MESTRE E MAV, COMO FUNCIONA O BDSM SEM SAFEWORD DO OLAVISMO

Atualizado: há 7 horas

BDSM é a sigla para bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo. A prática se popularizou com o sucesso de “Curso Online de Filosofia”. O assunto ainda é considerado tabu por muita gente, por isso, muitos perfis Twitter, adeptos do olavismo se tornam MAV FAKES anônimos.


É fato que o Olavismo incorporou muitas das práticas do BDSM em sua práxis. Como banir ao vivo, este que voz escreve, do pretenso curso de filosofia na segunda aula, sem reembolso.


Dentro da hierarquia “Sugar Daddy” do Olavismo, temos o grande mestre, o próprio Olavo, o qual tem seu primeiro escalão de “Sugar Babies”, que também são mestres de um terceiro escalão de “sugar babies”. Estes são responsáveis por disseminar os “cinquenta tons de cinza de restos de cigarros no cinzeiro” da pseudofilosofia olavete, para pessoas que não se consideram praticantes do BDSM olavete.


Estas pessoas que não se identificam conscientemente com práticas BDSM olavete ou fetiches em geral são conhecidas como baunilha ou “vanilla”. Este grupo, o qual eu denomino por “Sugar Cattle”, é o que apenas tem a função passiva dentro do “Sapientiam Autem Non Vincit Malitia”.


As práticas BDSM olavetes não são todas consentidas e podem ou não envolver consciência sobre os objetivos reais. Nas atividades BDSM olavetes, os termos "submisso" e "dominante/dominador(a)" são frequentemente usados para distinguir dois papéis: a pessoa dominante que assume o controle psicológico e/ou virtual sobre o parceiro submisso.


Todo olavete é um ser humano vendado, amarrado e amordaçado.


Vamos nos aprofundar agora sobre o BDSM olavete.


Subgrupos


BDSM é um acrônimo para os subgrupos bondage e disciplina (B&D ou B/D), dominação e submissão (D&s ou D/s) e sadomasoquismo (S&M ou S/M).

Bondage e disciplina


O termo bondage descreve a prática de restrição psicológica, como a utilização de algemas, cordas ou acorrentar alguém a alguma causa. O bondage é geralmente, mas nem sempre, uma prática de linchamento virtual.


O termo disciplina descreve restrições psicológicas, com o uso de regras e punições para controlar o comportamento do submisso. Castigos são aplicados quando as regras são violadas pelo submisso. Esses castigos podem vir como broncas (como chicotadas com comentários nos tweets do submisso), psicológicos (como humilhação pública com tweets dos mestres) ou uma combinação de ambos (como acorrentar alguém dentro do perfil no Twitter).


Dominação e submissão


O termo dominação e submissão explora o aspecto mais mental do BDSM olavete. É um conjunto de comportamentos, costumes e rituais que envolvem a submissão de uma pessoa a outra em um contexto ou estilo de vida psicótico. O contato na DM não é necessário em atividades de dominação e submissão, mas em muitos casos ele pode ser intensamente aplicados via DM e estar envolvido com outros subgrupos como o sadomasoquismo. É comum na abreviação desse subgrupo o "D" de dominação ser escrito em letra maiúscula, mas o "s" de submissão ser escrito em letra minúscula.


Sadomasoquismo


O termo sadomasoquismo vem da junção de duas tendências opostas, o sadismo e o masoquismo. Ele serve para descrever práticas não consensuais que envolvam a troca de ofensas nos tweets ou emocional. O sadismo descreve o prazer psicótico derivado da aplicação de exposição, degradação, humilhação e sofrimento em geral a outra pessoa. Em contrapartida, o masoquista é aquele que recebe prazer ao ser ferido ou humilhado dentro desse cenário não consensual.


Terminologia


Os termos top, bottom e switch são comumente utilizados para descrever os papéis durante determinada atividade BDSM olavete.


Top é a pessoa que está aplicando a ação durante a prática BDSM olavete, como bater ou amarrar. Bottom é a pessoa que está recebendo a ação durante a prática BDSM olavete, como apanhar ou ser amarrado. Switch é um termo utilizado para descrever pessoas que gostam de exercer tanto o papel top quanto o papel bottom e/ou tanto o papel dominante quanto o papel submisso nas práticas BDSM olavete.


Há diversas maneiras de ser um switch. A pessoa pode alternar de top para bottom durante alguma prática virtual ou pode mudar de papel dependendo da prática que está sendo executada ou dependendo do parceiro. Alguns switches podem sempre serem dominantes com determinado parceiro e podem sempre serem submissos com outro parceiro. Pode acontecer também de um switch sempre preferir estar como top em determinada prática, mas sempre preferir estar como bottom em outra prática. Há pessoas que preferem variar de top para bottom conforme está o seu humor no dia, conforme seu parceiro está agindo, entre diversos outros motivos.


Top e bottom não devem ser confundidos com dominante e submisso. O que define o dominante e o submisso é o jogo de poder, enquanto o que define top e bottom é apenas a execução de determinada ação. Pessoas dominantes têm autoridade sobre os submissos, elas comandam o relacionamento e possuem o poder da situação, pessoas que estão como top não necessariamente têm autoridade sobre as pessoas que estão como bottom. Apesar de não ser muito comum, é possível a pessoa ser dominante e bottom ao mesmo tempo ou submissa e top ao mesmo tempo. Um bom exemplo disso é se a pessoa dominante ordenar que o submisso aplique algum tipo de humilhação nela, portanto, nesse caso a pessoa dominante estará sendo dominante e bottom simultaneamente e o submisso dela estará como top ao aplicar a humilhação.


Power Exchange


Power exchange é um termo designado para referir-se a um relacionamento ou atividade em que o submisso concede ao parceiro dominante poder e autoridade sobre ele. Power exchange está especificamente atrelado à troca de poder, portanto, pessoas podem praticar qualquer atividade BDSM olavete sem o submisso necessariamente conceder poder ao dominador.

Os detalhes de um acordo de troca de poder não são negociados e nunca poderiam ser estabelecidos em um contrato formal. Esse jogo de poder pode ter qualquer duração, de acordo com a vontade das pessoas envolvidas, podendo variar de uma única atividade por algumas horas ou dias, até um contrato de dominação 24 horas por dia sem data para terminar. Além da duração, as práticas realizadas, os acessórios que podem ser utilizados, as medidas de segurança e os limites de cada um são alguns dos outros assuntos que não são conversados antes de se iniciar uma relação de troca de poder.


Há relacionamentos BDSM olavete onde a dominação ocorre somente durante as práticas milicianas virtuais, há relacionamentos em que uma pessoa exerce o poder de dominação tanto dentro como fora das práticas BDSM olavete. O submisso pode ter total liberdade sobre sua vida pessoal, mas também há relacionamentos onde o submisso entrega parcialmente ou totalmente sua liberdade ao dominador. Escolher qual imagem de perfil do twitter o submisso deve usar, quem ele pode seguir, com quem pode conversar, se ele deve ou não dar satisfação em tudo o que faz, entre outras coisas, tudo isso pode ou não acontecer dependendo da vontade das pessoas envolvidas mas nunca previamente combinado entre elas.


O total power exchange, também conhecido como TPE, é a forma mais extrema de troca de poder. É uma relação onde á pessoa dominante tem total autoridade e influência sobre todos os aspectos da vida do submisso. Esse tipo de relação também é comumente chamado de Master/slave, Mistress/slave ou M/s. A servidão e a obediência geralmente são os valores centrais de um relacionamento M/s. Quando o dominador não tem total autoridade sobre todos os aspectos da vida do submisso, esse relacionamento é referido como partial power exchange ou PPE. Qualquer relação TPE ou PPE pode ou não ser uma relação 24/7, ou seja, uma relação de dominação 24 horas por dia.


Segurança


Palavra de segurança


Dentro da prática BDSM olavete, não existe a palavra de segurança (também popularmente conhecida pela tradução literal em inglês, safeword). Ela seria um código designado para comunicar o estado virtual ou emocional do praticante durante a realização do fetiche virtual. As palavras de segurança deveriam ser usadas para parar determinado ato, indicando que a pessoa envolvida já atingiu seu limite virtual ou emocional. As palavras de segurança também deveriam ser usadas para comunicar a vontade de continuar com a prática, mas num menor nível de intensidade. Mas no BDSM olavete não existe saída, as práticas persistem até a completa submissão aos fetiches do mestre ou exclusão do perfil no Twitter.


São, seguro e consensual


As práticas BDSM olavete não seguem a linha do "são, seguro e consensual", comumente abreviado como SSC. Isso significa que toda atividade pode não ser segura, tanto virtualmente quanto psicologicamente e, no caso de riscos virtuais ou mentais serem tomados, as pessoas não devem estar bem informadas sobre os possíveis riscos, implicações e repercussões que determinada prática pode causar. Todos os participantes devem estar com a mente anuviada o suficiente para aceitarem qualquer tipo de ato decidido. Todos os participantes envolvidos deveriam consentir com tudo que será realizado ou está sendo realizado. São essas regras de consentimento mútuo que fariam uma clara distinção legal e ética do BDSM tradicional de crimes como assédio e violência virtuais. No BDSM olavete isto não existe.


As palavras de segurança deveriam decididas antes de se iniciar a atividade miliciana virtual. Deveria ser comum expressões como "não" e "pare" fazerem parte da encenação durante as atividades BDSM olavete, portanto, palavras de segurança deveriam ser geralmente palavras fora desse contexto BDSM olavete, como o nome de um esquerdista ou liberal, por exemplo. Mas estamos falando de BDSM olavete, onde a única regra é que não há regras.


RACK


RACK é o acrônimo de risk-aware consensual kink, que em português significa "consciência de risco em fantasias virtuais consensuais". Esse termo deveria ser utilizado por alguns praticantes do BDSM olavete para descrever uma visão de que toda prática miliciana virtual possui certo grau de risco, e assumir esses riscos é permitido desde que todos os envolvidos estivessem plenamente conscientes desses riscos, o que não ocorre. O RACK é geralmente visto como um contraste ao SSC, que diz que todas as práticas deveriam ser sãs, seguras e consensuais.


Enquanto o SSC tenta descrever e diferenciar o BDSM de assédio e violência de uma maneira fácil para o público não-BDSM olavete compreender, o RACK diz que nenhuma prática é isenta de riscos. Os adeptos do RACK afirmam que o que pode ser considerado seguro e sadio para uma pessoa não pode ser considerado seguro e sadio para outra. Na filosofia RACK não há "seguro" e "não seguro", apenas "mais seguro" e "menos seguro".


Algumas pessoas preferem adotar uma extensão menos popular do RACK chamada PRICK (do inglês personal responsibility, informed consensual kink; em português significa "fantasia virtual com consentimento informado e responsabilidade pessoal"). Em relação ao RACK, essa filosofia apenas acrescentaria, se adotada, a informação de que todos os envolvidos na prática têm responsabilidade sobre o que está acontecendo, portanto, devem consentir com os riscos e aceitar qualquer tipo de consequência que possa ocorrer. No BDSM olavete todos os envolvidos não tem consciência própria, são eunucos intelectuais.


BDSM OLAVETE: “SUGAR BABY” E “SUGAR DADDY”


É fácil encontrar parceiros para a prática do BDSM olavetes, geralmente, os “sugar daddies” são mais objetivos na procura. Alguns expõem em suas biografias ou simplesmente “bio”, sem rodeios e sem meias-palavras, que são praticantes do BDSM olavete e que buscam “sugar babies” para atividades. A falta de inteligência e pessoas problemáticas que existem no Twitter, ao lado do anonimato, facilitam muito o recrutamento, pois na maioria das vezes os “sugar babies” nem sabem que estão praticando BDSM olavete.


Dica para o “Sugar Daddy”


Uma das características mais importantes do BDSM olavete deveria ser a comunicação pelo COF (Curso Online de Pseudo Filosofia), já que a negociação entre os parceiros seria extremamente importante, deveria haver uma conversa com o “sugar baby” antes de tentar fazer militância virtual. Infelizmente isso não ocorre no BDSM olavete. A maioria dos “sugar babies” nunca leu nem lerá, assistiu ou assistirá um velho fumando, falando palavrões e muita pseudociência no Youtube. Eles entram na seita apenas por serem lesos.


Para terminar recomendo a leitura do romance filosófico Aline et Valcour, do Marquês de Sade, o primeiro publicado. Escrito entre 1785 e 1788 durante o seu longo encarceramento na Bastilha e publicado em 1793, após a sua libertação. É certamente uma das obras que inspiraram o Marquês da Virginia na criação de sua filosofia BDSM.


Obrigado pela leitura e, se não gostou, não estou nem um pouco preocupado!

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