MUNDO GAMER: ESCOLA DE CYBERCRIMINOSOS?

Na semana passada pesquisando sobre o empresário Felipe Neto, acabei vendo algum material do rapaz e confesso que não vi nada de mais no mesmo. Evidentemente que não tenho filhos, sou ateu e sempre fui progressista, mesmo não sendo amigo do lulopetismo, velha esquerda, centro, liberais de banco imobiliário e a direita conservadora ("Argh" Right) e muitos mais, já que minha visão é absolutamente 3D e todos eles são 2D.


Vamos lá pais “haters” do Felipe Neto! Vocês sabem que nos games, redes sociais, TV por assinatura / aberta e até nos recreios das escolinhas que seus filhos vão, “rolam” temas muito piores que o rapaz que parece um "twetter" (aqueles alto falantes só para agudos e não a rede bestial) estourado? Quem entende um pouco de som sabe do que eu estou falando.


Por curiosidade: https://portuguese.alibaba.com/product-detail/twitter-para-som-automotivo-car-tweeter-12v-4ohm-neo-speaker-60769865811.html.


Como eu praticamente não assisto TV e não frequento os recreios das escolinhas, vamos falar do que eu consigo frequentar tecnicamente, mas não jogo, pois sempre achei games idiotas desde anos setenta, quando ganhei um Magnavox Odyssey nos EUA numa viagem com meus pais. E tive muitos videogames desde aquela época. Hoje tenho um Xbox One X e, sem modéstia, sei usar melhor que qualquer “gamer” com menos de 50 anos sem formação de engenheiro de sistemas. Só para entenderem eu já desenvolvi banco de dados, sistema operacional, linguagem de programação e até um game entre muitas coisas mais.


Mas meu uso deste console de games é só para pesquisar, meu “score” no mundo dos games é o mesmo que a inteligência de um MAV do Twitter.


Em relação aos games já antecipo, até naquele Odyssey dos anos setenta, aquele jogo de “tênis” com os “tracinhos” já estimulava a desonestidade. Havia dois botões de cada lado e do lado direito (do controle com cabo) havia um “sub” botão que mudava a trajetória da “bolinha”.


Os pais não tem a menor noção do mundo dos “gamers” atuais, mesmo os mais jovens Millennials. Além dos óculos 3D e headphones com “surround real”, o que eles conseguem ver, existem os jogos interativos que os filhos “deixam” os pais verem e aqueles que eles jogam quando os pais não estão vendo ou até jogando com eles. Dentro destes games existe uma comunidade que reúne gamers ao redor do mundo dos “8 aos 80”, os quais vivem num mundo virtual pouco compreensível para quem vive no mundo real.


Gostem vocês ou não, com ou sem console, pode ser com um notebook, tablet ou smartphone, estes games estão ai pela internet, acessíveis para seus filhos, muito mais ligeiros que vocês, em interatividade com estes dispositivos, pois “nasceram com eles nas mãos”, e não lhe dão a menor chance de entrar no mundo secreto deles.


Os “enredos” dos games que eles podem estar jogando e os grupos de “avatares” que podem fazer parte, todos virtualmente anônimos, como os MAVs do Twitter, são parte de outro grupo de manipulação e modulação diferente das redes sociais, o mundo gamer.


Já em 2005, o blogueiro Steve Bannon, ele mesmo, já se envolvia com o mundo dos games lá na China (Hong Kong), participando de uma sociedade Internet chamada Gaming Entertainment. Este grupo explorava a popularidade do videogame “Word of Warcraft” (com temas bem “patriotas”, “cristãos”, “família”, “conservadores” e “Bolsonaro”, para os idiotas). Este game empregava milhares de jovens (muitos chineses), que jogavam da manhã até a noite e acumulavam troféus virtuais (armas e ouro), no caso dos “craques” de cada modalidade. Os ganhos virtuais, nem preciso dizer, começaram ser trocadas em “Bit Gold” (um avô dos bitcoins) e depois foram lá por 2009, diretamente para as atuais criptomoedas, que o CEO do Twitter, Jack Dorsey, tanto defende e investe.


O problema na época foi que a turma dos “gamers” ficou furiosa com o movimento, pois ele criava uma “trapaça” na qual pessoas poderiam “comprar” troféus sem jogarem, ou seja: o pessoal do Bannon criou os seus primeiros “FAKES”. Os “gamers” verdadeiros se rebelaram e o resto é história.


Neste episódio o blogueiro Bannon percebeu, antes da existência do próprio Twitter, que existiam milhões de jogadores virtuais destes games, mergulhados em uma realidade paralela à qual são ferozmente afeiçoados. Ficou claro que estes perfis psicológicos eram anuviados prontos para serem “mobilizados” por fantasias. É um mundo anárquico, composto por comunidades moduláveis e não raramente, impregnados com uma cultura frequentemente misógina e hiperviolenta, mesmo que restritos ao mundo virtual. Eles foram facilmente canalizados pela Democracia Ciborgue e Pós-Verdade.


Somente depois desta passagem é que o bloqueiro Bannon volta aos EUA e se alia ao falecido Andrew Breirbart, assunto fora do contexto deste texto. Só bem depois vem o Gamergate.


Sob a superfície da internet, incluindo ai a deep web, agitam-se correntes invisíveis ao mundo real, que se sentem a margem da sociedade pela “cólera inata e surda”, conforme Philip Roth em “Pastoral Americana”. São os resignados com o mundo real.


Quando o Twitter já era “mocinho”, lá em 2013, uma moça chamada Zoe Quinn, uma das programadoras do game “Depression Quest”, coloca as “meninas” no poder publicamente. Os “gamers” raiz (estilo MAVs bolsonaristas do Twitter), todos misóginos com medo de mulheres, não gostaram. Foi feito um ataque virtual a moça, já usando os “trolls” do Twitter para todos os tipos de ameaças. Até o ator canastrão Adam Baldwin criou uma “hashtag” no Twitter #gamergate, fazendo doxing com a moça dando até o endereço dela, como meliantes do Twitter Brasil, como o “Let’s Dex”, o faz impunemente (graças ao próprio Twitter) até hoje.


Foi ai que Bannon “recrutou” os “gamers” para suas “causas”. O famoso Gamergate. Entra em cena então o pitoresco Milo Yaiannopoulos, gamer, com então 30 anos, estilo “’PHD” em tudo, como os MAV do Twitter. Foi o primeiro homossexual “de direita” famoso da Democracia Ciborgue trabalhando com Pós-Verdade. Dele vem à conversa mole dos MAV que são guerreiros contemporâneos que lutam contra a censura “progressista” em nome da liberdade de expressão. Então o famoso blogueiro Bannon, entra na guerra “ao lado” dos trolls, gamers e todos os outros tipos de desocupados virtuais contra o “stablishment”. E ai começam os ataques aos jornalistas. É a raiz do niilismo imoral da direita alternativa.


Baseado nesse episódio surge à máxima dos MAV: “Todos os seres do universo digital, seu mundo está correndo perigo, a poderosa máquina do politicamente correto e de censores democráticos querem tirar tudo que vocês mais prezam: a liberdade de expressão e o anonimato. O único meio de se salvar é fazer política virtual. Unam-se a nós para combater o stablishment, as mídias e a política tradicional, para defender seus “direitos” (sem obrigações) e sua identidade (anônima)”. Também é a máxima da hipocrisia.


Esse “esquadrismo” on-line é praticado na Itália por trolls populistas há muito tempo. Lá é conhecida por “ex inimici salus mea”, no qual membros italianos das comunidades “gamers” já militavam na intimidação de seus “adversários” na internet para o Movimento 5 Estrelas e a Liga. As redes sociais, como o Twitter, foram a “cereja do bolo”.


Então pais desafetos do tal Felipe Neto, que pelo pouco que vi é muito chato, mas sabe ganhar dinheiro e fazer sucesso (coisa que vocês não sabem): se vocês se preocupam com os vídeos e livros dele: é melhor “já ir” aprendendo. Ele é “fichinha” perto do que passa na televisão dos canais “chulos” que vocês tanto defendem e os games que eles jogam sabe-se lá com quem (barbados tatuados anônimos em porões?). Seja nos consoles de games, notebooks, tablets ou smartphones que vocês deram para eles.


Para quem ainda duvida, basta apenas verificar no Twitter que muitos dos principais MAV, inclusive seguidos pessoalmente pelos próprios Bolsonaro, utilizam temática, gírias e até mensagens cifradas do universo “gamer” continuamente.


Se vocês quiserem aprender um pouco leiam:


https://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,quem-e-o-adolescente-que-causou-ao-twitter-seu-maior-escandalo-de-seguranca,70003385983


https://www.uol.com.br/start/ultimas-noticias/2017/10/19/como-o-estrategista-chefe-de-trump-usou-videogames-para-espalhar-o-odio.htm

https://tecnoblog.net/meiobit/360746/trump-steve-bannon-e-gold-farming-do-world-of-warcraft/


https://www.washingtonpost.com/investigations/steve-bannon-once-guided-a-global-firm-that-made-millions-helping-gamers-cheat/2017/08/04/ef7ae442-76c8-11e7-803f-a6c989606ac7_story.html


https://www.bol.uol.com.br/noticias/2020/02/28/steve-bannon-oferece-jantar-a-lideres-populistas-internacionais.htm


https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/bolsonaro-quer-atrair-os-gamers-para-suas-milicias-digitais/


Os games podem e devem estar sendo modulados para criar “cybercriminosos”, mas fiquem se preocupando com o Felipe Neto seus parvos!

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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