do Brasil.


Em 24 de novembro de 2005, o Site do Senado Federal, replicou a reportagem do Jornal do Brasil, com Título: "Do Quartel para o Ferro-velho". Segundo a publicação: "Pode ser responsável pelo maior desvio de munição da História do Exército Brasileiro". O Ministro da Saúde Eduardo Pazuello era o Comandante do Depósito Central de Munição do Exército Brasileiro em Paracambi-RJ. No Exército, ele comandou o 20° Batalhão Logístico Paraquedista e dirigiu o Depósito Central de Munição, ambos no Rio. O general atuou na coordenação das tropas do Exército nos Jogos Olímpicos de 2016 e, desde fevereiro de 2018, coordenou a Operação Acolhida, que cuida de refugiados da Venezuela em Roraima, além de servir previamente como Secretário da Fazenda no Governo do Estado de Roraima no período da intervenção federal, de onde anunciou sua saída em 15 de fevereiro de 2019.


Em 8 de janeiro de 2020, deixou a coordenação da operação para comandar a 12ª Região Militar, em Manaus (AM) substituindo Carlos Alberto Maciel Teixeira. Na posse destacou que vai seguir com o trabalho em defesa da Amazônia.


Foi nomeado como Secretário-Executivo do Ministério da Saúde pelo ex-Ministro da Saúde Nelson Teich para ser o segundo na hierarquia da pasta, em substituição a João Gabbardo. No momento da nomeação, em 22 de abril de 2020, Nelson Teich afirmou que a nomeação do general se deu pela sua “experiência em logística”.


Em maio de 2020, uma reportagem da Agência Sportlight, revelou que Eduardo Pazuello alegou "uso não comercial" em um contrato de treze anos feito com a Infraero e uma empresa que faturava R$ 6 mil por aluno de paraquedismo. Acusado de improbidade administrativa.


Ainda em maio de 2020, o site Diário do Centro do Mundo revelou que Eduardo Pazuello, Ministro da Saúde colocou soldado para puxar carroça no lugar do cavalo.


Assumiu, interinamente, o ministério da saúde após a saída de Nelson Teich, em 15 de maio de 2020, durante a pandemia de COVID-19 no Brasil.


Em 19 de maio de 2020, Pazuello liberou o uso da hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento da COVID-19 e em junho de 2020, Pazuello foi nomeado Ministro da Saúde interino e exonerado do cargo de secretário-executivo do ministério.


Em 14 de setembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro anunciou Pazuello no cargo de Ministro da Saúde. Sendo oficialmente empossado dois dias depois.


Em 20 de outubro de 2020, o ministro foi diagnosticado com COVID-19, passando a cumprir isolamento em um hotel de trânsito dos oficiais, no Setor Militar Urbano, na capital federal, e sentiu febre e dor de cabeça. Em 30 de outubro de 2020, Pazuello foi internado para receber soro, pois seus exames indicaram um quadro de desidratação. Em 1 de novembro de 2020, após ter alta, seguiu para nova avaliação médica no Hospital das Forças Armadas (HFA).


Tanto este general, quanto inúmeros outros militares no governo federal não têm qualificação técnica ou teórica para as funções que estão ocupando. Estão lá apenas por política de caserna, para agregar valores adicionais aos seus soldos. Algo que ocorreu também no período do lulopetismo, com militantes do PT aparelhando o governo federal. Não há nenhuma diferença entre eles, salvo a visão política de direita, em alguns casos extrema direita.


Há técnicos de carreira no setor público e uma infinidade de profissionais brasileiros no setor privado, infinitamente mais qualificados e experientes que todos estes oficiais espalhados em cargos pelo planalto, uma grande parte deles do Rio de Janeiro, uma localidade muito cobiçada dentro da carreia militar, dados ao bônus político na carreira, vida boa e belezas naturais do estado. É por essa razão que vemos tantos militares puxando o “S” como se fossem um tweeter automotivo estourado. Meus parentes de alta patente vivos, mesmo sendo todos paulistanos, se radicaram no Rio de Janeiro, adquirindo o tradicional sotaque e com todas as suas famílias atuando como servidores públicos municipais, estaduais ou federais. É assim que eu enxergo o estado do Rio de Janeiro, como um grande cabide de empregos públicos. E meus parentes reformados têm bagagens acadêmicas e culturais muito superiores as atuais gerações de altas patentes das forças armadas, bem como os meus parentes já falecidos também tinham.


Portanto a “Buona Vita” dos militares das forças armadas brasileiras: é nada de guerra, vivendo luxuosa e confortavelmente em condomínios no RJ, com muita sobra e água fresca, bem como soldos vitalícios garantidos pelo estado e ainda algum “cargo” político para levantar extras.