REDES SOCIAIS NEO-MEDIEVAIS UMA VISÃO EM 3D!

Começo lembrando que, no meu mundo em 3D, à esquerda e à direita não existem, nem tão pouco a linha de posições políticas ligando um lado ao outro. Quem se restringe a este mundo bidimensional é incapaz de enxergar a realidade ampliada.


Coloque os óculos 3D para continuar a leitura!


Temos apenas interesses econômicos e políticos por trás deste maniqueísmo ideológico, utilizando a nós, os peões, para seus fins. Tudo mais é armação para estimular as torcidas que apenas pagam para assistir e na realidade não ganham nada neste jogo.

Deste modo o que bradam ruidosamente estes sectários são em geral, coisas que podem viver lado ao lado no mundo real em três dimensões.


O pessoal da direita se diz conservador, com os valores de família, religião como sua base de mundo. O pessoal de esquerda se diz progressista com os valores baseados na ideia de que o progresso, entendido como avanço científico, tecnológico, econômico e social, é vital para o aperfeiçoamento da condição humana. Essa ideia de progresso integra o ideário neoiluminista e tem, como corolário, a crença de que as sociedades podem passar da barbárie à civilização, mediante o fortalecimento das bases do conhecimento empírico para o científico. O progressismo está ligado à ideia de "progresso infinito" mediante transformações da sociedade, da economia e da política.

Uma pergunta: será que os conservadores não querem levar sua família e religião ao progressismo e serem beneficiados por ele? O mundo conservador é algo ligado a tradições humanas e não progressismo. Um conservador pode viver tranquilamente em um mundo progressista, pois justamente o progressista promove a inclusão social e tolerância às diferenças. Deste modo quem tem se posicionado como direita ou esquerda ultimamente, conceitualmente não é conservador nem progressista, apenas modulados por grupos políticos econômicos um contra o outro em benefício político e econômico de quem os manipula.

Vamos falar de outras alienações: capitalismo e socialismo. Economicamente ambos funcionam exatamente com os mesmos mecanismos. Hoje o maior expoente do socialismo global é a China e os EUA e União Europeia em conjunto são os expoentes do capitalismo. Mas as engrenagens que movimentam os dois sistemas são as mesmas. Nada é de graça e quase todos precisam trabalhar em ambos os sistemas. Na estrada entre os conceitos puros de capitalismo e socialismo encontramos social democracia, liberalismo, capitalismo de estado, capitalismo de compadrio e uma série de miscigenações que demonstram que os conceitos puros não existem no mundo real, em 3D.


Na própria China, uma ditadura oligárquica organizada em castas, o partido comunista comanda o capitalismo de estado e grandes capitalistas de compadrio comandam a economia. Existe um equilíbrio de forças entre o político e o econômico chinês, pois um precisa do outro no seu projeto de se tornar a maior potencia mundial. Aliada ao Capitalismo de Compadrio, os chineses utilizam o Liberalismo principalmente nas relações globais. Internamente há um maior controle do estado sobre a sociedade. É um sistema “Frankenstein”, que guarda praticamente nenhuma similaridade com o socialismo preconizado historicamente.


Já os EUA têm um capitalismo altamente regulamentado, certamente mais regulamentado que o socialismo chinês. O Estado controla os capitalistas selvagens ultras liberais norte-americanos para que eles não se devorem e ao seu povo. Existe uma concorrência feroz entre as empresas norte-americanas e estrangeiras estabelecidas nos EUA. Na sociedade dos Estados Unidos, todos querem levar vantagem sobre todos e o estado é a única força moderadora que não permite o canibalismo econômico. A sociedade norte-americana é menos controlada pelo estado que a chinesa. Nos EUA todos querem ser o “Tio Patinhas”.


É um modelo milenar autárquico de castas chinês frente à democracia liberal ocidental norte-americana. Aparentemente Coletivismo x Individualismo, mas não é.


Sabemos, por teoria e prática que nem o coletivismo nem o individualismo funcionam separadamente. Os próprios exemplos da China e EUA demonstram esta realidade.

Se deixarmos a economia funcionando baseada no individualismo chegaremos a um capitalismo selvagem onde só os fortes sobreviverão, um mundo distópico com poucas modernas cidades ricas, cercadas por infinitas comunidades pobres, com altos muros e muita segurança, como em muitos filmes de ficção científica. Se deixarmos a economia sobre o coletivismo, vivenciaremos um constante estado de estagnação de progresso tecnológico e econômico, pois o coletivismo já demonstrou ser incapaz de melhorar a qualidade de vida de modo evolutivo, só divisional. Há a necessidade de um equilíbrio saudável entre estado e iniciativa privada, ambos controlando um ao outro, no qual a iniciativa privada possa trazer melhoria de qualidade em escala comercial saudável para a sociedade. Enquanto isso ao estado, além da regulamentação e controle do individualismo, cabem as atividades que não forem viáveis economicamente no modo privado, mas necessárias ao progresso e bem estar coletivos.


E dentro deste cenário a questão ambiental, que o nosso lar, o planeta Terra, deve estar em primeiro plano. É por esta questão que a Agenda ESG (o inglês Environmental, Social & Governance que, traduzido, significa Ambiental, Social e Governança), uma particularidade do Liberalismo Verde, que está sendo adotada no mercado de capitais global no mundo inteiro, é a nova estrela das bolsas. Ela traz para a iniciativa privada compromissos como economia circular, sustentabilidade e toda uma série de pautas ambientais, sociais e de gestão sempre focada no bem estar de toda saúde ambiental de nosso planeta.


Queiram ou não, os anuviados da direita e esquerda, estão completamente desalinhados com as realidades econômicas da China e EUA. Uns parecem até viver fora do tempo e espaço, nos anos sessenta com a guerra fria ou nos anos quarenta com a segunda guerra mundial.


E economia global, assim como ecossistema, está toda interligada independente da política econômica dos países. Assim quando vemos Trump esbravejar contra a China, temos que lembrar que praticamente todos os bens de consumo manufaturados que os norte-americanos vêm da China e outros países. Os EUA entregaram sua produção industrial há décadas, contando que ficaria como centro financeiro, de inovação e criação de tecnologia, oque não ocorreu. Em várias tecnologias, como a automação e inteligência artificial, a China já está anos na frente dos EUA. Os norte-americanos certamente não vão querer pagar os custos EUA, atualmente nem poderiam economicamente, para ter seus celulares produzidos em solo americano.

E nós no Brasil estamos vários quilómetros abaixo de tudo isso, em saúde, saneamento, infraestrutura, meio ambiente, educação, desigualdade, tecnologia e industrialização. Já estivemos um pouco melhores até meados dos anos oitenta, mas todos os governos brasileiros subsequentes de lá para cá fizeram o Brasil retroceder para uma posição colonial quase exclusiva de exportador de Commodities. Somos um país endividado importador de tecnologia e manufaturados.


O fato é que, desde o final da guerra fria EUA x URSS, a maioria dos governos globais, direita, esquerda, sociais democratas, liberais e todas as variações mais, não atenderam os anseios de suas populações. A desigualdade aumentou drasticamente entre ricos e pobres, ao mesmo tempo em que a classe média reduziu muito. Nos EUA, por exemplo, os empregos industriais, foram desaparecendo por conta da robotização e globalização da produção. Sobraram os serviços, com nível de especialização e rendimento menores (vulgarmente chamada por “uberização”). O desenvolvimento de tecnologia não absorve um volume relevante de mão de obra. A agricultura também passou por processos de automação. E o mercado financeiro vive a era da inteligência artificial. Menos empregos e salários piores. População mais pobre e os ricos ainda mais ricos.


Isso foi se sucedendo em todas as democracias europeias em maior ou menor grau. Enquanto isso os tigres asiáticos se tornaram a indústria do mundo e em seguida centros de tecnologia globais competindo diretamente com Europa e EUA. Hoje todos estão mandando sondas para Marte.


Mesmo com suas populações imensas, a qualidade de vida das populações dos tigres asiáticos vem melhorando gradualmente desde que começaram o processo de industrialização, com elevados gastos estatais e infraestrutura, saúde, educação, saneamento e tecnologia. Questões como meio ambiente e desigualdade vem progredindo, mas não na mesma velocidade. Mas o fato que a desigualdade social em países como China, Índia, Rússia e o Oriente Médio como um todo é muito similar a que ocorre em todo o mundo. Ainda com agravante da tradição oligárquica e a sociedade de castas destes países que possuem sistemas de governos considerados totalitários, se comparados com o padrão de democracia ocidental.


O fenômeno da globalização na prática se deu com a queda da qualidade de vida no ocidente, para as classes média e baixa, em detrimento de um ligeiro aumento da qualidade de vida das classes baixas do oriente e o surgimento de uma crescente nova classe média. No topo da pirâmide as classes altas do ocidente e oriente associadas (a elite global), saíram ganhando em conjunto com o mercado de capitais global.


Estes ganhos se deram principalmente pelos avanços da tecnologia de informação no mundo empresarial. Num primeiro momento internamente dentro das empresas com os sistemas integrados de gestão (empresas como Microsoft, SAP, Oracle etc.), que aceleram todos os processos e controles empresariais. Com as empresas funcionando online veio então o segundo momento passo, que foram os dados financeiros circulando também online pelos mercados de capitais mundiais.


Com os avanços da tecnologia veio uma onda de startups e IPO, que tiveram por consequência a redução dos sócios empresariais por sócios institucionais, invertendo as proporções históricas entre estes. Deste modo o turn over de capital e C Levels migrando entre as empresas aumentou drasticamente, pois os resultados empresariais, que antes eram medidos em curtos, médios e longos prazos, passaram a ser medidos nos curtíssimos prazos online. Com a globalização e aumento do capital especulativo circulando pelo mundo, informações informais, muitas vezes oriundas de campanhas em redes sociais, mídia de aluguel, Pós-Verdade e até Fake News passaram a determinar também o “humor” e “ações” dos investidores especulativos, e ai encontramos talvez a raiz econômica da atual epidemia política de neo-medievalismo.


A Tecnologia que já foi utilizada por uma elite econômica global para maximizar, acelerar e assegurar seus ganhos, inclusive com a utilização de algoritmos estocásticos de inteligência artificial e uma série de outras aplicações computacionais, circulando pelo mundo atrás das melhores oportunidades, agora passou a ser utilizada politicamente para uma nova forma de capitalismo: manipulação e controle individual. Os antigos sonhos de nazistas e soviéticos.


É neste contexto que entram as empresas de tecnologia sociais (Google, Twitter, Facebook etc.). Atuando em um mercado novo, sem uma curva de experiência de regulamentação e consequências, estas empresas comandadas predominantemente por Millennials pragmáticos, fizeram o mesmo trabalho na sociedade, que as antecessoras fizeram nas empresas, só que nas vidas pessoais de seus usuários / funcionários / clientes / produtos (as quatro coisas ao mesmo tempo).


Com a mobilidade alta velocidade da internet já em 5G, mais a miniaturização e redução de custos do hardware, com mais memória e processamento que computadores gigantes da década de oitenta, tecnologias com Big Data, Machine Learning e Deep Learning evoluindo em altíssima velocidade, estas empresas big techs se tornaram as maiores potências do mundo da comunicação. Porém com uma diferença básica, a interatividade que possibilita saber tudo sobre a audiência em tempo real, respostas instantâneas, modular e manipular seus usuários (somente traficantes e redes sociais têm usuários).


Além da tecnologia, estas empresas passaram a utilizar metodologias científicas de comunicação, estatística, psicologia, sociologia, psiquiatria, antropologia, neurologia, marketing, estatística, matemática e muitas outras menos conhecidas, supervisionadas e não supervisionadas com seus algoritmos de inteligência artificial. A Big Data viabilizou a custos cada vez menores, arquivar tudo sobre todos em nuvem. As empresas de tecnologias sociais passaram a controlar toda a vida das pessoas em um nível de detalhe e complexidade sem precedentes. As pessoas passaram então a trabalhar produzindo conteúdos para estas empresas, em troca das facilidades tecnológicas. Também entregaram seus dados pessoais em troca das mesmas facilidades e ao mesmo tempo começaram a consumir produtos a serviços destas empresas e seus patrocinadores. As pessoas também passaram a serem produtos, já que suas informações pessoais são um produto mais precioso que o petróleo economicamente. E a internet das coisas esta pronta para tomar conta de seus lares também.


Estas chamadas redes sociais (termo popular para descrever todas as plataformas digitais sociais destas empresas), utilizando técnicas de criação de bolhas de filtragem, passaram então a classificar as pessoas em grupos (podendo pertencer a vários grupos simultaneamente), modulando estas pessoas com informações que elas querem e manipulando com novas informações que elas vão querer. Isso ainda com câmaras de eco separadas das bolhas, de modo que os semelhantes fiquem ressonando entre si. Com estas técnicas as pessoas são incentivadas a passar cada vez mais tempo conectadas e se tornam cada vez mais dependentes emocionalmente e quimicamente das redes, inclusive com estimulo confesso por parte destas, de estimular a produção de dopamina em seus cérebros. É uma nova forma de escravidão a base de um “ópio” digital.


O grande problema inicial que decorreu disso foi a Pós-Verdade. Onde desinformação, má informação, boatos, fofocas passaram a circular em velocidade e quantidade milhares de vezes mais rápidas que a verdade, especificamente as informações sérias e verificadas de fontes confiáveis. Algumas profecias foram confirmadas. Umberto Eco, poucos anos antes de sua morte, já havia dito que a internet daria a idiotas o mesmo alcance de um PHD. Essa teoria, aplicada junto com outra, de Nelson Rodrigues, de que os idiotas eram maioria e iriam dominar o mundo se tornaram reais graças as rede sociais. As redes sociais foram igualmente utilizadas para práticas criminosas / psicopáticas como doxing, bullying, stalking, destruição, cancelamento, calúnias, fraudes etc. Isso comprova que as pessoas ainda não estavam preparadas para estas tecnologias, bem como as empresas que as controlam, seus acionistas e patrocinadores com ambições sem limites, também não estavam eticamente e precisavam de leis rigorosas ainda inexistentes.


As big techs fizeram parcas tentativas de evitar os danos colaterais, mas quase todas inócuas, uma vez que o problema está justamente do mesmo lugar de onde vem o dinheiro: a audiência. E o lado maligno dos seres humanos, com a sensação de anonimato e invulnerabilidade das pessoas estimula os lados mais sombrios da psique humana.


O grande problema das redes sociais se resume basicamente no anonimato, pois as pessoas se sentem descompromissadas com a civilidade, democracia, lei e outras coisas da sociedade moderna, diferente do modo que se comportam no mundo real. As pessoas não se comportam socialmente bem apenas por bondade, mas também pelo medo de serem punidas. Mas nas redes sociais se comportam como mascarados nas ruas, que saem bradando e defendendo atos incivilizados, totalitários e antidemocráticos, sem medo de serem pegos pelas autoridades. Do mesmo modo, mascarados, perseguem pessoas, fazem assédios, calúnias, ofensas e se puderem expõem toda a vida pessoal das vítimas, pois fazem isso anonimamente e com a sensação de impunidade. É por isso a certificação digital, uma “carteira de identidade” na internet precisa se tornar obrigatória, já que os endereços IP da rede tornam a identificação bem mais difícil e morosa, sem contar que existem tecnologias para despistar, apesar de falhas e limitadas. Sempre vamos conseguir descobrir onde e quem, porém os custos e a morosidade legal favorecem os anônimos.

Mas os problemas das redes sociais não terminam por aqui. Esta tecnologia toda é usada por objetivos puramente econômicos. E por objetivos econômicos iguais, grupos de pessoas diferentes costumam, desde o começo da humanidade, a se utilizar de políticas diferentes. Chegamos então à conjunção tecnologia / economia / política (todas juntas) nas redes sociais.


Antes da internet, a política se propagava por sindicatos, religiões, associações, mídias, sociedades secretas, escolas, órgãos públicos e todos os tipos de entidades que reunissem grupos de interesse coletivos. Tudo era muito fragmentado e desconectado. E mesmo assim tivemos atrocidades como o nazismo, fascismo, stalinismo, maoísmo, guerra fria e muitas coisas terríveis no século XX.


No século XXI, agora no mundo digital, as lutas políticas mudaram seus modos operandi drasticamente.


Lembrando que as redes sociais não educam, apenas modulam e manipulam as pessoas a partir do que elas já são e que a maioria das pessoas nelas é composta por idiotas e falastrões. Estes antes se restringiam a: bares, igrejas, portões, churrascos, salões de beleza etc. (apenas danos locais em pequenos grupos). Há uma oficina do diabo, nas mentes vazias, de cada uma destas pessoas prontas para servirem a interesses políticos adequados às suas profundidades intelectuais prontas para ser levadas a todo o mundo.


Juntamos então pessoas resignadas, (a maioria de nós somos) insatisfeitos com suas condições de vida econômica e / ou social, vendo um mundo de forma impotente, com cada vez mais desigualdades, corrupção e limites pessoais, cheias de recalques, resignadas, com raiva, frustrações e até saudosismo utópico platônico, frente aos péssimos resultados econômicos globais realizados por democratas, ditadores, progressistas, neoliberais e todo o panteão do Século XX. Chegamos a quem está disponível, com muito tempo ocioso, nas redes sociais atualmente. Basta só ascender o pavio.


Estas pessoas que já são reféns das inteligências artificiais tornaram-se a base de uma tendência política global, de uma nova direita conservadora (só no nome, não nas práticas), que começou no final de século passado nos espólios do leste europeu da antiga União Soviética, que se desenvolveu metodologicamente e tecnologicamente para operar nas redes sociais.


A primeira experiência vitoriosa ocorreu leste europeu, onde oligarcas locais, também com apoio russo, bancaram a vitória no primeiro projeto na Hungria, Viktor Orban, na Hungria, onde com o planejamento do veterano em campanhas de direita, Arthur Jay Finkelstein, aplicou técnicas científicas de marketing e comunicação de massas no projeto nacional populista de extrema direita. Mas este projeto ainda não contou com as redes sociais nos patamares representativos.


Em seguida veio o projeto dos neofascistas italianos com Gianroberto Casaleggio e Beppe Grillo, e sua “democracia direta” estabelecida com a utilização da internet. A Itália vem de uma longa tradição de governos populistas de direita. Casaleggio inclusive era um homem oriundo do mundo e tecnologia de informação, enquanto Grilo era um comediante e mantinham um blog em parceria. O movimento 5 Estrelas e a Liga do Norte se originaram com as experiências destes dois. Foram os pioneiros da utilização das redes sociais, automações, algoritmos, ferramentas de marketing digital e trolls (estes uma tradição russa, que também os apoiava). A utilização política da Pós-Verdade e a própria Democracia Ciborgue (denominada por eles por democracia direta) começaram a ser utilizadas politicamente neste laboratório. Perfis anônimos contratados, utilizados para recrutamento e modulação de apoiadores, bem como influenciadores charlatães (sem crédito na mídia ou no mundo científico) faziam parte do modus operandi. A utilização de técnicas de sublimação baseada em falácias, silogismos, paralogismos e sofismas começaram a ser largamente utilizados, bem como todos os tipos de cyber terrorismo tais como doxing, bullying, stalking, calúnias, cancelamento, destruição, fraudes etc. E as guerras das hashtags era parte essencial da vida de democracia direta deste grupo.


Esse método foi replicado em vários países com auxílio de empresas de marketing eleitoral digital e “experts” em mídias sociais. Várias mídias alternativas surgiram replicando os conteúdos das redes sociais, principalmente em mecanismos de buscas sempre nas primeiras posições, também como anúncios online assertivos.


As empresas de tecnologia social, como Google, Facebook e Twitter, foram contratadas e usadas direta e indiretamente nestas operações. Os mesmos recursos tecnológicos que as big techs já utilizavam nos seus negócios passaram a ser utilizados na política.

E com a política vieram os patrocinadores desta, que com o capital especulativo anônimo circulando globalmente, como acionistas institucionais de curtíssimo prazo negociando suas ações, passaram a investir massivamente nas redes sociais e seus políticos, padrão comediante italiano, da Democracia Ciborgue.


Nos EUA, onde sempre existiu uma divisão capitalista entre progressistas e conservadores, além de políticos, também religiosos de linhas cristãs protestantes passaram e investir na Democracia Ciborgue, uma vez que as grandes religiões como o cristianismo romano, Islamismo, hinduísmo e judaísmo, por exemplo, já têm posições de poder consolidadas junto aos estados. O dogma: Direita, conservador, cristão e família, encontraram aliados também em grupos supremacistas, gamers, negacionistas etc. Todos articulados em sites de extrema direita ou na deep web.


É neste ponto que figuras como Steve Bannon e do Donald Trump ganham destaque com a Alt Right dos EUA, montando uma grande operação para eleger o “Fake God” Trump, nas eleições 2016. Utilizando o mesmo modelo italiano original de Casaleggio e Grillo, Bannon articulou junto a empresários, investidores, oriundos do tal “globalismo” que eles mesmos fingem criticar, oriundos inclusive dos mesmos países que tanto atacam em seus discursos. Eles bradam por um conservadorismo e ética econômica que você não vai encontrar no Donald Trump, Bannon, religiosos protestantes e possivelmente platônicos, mas agem e criam um mundo distópico completamente diferente e incompatível com os valores que defendem.


Trump e Bannon são completas fraudes pessoais e empresariais, se olharmos pelo prisma conservador, religião e família. Inclusive a vida judicial deles demonstra isto claramente. Mas a verdade nada importa na Democracia Ciborgue, pois ela se dissemina através da Pós-Verdade. Então não há coerência alguma nas coisas que pregam e fazem, pois seu público não é racional, mas emocional, recalcado, frustrado e com raiva de tudo e todos.


O mesmo processo ocorreu aqui no Brasil com a dupla Bolsonaro e Olavo de Carvalho. Com vidas pessoais “ousadas” até para os padrões progressistas, ambos são representantes da direita, conservadora, cristã e família. Bolsonaro e sua prole têm suas vidas profissionais inteiras ligadas ao estado, nenhum nunca passou nem perto do liberalismo que defendem. Olavo, por outro lado, já tentou de tudo em sua vida profissional e religiosa, finalmente atingindo um “estrelato” com um curso fake de filosofia e livros de realismo fantástico / ficção (muito inferiores aos do J. J. Benitez), como ele, sendo o criador (Olavo) e a criatura (obra) ridicularizados nos meios acadêmicos e científicos sérios como verdadeiro bufão.


E os empresários (eram 200 “oficiais” nem sei quantos sobraram), investidores especuladores, religiosos empresários, influenciadores sem influência, jornalistas decadentes, mídias de segunda linha e /ou alternativas e políticos inexpressivos que apoiam o bolsonarismo no Brasil estão relacionados a capitalismo selvagem, de compadrio, de estado, verbas públicas, isenções, carreira em declínio e os mesmos oportunistas de ocasião de todos os governos. Incluindo a FIESP. Eu chamo isso de Bog Right brasileira. São a borra da classe empresarial brasileira, que de fato é 99% composta por borra.


Apesar do aparente distanciamento momentâneo das duplas Trump-Bannon e Bolsonaro-Olavo, ao redor deles, transitam satélites comuns aos seus mundos, promovendo os interesses comuns entre os quatro.


As estratégias de Grillo, Trump e Bolsonaro é serem sempre grotescos, neomedievais, barulhentos em todas as suas posturas e ações como negacionismo, meio ambiente, saúde, democracia etc. Isto para estarem sempre em evidência nas suas e nas outras mídias, convocando as torcidas às polarizações que os interessam para mantê-las “lutando”. Enquanto eles estiverem em evidência, em constante campanha política, com seus comportamentos de ogros, seus maus feitos e improbidades passam sorrateiramente a margem das mídias. É aquele caso no qual os seus militantes em massa apontam para uma formiga passando, enquanto um elefante passa pelas suas costas.


As religiões empresas evangélicas brasileiras, com seus pastores / bispos empresários, CEO e políticos são parte da base principal do bolsonarismo, mesmo que ele tenha se tornado evangélico através de um pastor no momento preso por corrupção, apenas para casar com sua terceira esposa, uns trinta anos, mais jovem que ele. E as vidas destes evangélicos estão praticamente presentes todos os dias nos noticiários criminais, com razões nada conservadoras, cristãs ou família. Tradicionalmente as religiões sempre foram utilizadas ao longo da história humana, para manter as massas tranquilas e esperançosas com a vida após a morte, enquanto reis, religiosos e suas cortes levavam “a vida”. Essa utilidade das religiões foi sendo adaptada ao longo da evolução da humanidade, chegando as grandes religiões globais atuais. Mas o nível de vigarice destas religiões evangélicas (crentes) estoura todas as escalas existentes de picaretagem.

As igrejas precisam pagar os mesmos impostos que outras empresas e devem possuir balanços públicos e auditados. Deus não precisa pagar impostos, mas os empresários que vivem dos lucros divinos precisam pagar e provar sempre que são honestos.

A técnica de convergência nas mídias é amplamente utilizada pelas religiões-politico-empresariais brasileiras (como nos EUA). Estes grupos possuem mídias próprias, tais como rádios, canais de televisão, revistas, jornais, horários alugados na mídia tradicional, sites, aplicativos além das próprias missas, onde modulam e manipula o público não conectado a internet. É um braço complementar a manipulação digital que resulta em “crentes” sendo modulados exatamente como as pessoas o são nas redes sociais. No Brasil o visível caso da Igreja Universal, que possui sua própria rede de televisão aberta, a Record, bem como tem participação até na operação local da CNN Brasil.


E as redes sociais, com seus oficiais e soldados bots, ciborgues e até humanos, guerreiros da “Democracia Ciborgue” trabalham sem trégua na difusão da Pós-Verdade, incluindo até Fake News e modulando e manipulando nas redes sociais, buscadores e anúncios na internet.


Tanto Bolsonaro, como seus filhos e apoiadores mais graduados se valem de falácias, sofismas, silogismos e paralogismos nas suas argumentações nas redes sociais, é claro com a Pós-Verdade a tira colo e ocasionalmente até Fake News.


Enquanto isso as agências de marketing digital, bots, trolls, automações, inteligências artificiais usando as tecnologias disponíveis, recrutam num primeiro momento através de bolhas de filtragem, depois grupos “secretos”, modulam e manipulam suas legiões virtuais nas câmaras de eco. As Pós-Verdades e Fake News são produzidas e distribuídas nos grupos, bolhas a câmaras de eco para a constante campanha política da Democracia Ciborgue sempre viral.

A criação de inimigos imaginários é vital para manter as torcidas motivadas. Os comunistas, globalistas, socialistas, nova esquerda, liberais etc. É uma metralhadora giratória ininterrupta nas redes sociais. Também existe o MOD “monster of day” que são as personalidades ou temas que eles elencam para hashtags e ataques massivos, como aconteceu com o comediante Felipe Neto pouco tempo atrás e o Magazine Luíza na semana passada. As milícias digitais da Democracia Ciborgue são compostas basicamente por cavaleiros medievais quixotescos.


Como a Democracia Direta italiana, a Democracia Ciborgue precisa controlar a mídia profissional e criar, se possível seus próprios canais de mídia. Neste ponto diversas mídias alternativas misteriosas de ilustres desconhecidos (sem LinkedIn até) sem nenhuma credibilidade foram criadas no bolsonarismo, todas virtuais. Também mídias religiosas evangélicas ou tradicionais secundárias são usadas, alugadas ou compradas para a constante propaganda política da Democracia Ciborgue.


Ainda encontramos atividades políticas bolsonaristas no meio militar e nos três poderes, inclusive com promotores e juízes amigos, como já aconteceu antes no lulopetismo. Há inclusive uma aparente ligação entre alguns perfis anônimos (ex Let's Dex do Twitter) do bolsonarismo e setores do judiciário paulista (MP). O presidente Bolsonaro inclusive estava em vias de colocar um ministro no STF “terrivelmente religioso e amigo dele que tomasse tubaína com o Bolsonaro em churrascos nos finais de semana".


A Democracia Ciborgue pouco governa, pois ela é baseada basicamente em propaganda política constante, no caso brasileiro ocorre a já expressamente divulgada fantasia da intervenção militar, que só não é viável pelo isolacionismo econômico mundial resultante que haveria por conta da mesma.


Desde a eleição surgiram centenas de “traders”, lojas e agências de investimentos, utilizando os tradicionais algoritmos estocásticos de inteligências artificiais agora integrados com as inteligências artificiais das redes sociais e bolsas do mundo inteiro. Apesar de haver uma quantidade muito grande de movimentos não explicáveis pelas análises tradicionais, há muita gente ganhando dinheiro no mercado de capitais. Principalmente os investidores institucionais internacionais, coincidentemente os mesmos que investem nas empresas de tecnologia sociais e na Democracia Ciborgue. E não é preciso dizer que eles, apesar de negar o aquecimento global, preferem ações com agenda ESG (Environmental, Social and Governance). É bastante provável e real possibilidade de uma modulação e manipulação do mercado de capitais com as mesmas tecnologias inteligências artificiais das redes sociais, inclusive integradas entre si. Nós com as carteiras padronizadas dos bancos varejistas, ficamos apenas com a raspa do tacho.


Nem mesmo os constantes escândalos e investigações envolvendo o presidente, familiares e a corte próxima têm afetado o mercado de capitais, isso basicamente pela razão que a Democracia Ciborgue esconde os problemas dos amigos e ressalta os dos inimigos simultaneamente, evitando assim polemizar seus asseclas como fazem habitualmente com inimigos. Apenas silêncio ou falácias nestas ocasiões.


Esta Democracia Ciborgue, apesar de ser completamente contraditória em tudo, exerce um fascínio sobre pessoas emocionalmente e intelectualmente mais frágeis. Vamos precisar de Inteligências Artificiais também para tratar e proteger estas pessoas da Democracia Ciborgue e Pós-Verdade. Este deve ser o caminho que as empresas de mídia séria, saúde, educação e todas que trabalhem com a ciência e a verdade vão precisar tomar para esta guerra virtual inevitável. Precisamos começar utilizar os mesmos recursos científicos de tecnologia de informação que a Democracia Ciborgue utiliza com a Pós-Verdade.

Em relação às redes sociais a questão é mais complicada, pois elas se valem de não existir uma legislação global para suas práticas, bem como de estarem situadas nos EUA, sujeitas apenas as vagas e tolerantes leis locais norte-americanas e ignoram as legislações dos demais países. Por conta dos interesses políticos e econômicos por trás das big techs, que manipulam livremente seus universos secretos digitais, só há um modo possível de evitar que as pessoas reais sejam moduladas e manipuladas por inteligências artificiais. Chama-se certificação digital, uma identidade digital, similar a uma carteira de identidade, CPF, passaporte, título de eleitor com autenticação governamental tratada por legislação. Com ela será possível tornar humanos e identificáveis os perfis de pessoas reais que operam nas redes sociais, deixando claro quando não for um ser humano interagindo. Isto traria responsabilidades tanto as big techs quanto às pessoas que são usuários das redes sociais. Não há anonimato do bem, super-heróis mascarados não existem fora da ficção.


Em relação aos influenciadores charlatães, não anônimos da Pós-Verdade, estes precisam ser desmentidos e desmoralizados em tempo real, também com o apoio de inteligências artificias e automações. As empresas que operam com a verdade e a ciência precisam se organizar e financiar instituições digitais, como uma “SERASA” da verdade, que operem nas mesmas redes sociais e travem a batalha da Verdade x Pós-Verdade em tempo real, já que os estragos resultantes da Pós-Verdade, mesmo que rebatidos depois, não têm a mesma amplitude e não apagam os danos colaterais dos mal feitos realizados.


Em relação às mídias de aluguel da Democracia Ciborgue, estas precisam ser penalizadas economicamente como o Sleeping Giants já vem fazendo. Os anunciantes e patrocinadores sérios precisam se retirar das mesmas deixando estas somente com os recursos de quem se propõem abertamente a financiá-las e não escondidos, como fazem certos religiosos, empresários, investidores especuladores e políticos hoje.

As big techs e seus executivos também precisam responder judicialmente pelas informações que propagam (inclusive sofrendo prisões preventivas). Hoje é bastante cômodo para Google, Facebook e Twitter dizerem que não se responsabilizam por seus clientes – funcionários - mercadorias aos quais chamam de seus usuários. Só que elas ganham com a qualidade e os volumes do alcance dos crimes que os usuários cometem dentro de suas redes prejudicando outrem. A primeira ação das big techs deveria utilizar inteligências artificiais em suas redes, ajudar a financiar também as empresas digitais de checagem de veracidade de informações e integrar suas redes a elas, criando um “firewall” contra a Pós-Verdade atuando em tempo real. O Google principalmente com suas buscas direcionadas e promovidas deveria responder judicialmente pelos resultados de mídias de Pós-Verdade e Fake News que ele apresenta no topo das consultas. No caso do Twitter e Facebook as publicações e republicações suspeitas deveriam ficar retidas para análise dos verificadores em tempo real.


Mas o que estas empresas de tecnologia e seus investidores econômicos / políticos não têm é interesse em resolver, já que não importa qual deles esteja no poder, as redes sociais vão continuar a ser o armamento da Democracia Ciborgue e a Pós-Verdade sua munição que trazem juntos altos retornos financeiros para eles.


Como a evolução da humanidade vem caminhando continuamente para o politicamente correto, que envolve uma série de limitações em termos de “fazer o que quiser”, bem como responsabilidades ambientais, sociais e diversas outras, que também trazem limitações, o progressismo não estava disponível para a turma por trás da Democracia Ciborgue (nem seria interessante). Essa turma também é contra uma continua redução das desigualdades, mesmo que sejam da base da pirâmide. Deste modo, contrários a um neo-iluminismo, a turma do “lucro fácil” e sem “responsabilidades sociais e ambientais”, criou uma ideologia política fake: Direita, conservador, família e cristão, com uma alusão a um neo-medievalismo, com um “Deus Fake” no centro do universo distópico, “reis”, religiosos e suas cortes no centro do poder político e econômico. Para isso organizou seus próprios “templários” para as cruzadas digitais, no mais medíocre estilo “gamers” sociopatas, tudo sem nenhuma conexão científica ou com a realidade. Os currículos pessoais e profissionais desta turma demonstram claramente quem eles são. Almejam apenas poder e dinheiro, mesmo sem nenhuma competência.


Bufões e charlatães como Trump, Bolsonaro, Bannon e Olavo são as lideranças deste mundo neomedieval distópico que eles criaram na política. Seguidos por uma corte de influenciadores rasos e histriônicos que se espalham pelas mídias, sempre muito bem patrocinados.


Dentro as redes sociais ainda existem os serviços conhecidos por “messengers”, tais como WhatsApp, que em teoria, não auditam nem arquivam os conteúdos transitados nem individualmente nem em grupos. Neste tipo de redes sociais, que não são visíveis como as com publicações, seguidores e linhas do tempo, acontecem as maiores atrocidades contra a Democracia e a Verdade, são nelas que parte das pessoas, recrutadas nas bolhas e identificadas nas câmaras de eco, foi abduzida mentalmente pela Democracia Ciborgue e Pós-Verdade. Dentro destes grupos os perfis de pessoas mais frágeis emocionalmente e intelectualmente, passam a crer em teorias de conspirações, terra plana, vacinas com nanotecnologia, e na veracidade de todos os episódios do seriado Arquivo X. Lembrando que no caso brasileiro temos até o fumante por trás das conspirações. Todos viram “super-heróis” (com duplas personalidades) lutando pela “justiça” (de um universo espelho, invertido). Pelo menos é assim que eles se enxergam.


Este modelo de anuviar mentes é típico de sociedades com governos totalitários e / ou populistas. Porém com as redes sociais a serviço da desinformação, modulação e manipulação lobotomizando as mentes das pessoas tornou este processo muito mais fácil.


Eu sem nenhuma modéstia entendo muito de tecnologia de informação e razoavelmente bem sobre o mundo dos negócios. Por esta razão sei: Quem são eles. De onde vieram e para onde vão. Pelo fato de ser ateu sou livre de preconceitos religiosos. Como progressista, minhas fantasias sobre um futuro melhor para a humanidade são muito bem representadas nos seriados e filmes Star Trek. Onde esta turma neomedieval não existe.


Mas temos que cortar as cabeças destas cobras imediatamente, para podermos retomar o caminho da Democracia, civilidade, ciência, verdade, progresso, meio ambiente e principalmente tratar a desigualdade social. Precisamos pessoas saudáveis, educadas, qualificadas, conscientes e tendo maior poder econômico e com ricos muito menos ricos. Não há outro caminho além deste que não leve a uma convulsão social global. Rico não é um trabalhador que lutou muito a vida toda e possui uns poucos pequenos imóveis alugados para a velhice. Ricos estão em jatinhos, iates, helicópteros, mansões, coberturas, carros esportivos, lindos escritórios, mercado de capitais e cercados por gente linda em festas, eventos, hotéis, mídia etc. São estas pessoas que você não vê, as responsáveis pela miséria que agente vê e que também financiam esta polarização social e estão ganhando muito com isso. Com seus políticos, religiosos, influenciadores e todos mais que alugam suas gargantas para eles. Nós somos apenas os peões.


Agora pode tirar seus óculos 3D e voltar para o seu mundo 2D defender esquerda ou direita.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.