BOLSONARO O ABAREBEBÊ!

Quando do descobrimento do Brasil pelos portugueses em 1500, já existia, na região, a Aldeia dos Índios Peruíbe. No sistema de Capitanias Hereditárias, implantada pela Coroa Portuguesa em 1534, para a colonização do Brasil, o território onde hoje se localiza Peruíbe pertencia à Capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa.


Mas a história de Peruíbe está intimamente ligada ao estabelecimento dos padres jesuítas pelo litoral do estado de São Paulo. Em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para fazer a catequese dos índios, no local onde já havia sido construída a Igreja de São João Batista.


Os indígenas o apelidaram de Abarebebê ou Abaré-bebé (termo que, traduzido do tupi antigo, significa "Padre Voador", através da junção de abaré, "padre" e bebé, "voador"), pois parecia estar em vários locais ao mesmo tempo. Restos desta igreja são conhecidos hoje como Ruínas do Abarebebê. Em 1554, foi à vez de o padre José de Anchieta chegar ao aldeamento.

A referida igreja, se não tivesse sido destruída pelos próprios índios da região, seria a mais antiga do Brasil. Mas pelo que reza a lenda o padre passava mais tempo voando, para catequizar os índios, de várias aldeias e pouco ficava na sua igreja.


Nosso atual presidente Bolsonaro, em relação a sua função com sua “igreja”, lá no planalto tem um modus operandi muito parecido com o lendário “padre voador”. Ele passa a maior parte do tempo “voando” para várias “aldeias”, tentando “catequizar” os “índios” e deixa os já “catequizados” cuidando de sua “igreja”.


Enquanto o “Presidente Voador” fica fazendo campanha pelo Brasil, nosso país está sem comando, em ruínas, tanto por desqualificação quanto pela ausência do FAKE NEWS.

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