CULPADO?

Atualizado: há 6 horas

A derrocada da economia brasileira começou no final do regime militar, sendo em boa parte alicerçada por ele.


O atoleiro no qual o Brasil se encontra não é uma obra do Jair Bolsonaro, foi construída a partir do Sarney, com seus planos econômicos heterodoxos malucos e corrupção desenfreada que destruíram economicamente as indústrias nacionais, obra que havia sido começada pelo General Presidente Figueiredo.


A seguir veio o Collor, que além da corrupção, promoveu uma abertura de mercado, sem preparar as industrias nacionais tecnologicamente e economicamente, como fizeram Japão, China, Coréia do Norte e Índia, que possuíam parques industriais muito inferiores aos nossos até os anos setenta. Além da abertura selvagem do mercado brasileiro, mais economia heterodoxa para afundar ainda mais o Brasil.


Veio o Itamar, diga-se FHC, que esqueceu a indústria nacional, que estava sendo impiedosamente sendo devorada pelos "tigres asiáticos" e tratou de usar um pouco da ortodoxia liberal básica, o famoso "tripé" econômico, para botar um pouco de ordem na casa. De certa maneira ele conseguiu, porém sem cuidar de outros aspectos, como a destruição final da industria brasileira. Também no aspecto social em quase tudo, principalmente na educação, sem qualificar a mão de obra, onde falhou drasticamente.


Chegamos ao Lula, que pegou a economia arredondada pelo aperitivo liberal ortodoxo básico servido pelo FHC e, como esse negócio era muito complicado para ele, resolveu deixar como estava. Promoveu avanços sociais populistas, deixando saneamento, saúde e educação de lado, apenas distribuindo migalhas. Foi um governo de muitas obras (dentro e fora do Brasil) e "com grandes obras vêem grandes corrupções" (JK que o diga). Quando a famosa "marolinha" econômica chegou ao Brasil ele abandonou a ortodoxia econômica e começou com a famosa heterodoxia da economia dos contos de fada da esquerda. Muitos gastos públicos, com dinheiro obtido através de endividamento público, bem como um endividamento da população incentivando o consumo sem lastro. Até viramos financiadores, com dinheiro público subsidiado (comprado por 10 e emprestado por 1), financiando as empresas "eleitas" para serem as "campeões nacionais" e grandes obras em todas as ditaduras amigas.


A corrupção brasileira existe desde a independência, mas provavelmente já existia também como colônia. É algo cultural por aqui, do mais humilde ao mais rico brasileiro você irá encontrar uma proporção próxima a 100% de pessoas potencialmente ou cineticamente corruptas. Mas nos anos Lula ela atingiu um nível e um descaramento "nunca antes vistos na história deste país". Assim como o tradicional "Capitalismo de Estado" brasileiro evoluiu para a forma do mais estilo Lula de ser, o "Capitalismo de Compadrio". E nunca os políticos brasileiros e empresários compadres ganharam tão bem como nos anos Lula. A matriz do "modus operandi" do sindicalismo foi implantada em Brasília.


Mesmo com tudo isso publico, os sempre geniais eleitores brasileiros, especialistas em futebol, televisão, carnaval e tudo mais que seja diversão e não sério, mantiverem o Lula do poder, através da sua poste Dilma.


Dima Roussef herdou a terra arrasada, desde os anos de ditadura e ainda sendo recoberta com sal nos anos Lula. Nada iria crescer por muito tempo. Eram obras, dívidas, jogos pan-americanos, olimpíadas, copa do mundo de futebol e muito mais. Aliado a isso, nossa "brilhanta presidenta" economista da Unicamp, investiu ainda mais a fundo na economia heterodoxa dos contos da carochinha da esquerda. Recessão, desemprego, os velhos problemas sociais desde sempre (saneamento, saúde e educação) com doses cada vez maiores de violência causada pela continua delapidação moral e econômica das camadas menos favorecidas. As grandes criações do governo Dilma foram a "Contabilidade Criativa" e as "Pedaladas Fiscais", que também foram os últimos dois pregos em seu caixão presidencial.


Veio o presidente anão Temer, um dos políticos que se "lambuzaram" nos anos Lula e Dilma, que até tentou retomar um liberalismo básico ortodoxo, implementando reformas econômicas necessárias, mas sem sucesso. Passou mais tempo tentando escapar da "decapitação" do que governando.


Por fim chegamos ao Jair Bolsonaro, que nunca foi, direita, liberal ou esquerda, apesar de já ter "transado" com todas em seus mais de vinte anos como deputado federal. Porém sendo boneco do ventríloquo da Pós-Verdade Olavo de Carvalho, Bolsonaro usou o discurso político da alt-right norte americana, a direita alternativa e conseguiu se eleger presidente, em grande parte também graças ao Adélio e ao Lula.


Assim como o Lula, economia também é um negócio muito difícil para ele, assim terceirizou tudo para o único economista que aceitou, o Paulo Guedes. Apesar de ser um monetarista bem sucedido nos negócios pessoais, ele está bem longe de ser taxado como uma grande economista pelos realmente grandes. Está aplicando o velho liberalismo ortodoxo básico, avançou timidamente nas reformas econômicas estruturais que começaram com o Temer e vai aos trancos e barrancos, como o chefe, levado pela correnteza do que o legislativo e judiciário fazem no lugar do capitão, que só fica no Twitter lacrando. A economia segue na velocidade de um Jabuti nos mesmos patamares que se encontra desde o segundo governo Lula. Para piorar um pouco mais o cenário, o Brasil do Bolsonaro adotou as práticas contra-ambientalistas e contra-sustentabilidade, afastando investimentos externos. Sem falar nas adversidades econômicas globais que vêem se acentuando desde de os tempos do segundo governo Lula.


Definitivamente Bolsonaro nunca foi "o cara" para colocar o Brasil no rumo do desenvolvimento. Além dos parcos recursos intelectuais e de conhecimentos, assumiu, como boneco do ventríloquo Olavo de Carvalho, um discurso populista revanchista de fácil assimilação para lesados. A carreira do homem Jair Bolsonaro foi de um militar sindicalista sem brilho (apesar de controverso) e de político (amalucado) idem. Sempre dependente economicamente do estado. Um perfil estatizante, bem próximo do capitalismo de estado, inclusive já tendo votado com o PT e, ao que tudo indica, também do capitalismo de compadrio, sendo apoiado pelo que sobrou da, outrora grande FIESP, na figura inominável do Paulo SKaf. Suas ações apontam para um caminho autocrático nepotista e até belicoso.


Mesmo na prática não sendo cristão (mudou de religião para casar as três vezes), patriota (vide as reverências aos EUA-Trump), nem conservador (teve o terceiro filho com a futura segunda esposa ainda casado com a primeira), nem anti esquerda (já votou com o PT) e nem liberal (pois sempre lutou pela estatização), tão pouco honesto (vide o acordão com o Toffoli para salvar o filho / Queiroz), o público obtuso o vê como um "mito" destes "valores".


Porém temos que ser justos, assim como o Corona Vírus, o Jair "Coronaro" é uma epidemia (no caso de alcance nacional) passageira, para qual logo haverá cura. O momento econômico atual, de Corona Vírus, Guerra econômica China-EUA, Crise Rússia-Arábia Saudita e outras a caminho, são os responsáveis maiores pela crise econômica global e por consequência nacional (num mundo globalizado). O Bolsonaro já pegou a terra devastada e ele não tem a mínima capacidade para enfrentar uma crise econômica nacional, quanto mais uma global. Ele foi mais um erro do povo brasileiro que será, como sempre, o maior prejudicado por sua estupidez eleitoral.


O Bolsonaro é só isso que vemos, um autocrata nepotista, disseminador de Pós-Verdades, Fake News, membro da Direita Alternativa, anarco idiotista e Presidente de Twitter que economicamente pode mudar a qualquer instante como uma biruta de aeroporto.


Não se pode esperar nada de bom do "vírus" Jair "Coronaro".














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