FEMINICÍDIO PREVISÍVEL

Eu sempre tive uma posição pessoal muito favorável ao feminismo, talvez até exagerada inconscientemente, mas factual. Mas como um homem a caminho da terceira idade, eu sempre me mantive distante do front, pois além do fato de ser homem, sempre achei que este é um assunto que tem que ter como protagonistas as mulheres.


Mas acompanhando não poucas reportagens sobre o feminicídio, tenho que ser honesto e direto, como sempre, há visíveis erros de escolhas pessoais em muitas das vítimas deste crime hediondo.


Mesmo em meu dia a dia dentro da network pessoal, profissional e até familiar, eu conheço mulheres, qualificadas e bem-sucedidas, que tem como seus companheiros aqueles homens “pangarés”. São mulheres que possuem companheiros assimétricos, malsucedidos, com qualificação baixa e acomodados economicamente no sucesso da companheira.


Em geral todos estes “pangarés” tem um modus operandi similar, independente da classe econômica do casal. Em geral estes perfis têm vidas profissionais obtusas, são protagonistas de uma vida etílica muitas vezes acima do social e possuem pouca ou nenhuma ocupação. A minha impressão sobre estes perfis masculinos clichês é que todos eles têm como profissão ser o “companheiro” de uma mulher que possa provê-los. E não estou falando de companheiros “do lar”.


Para piorar, a grande maioria das mulheres que eu conheço nesta situação, parecem viver acomodadas nas mesmas. As vezes por conta de filhos, talvez. Mas mesmo em casos onde não há filhos, conheço mulheres acomodadas há muitos anos nesta situação.


Eu sei que a paixão é cega, bem como sei que é passageira. E acredito que o amor só ocorre de fato quando há razão no relacionamento. Assim, excluindo a questão dos filhos e paixão, quais seriam as reais motivações passionais, que levam mulheres qualificadas e bem-sucedidas, a serem provedoras e reféns destes pangarés? Seria um tipo de síndrome de Estocolmo?


Estes companheiros “pangarés”, muitas vezes mentes vazias (as oficinas do diabo se ele existisse), com muita ociosidade e em situação de desvantagem econômica e de qualificação, são bombas relógio que podem explodir a qualquer momento na vida das companheiras com brilho.


São casos facilmente previsíveis, daqueles que a família, amigos e colegas cantam antecipadamente e muitas vezes alertam a mulher, mas ela não escuta ou não quer escutar, mesmo não havendo entre ela e o companheiro paixão e as vezes até amor.


Visivelmente são relações de parasitismo e as vezes até tóxicas para a família, amigos e colegas da mulher, isto ser falar para as finanças dela.


É o típico caso que você vê quase diariamente nos programas policiais sensacionalistas, desde que eu me lembro por gente. Verdadeiros clichês.


Muitos dos feminicídios ocorrem dentro de relacionamentos como este, os quais ao meu ver, poderiam ser evitados ou encerrados, com apoio pessoal e até do poder público.


Mulheres não precisam de homens para serem completas no mundo moderno e civilizado, quanto mais os piores exemplos deles.


O feminismo e o empoderamento preconizam uma consciência coletiva, expressada por ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade dos sexos (também gêneros), não relações assimétricas onde haja um predomínio de nenhum deles.