REDES SOCIAIS DE DESINFOMAÇÃO!

“Desinformação é a utilização das técnicas de comunicação e informação para induzir a erro ou dar uma falsa imagem da realidade, mediante a supressão ou ocultação de informações, minimização da sua importância ou modificação do seu sentido.”


Existe uma única Rede Social que promove a informação séria, esta rede se chama LinkedIn e pertence a Microsoft. Lá, não encontramos trolls, perfis anônimos, gamers, personagens, MAV (Milícias Anônimas Virtuais), Pós-Verdade, Fake News etc.


O fato, do LinkedIn, ser uma rede social para empresas e profissionais que trabalham ou podem trabalhar nelas, torna aquela rede social diferenciada. Lá apesar de profissionais chatos de coaching, empresas de recolocação, pessoas enviando currículos e vendedores profissionais enviando apresentações, mesmo que você enfatize que não quer, só recebemos material sério.


O LinkedIn, entre muito mais, tem grupos de discussão sérios, EAD e notícias de altíssima qualidade, ao meu ver muito mal aproveitados pelo público em geral ainda. Mas o LinkedIn, diferente das demais redes sociais, espelha o mundo real e não uma fantasia. Nele as pessoas estudam, trabalham, se informam e progridem como profissionais e seres humanos civilizados. Inclusive poucas pessoas têm a coragem de colocar material que apontem os mundos distópicos das outras redes sociais por lá, tal é o repúdio do mundo real e profissional pela Pós-Verdade e Democracia Ciborgue.


Porém o que ocorre nas redes sociais “pop”, tais como Facebook (abrangendo Instagram e WhatsApp), Twitter (incluindo o Periscope) e Youtube e “buscador” (Google), bem como nos sistemas operacionais dos mobile, Android (Google) e IOS (Apple) é uma completa invasão das vidas pessoais de seus usuários (neste contexto significando clientes, empregados e produtos). Tudo isso em troca de algumas facilidades não pagas aparentemente, já que o que estas empresas lucram com suas vidas pessoais é muito mais do que você pagaria por estes serviços de fato.

No anonimato oportuno e defendido com unhas e dentes, pelas caríssimas assessorias de advocacia destas empresas, a Pós-Verdade e seus divulgadores (muitos membros remunerados da Democracia Ciborgue), podem caluniar, difamar, ofender, enganar, mentir e quaisquer outras leviandades que eles costumavam fazer ébrios em bares de esquinas ou tias fofocando por horas em cabelereiras de bairro, sem o mesmo alcance.

Temos que estabelecer os limites entre liberdade de expressão e violação de direitos, pois esta gente e as redes sociais, geralmente “confundem” estas duas coisas. Liberdade de expressão significa você ter a liberdade de dar suas opiniões de modo democrático, civilizado e sem violar o direito alheio. E dentro da liberdade de expressão, os seus direitos terminam onde começam os do próximo. Para que este limite não seja violado e possa ser penalizado, é preciso conhecer a real identidade das partes, porém os criminosos anônimos são “anônimos”, justamente para não terem estes limites e permaneceram anônimos protegidos pelas redes sociais.


O fato do mundo real é que o anonimato foi usado historicamente por criminosos e / ou covardes para cometer seus crimes. E assim é também no mundo virtual.


As redes sociais sabem quem são os anônimos no mundo real, apenas cruzando as informações dos algoritmos das inteligências artificias (na base big data) já se chega a qualquer um deles mesmo sem o endereço IP, e-mail e telefone celular.


Mas o fato é que a Pós-Verdade, dá muito retorno econômico para estas redes sociais. A formação de bolhas de filtragem e as câmaras de ressonância rendem engajamento e volume de “usuários”, como é tradicional na humanidade em relação aos boatos absurdos e nos antigos tabloides.


E novamente lembremos que as redes sociais são empresas de capital aberto com ações comercializadas no mercado de capitais global. Seus proprietários institucionais podem ser quaisquer pessoas de quaisquer países apenas comprando e vendendo ações. Nem estamos falando dos dividendos ainda. O leste europeu, Ásia e Oriente Médio tradicionalmente tem oligarquias riquíssimas “investindo” (na verdade especulando) nas bolsas de valores do mundo inteiro através de hedge funds, fundos de private equity, bancos de investimento etc.


Lembremos então que historicamente, socialmente, economicamente e até culturalmente, estes “possíveis” sócios institucionais não seguem a democracia ocidental, de modo que no mínimo são coniventes com as práticas de manipulação e controle sociais que as redes sociais estão aplicando. Mas no caso das redes sociais além dos “investidores” sócios, temos os anunciantes que também podem ser simpáticos às técnicas de sublimação psicológica das redes sociais.


Como não há leis globais para as redes sociais e estas operam praticamente no mundo inteiro, “cagando e andando” para as leis e judiciários locais dos países, elas estão “surfando” livremente sem nenhum limite para as suas atrocidades virtuais.


Comprovamos então que a desinformação, neste caso um sinônimo da Pós-Verdade, bem como os interesses políticos e econômicos da Democracia Ciborgue global, que ganha com a Pós-Verdade são os principais beneficiários da “liberdade de expressão” defendidas pelas redes sociais.


Portanto o fato das redes sociais estarem promovendo a desinformação global, na forma de permitir a atuação de MAV (Milícias Anônimas Virtuais) disseminando Fake News, praticando exposed, doxing, bullying, stalking, cancelamentos e todos os tipos de ataques anônimos virtuais contra pessoas e instituições públicas reais, tem razões puramente econômicas.


E tecnicamente os algoritmos das redes sociais e buscadores (diga-se Google), poderiam perfeitamente excluir usuários, sites e quaisquer informações relativas à Pós-Verdade, mas não fazem absolutamente porque não o querem e, pelo contrário, os publicam, divulgam e os mantém, pois estão lucrando muito com isso. Assim é bastante conveniente, para ás redes sociais e buscadores, publicar, indicar ou reproduzir quaisquer informações e afirmar que não tem qualquer responsabilidade sobre elas. Você que se vire para resolver o problema que elas lhe criaram. E peça a elas para excluir as informações ou identificarem os responsáveis por ela. Você terá que ir para a justiça brasileira até o STF, para no fim enviar uma carta rogatória para as sedes delas, nos EUA, gastando rios de dinheiro e esperando anos, sendo que os danos causados por anônimos são imediatos e superiores a quaisquer valores de danos morais que você por ventura conseguir receber. Isso sem contar que muitos destes MAV (Milicianos Anônimos Virtuais) são mantidos radicados em outros países, como EUA e Austrália, por investidores anônimos, como os das redes sociais, o que torna a ação da justiça brasileira praticamente impossível.

Nesta semana o Google, recusando-se a identificar anônimos para a justiça brasileira, está recorrendo ao STF para impugnar a decisão. Isso ocorre comumente também com o Twitter, Facebook e puxadinhos. Porque as redes sociais gastam “rios de dinheiro” com advogados protegendo anônimos? Porque os modelos de negócio das mesmas é todo baseado em anonimato e desinformação! Este é o core business das redes sociais.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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