SISTEMA BANCÁRIO PREDADOR!


Assim como ocorreu na crise imobiliária norte americana, nosso sistema bancário está demonstrando ser um praticamente do capitalismo predatório, unicamente preocupado em majorar seus resultados a curto prazo, se portando como um verdadeiro agiota mafioso.


Desde o governo lulopetista as pessoas foram "convidadas" a se endividar. Aos poucos o convite passou a ser uma obrigação e no fim se tornou uma prisão.


Mesmo com as continuas quedas da taxa SELIC e o desaquecimento econômico, os juros bancários brasileiros continuam os maiores do universo (até que se descubra alienígenas agiotas). O mesmo raciocínio vale para as administradoras de cartões de crédito.


Tenho observado que os bancos estão refinanciando empréstimos antigos, para pessoas físicas, os quais foram feitos com taxas superiores as 15% a.m. com óbvios juros compostos. Evidentemente que com a pandemia e a decorrente crise, agravada pela completa incapacidade do Governo Bolsonaro, as pessoas não estão conseguindo honrar os empréstimos "agiotas", do sistema bancário brasileiro. Estão ficando inadimplentes.


O que os bancos fazem, então? "Baixam" suas taxas de cheque especial para 7% a.m. e aplicam sobre o montante devido anterior (valor total, sem descontar os juros e tempo), aplicam mais juros e mais tempo com a taxa do cheque especial ao redor dos mesmos 7% nos refinanciamentos com os juros compostos de sempre.

É óbvio que as pessoas não conseguirão pagar e terão que quebrar, ou perder suas garantias, ou permanecer mais outros cinco anos tendo mais juros e tempo aplicados sobre juros e tempo exponencialmente. Uma condenação com a prisão sendo estar umbilicalmente ligado ao banco.


Basicamente os bancos estão "devorando as pessoas" até os ossos, mantendo-as vivas e aprisionadas junto a eles, para garantir seus resultados futuros com os juros do passado.


A única saída prática para pessoas físicas deste ciclo é quebrar, sem garantias e serem cobrados (por robôs por telefone, sms e e-mail 24 horas por dia) pelas dezenas de empresas terceirizadas de "contencioso" e "fundo perdido", ligadas aos bancos, ai sim com taxas um pouco menos "agiotas", mas para isso terão que permanecer anos com o nome sujo e fora do mercado financeiro formal.


E o capitalismo financeiro, continua comandando a economia sem nada produzir, pelo contrário, apenas extorquir.


Defendo a Economia Sustentável e o Liberalismo Verde, mas no meu modelo econômico os bancos, nos moldes atuais nos quais operam, se não houver uma mudança urgente com a entrada de novos players, mais modernos com Finctechs financeiras e novos bancos civilizados de países civilizados, precisam não ser apenas privatizados, mas expropriados pelo estado com deságio de 100%. Os acionistas bancários merecem sair com uma mão a frente e outra atrás, pelo que já ganharam!


Nosso sistema financeiro está matando o progresso e e produção de riquezas de um lado, bem como o mercado de capitais, com seus investidores institucionais especulativos o fazem de outro. Só se produz dinheiro e não riquezas manufaturadas que de fato movimentam a economia. Estas nós só importamos.


Lembrando que as disputas com os bancos no executivo, legislativo e judiciário já estão todas ganhas por eles, é só encenação. Nunca temos chances.


O Brasil precisa extirpar seus dois grandes problemas, o sistema financeiro e o mercado de capitais. Com ambos operando nos atuais modelos este país não vai a lugar nenhum. Somos o país dos agiotas e especuladores!


Precisamos um revolução econômica produtiva!





Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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