THE SOCIAL NETWORKS-FILES: I WANT TO BELIEVE!

The X-Files (Brasil: Arquivo X) é uma série de televisão norte-americana de ficção científica criada por Chris Carter. A série foi exibida originalmente entre 10 de setembro de 1993 e 19 de maio de 2002, no canal norte-americano Fox. Além da série de TV, dois filmes também integram sua franquia: The X-Files, lançado em 1998, que ajuda a explorar a história maior narrada pela série e The X-Files: I Want to Believe, lançado em 2008, que serve apenas como um evento episódico.


The X-Files foi um sucesso para a emissora norte-americana Fox e recebeu críticas amplamente positivas, porém, sua história maior foi criticada próximo ao seu final. Inicialmente considerada uma série com uma legião específica de fãs, tornou-se parte da cultura popular que indagou temas como descrença a governos, teorias da conspiração e espiritualidade. Tanto a série em si quanto seus atores principais receberam múltiplas nomeações e prêmios e, à época de sua conclusão foi à série mais longa de ficção científica da história da TV norte-americana, vindo a perder este posto posteriormente para Stargate SG-1.


Fonte Wikipédia.


Esta é uma pequena amostra de como o a pós-verdade, mesmo como um seriado, faz sucesso entre as pessoas. Outro subtítulo usado em muitos episódios da série era “Trust no one”: não confie em ninguém.

Alias a série tem até um “fumante misterioso” que é o líder do “sindicato das sombras”. Bem como havia o “garganta profunda” (morto com uma facada) que também era um dos membros do sindicato das sombras. Se eu fosse paranoico já estaria criando uma teoria da conspiração agora.


Na mitologia da série você só poderia confiar nos membros do Arquivo X, que era uma salinha num porão do FBI, no qual trabalhava um agente considerado maluco, com sua parceira estagiária que, ao longo da série, também ficou maluca. Havia o diretor “parsa”, amigos virtuais os sabichões anônimos “pistoleiros solitários”. Todos lutavam contra uma conspiração global que envolvia governos, imprensa, empresas, alienígenas, mutantes, comunistas, fantasmas, vacinas, globalização e tudo mais que rendesse alguma teoria da conspiração. Estes eram os heróis do Arquixo X: os proscritos do sucesso e da credibilidade dentro do FBI. Mas na mitologia da série eles eram os “únicos” que sabiam a verdade, a vitória dos recalcados.


O que vem ocorrendo nas redes sociais, aproximadamente desde 2008 quando o Twitter foi lançado, e nos anos seguintes próximos, quando os primeiros recalcados criaram seus perfis nesta, é exatamente um fenômeno análogo ao seriado Arquivo X. A diferença básica é que estamos falando no mundo real e não num seriado de televisão. Quando gente deste tipo passou a terem ressonância nas câmeras de eco, fora de suas bolhas de filtragem, o mundo real corre perigo. É basicamente o que o Twitter fez, passou a ser a rede social da Pós-Verdade e o CEO desta também dos “Bitcoins”.


Os recalcados evidentemente vivem personagens completamente diferentes, de suas vidas reais, dentro das bolhas de filtragens e principalmente nas câmeras de eco. Lá se consideram os “escolhidos” para levar a sua “Pós-Verdade” ao mundo como se fosse verdade. É por isso que em sua maioria são e querem permanecer anônimos, pois a verdade e suas vidas dentro do mundo real depõem contra eles.


São estes recalcados que ser tornam os soldados rasos da Democracia Ciborgue.

Comandados por “grandes influenciadores” virtuais, dentro de suas bolhas e câmeras, partem para a “guerra cultural”, “guerra religiosa”, guerra “política” e um enorme gama de pautas, todas com suas visões dissonantes com o mundo real, achando estarem na vanguarda da verdade, quando na realidade são alienados e anuviados, comandados por interesses políticos e econômicos de grupos que não querem ser avaliados, por pessoas com qualificação para tal.

O fato é que manter essa turma na ignorância, usar as mesmas e ainda faturar sobre elas é de fato um caso de conspiração real. Redes Sociais, acionistas, políticos e patrocinadores ganham com esta “democracia direta”.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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