VIZINHOS DO BARULHO!

Em tempos de pandemia e isolamento, fomos forçados á ficar muito tempo em casa, mas isso serviu apenas para acentuar que, como pessoas problemáticas similares a MAV na internet, se comportam em suas residências.

Eu me considero uma pessoa sem sorte com vizinhos. Dentro de minha vida adulta, que para mim é o período que deixei de morar com meus pais, tive três experiências vivendo em condomínios, dois horizontais e um vertical, sempre convivi ao meu lado com vizinhos problemáticos.

Na experiência vertical, em uma cobertura, eu tinha uma única vizinha ao lado, a qual, em termos de poluição sonora, sanidade mental a e desrespeito ao direito do próximo valia por dez. Imaginem uma senhora solteirona, fisicamente muito parecida com “Madame Mim” da Disney e com a “Dona Xepa”, uma antiga novela da Globo. No caso citado, ainda estrábica.



Durante os anos que convivi do lado desta triste figura, uma resignada, raivosa, invejosa e desonesta, eu aguentei todo tipo imaginável de violações aos meus direitos, inclusive criminais. Ela corria gritando com seus dois cachorros pelo apartamento quase que diariamente, bem como trazia parentes para o mesmo, como um sobrinho deficiente físico e mental que urrava e batia coisas por longos períodos. Houve até uma vez que uma sobrinha, que dançava em boates, brigou dentro do apartamento emprestado, com um tipo de namorado-empresário em altos brados por uma noite inteira. Sem falar que a mesma, teve aventuras sexuais com outros vizinhos bem mais jovens (um até casado), que também eu era obrigado a escutar durante os eventos e depois, com os mesmos caçoando em particular, “da velhinha” que segundo o casado ele havia a deixado “igual capivara quando esta morrendo”. E a coitada se referia a ele como o seu “Deus Grego”. Claro que o Romance durou no máximo um mês.

Ela também foi síndica do condomínio, com gestões totalitárias e fazendo sempre marketing pessoal de elevador e garagem, que se confundia com “fofocas” sobre os concorrentes a síndico e desafetos do condomínio. Em um final de gestão da mesma, eu encontrei R$ 18.000 (atualizado monetariamente a data atual cerca de R$ 36.000) que a mesma gastou sem provisão e aprovação orçamentária durante um ano em “embelezamento” do condomínio. Registrei isso em reunião e em ata, porém como quase ninguém ia a reuniões e muito menos lia as atas, um ano depois ela voltou no local do síndico que a substituiu fazendo o mesmo tipo de marketing pessoal que o lulopetismo e bolsonarismo utilizavam.



A lista de atrocidades que a “senhora” praticou é extensa. Mesmo quando eu deixei o condomínio à mesma continuou me odiando, chegando ao ponto de receber uma notificação judicial em meu nome, e a abandonando na guarita sem me avisar. A tal notificação era de uma empresa S.A. da qual eu havia sido CEO, feita por um reclamante que usou um contrato social desatualizado, me citando por fatos posteriores que em nada tinham a ver com o meu período. Por sorte pago o alerta da Serasa e verifiquei o episódio bem como encontrei depois a referida notificação na guarita nas mãos dos porteiros asseclas da mandriona.

Por fim, eu me mudei daquele condomínio que foi ocupado em seguida por um parente meu. Mesmo sabendo ser meu parente, a mesma me difamou para o mesmo de maneira criminosa a qual, se fosse verdade, teria violado leis se confidencialidade das câmeras do condomínio e só não levou um processo porque o parente não quis testemunhas contra a vizinha para manter boas relações.


No condomínio horizontal sem espaço entre as casas, a situação foi bastante complicada. Participei da formação do condomínio e meu único vizinho de divisa, logo de cara se ofereceu voluntariamente para ser o síndico e formar o condomínio. A situação ficou bem clara pelas ações do mesmo em seu primeiro e único mandato. Ele tratou de aprovar rapidamente um regulamento interno de “terra sem lei”, em desacordo com todas as leis do silêncio e da perturbação da paz, do tipo “Vale Tudo”. Evidentemente que mesmo o tal regulamento estando em desacordo com leis superiores ao mesmo, ninguém, salvo eu, reclamava das constantes festas que o mesmo fazia com familiares e “parceiros de negócios”, sempre muito ruidosas, recheadas de gritos e gargalhos de pessoas visivelmente ébrias e na maioria das vezes violando as leis municipais, estaduais e federais de silêncio em ruído e horários. Ignorando completamente a Lei de Perturbação da Paz também.

Este vizinho enchia a sua área gourmet de gente de fora do condomínio, familiares, amigos e “parceiros de negócios” que ao invés de fazerem algazarra em suas casas, bares ou seus condomínios (em salões de festa com regras rígidas), vinham fazer no nosso condomínio pela “liberdade” propiciada pelo Regulamento Interno “maroto”.


É claro que dentro de minha casa, eu era obrigado a participar das frequentes “festanças” na casa do ilustre vizinho, sem opção de não participar, a maioria delas em dias de descanso, mas muitas ocorriam em dias úteis.

O mesmo vizinho fez reformas em sua unidade as quais, se verificadas e submetidas à aprovação seriamente, poderiam ser questionadas, mas como o mesmo era o síndico, não houve objeção. Ele montou uma “concha” acústica virada para minha residência na qual ocorriam as festas e as operações produtivas de sua empresa.


O mesmo vizinho, logo que se mudou, possuía uma empresa que produzia “doces e salgados”, inclusive para lanchonetes localizadas até dentro de shopping centers. Eles possuíam algumas funcionárias, que trabalhavam de segunda a sexta e um motorista (com um furgão FIAT) que passava o dia todo entrando nas garagens do condomínio e deixando os portões da mesa abertos por diversas vezes antes da colocação do temporizador.

A produção da empresa era na cobertura (concha acústica) que o mesmo fez em sua área gourmet onde funcionárias, motorista e clientes também faziam reuniões em horários comerciais. Eu confesso que me arrependi de não ter denunciado na vigilância sanitária, havia cachorro a eventualmente até gato na área de produção.

Como as casas eram praticamente encostadas, os funcionários circulavam pela área social várias vezes ao dia, para entrar e sair pelo portão, bem como fornecedores e clientes vinham retirar os produtos pela mesma área social. A porta de entrada da referida casa, chegava a bater mais de 80 vezes por dia com a movimentação comercial. Que incomodava somente a mim e os demais vizinhos nada o pouco se importavam.


Eu cheguei a pedir uma reunião extraordinária com os condôminos sobre o caso, sendo que o mesmo se comprometeu a “retirar” a empresa do condomínio. O que de fato ocorreu por alguns meses, porém logo a operação retornou, mas sem as funcionárias e o motorista, mas o entre e sai de fornecedores e cliente, bem como as frequentas festas e as incontáveis batidas de portas diárias voltaram prosseguiam.

O próprio vizinho e dois outros do condomínio, falavam que gostavam de festas e confraternizações num condomínio que não possuía um salão de festas e um Regulamento Interno “Vale Tudo”, em simpatia ao meu vizinho. Não raro os dois outros também faziam festas ruidosas, chegando até a ocupar a área social para seus convidados ruidosos.


Esse tipo de gente, que deveria estar reunida em bares, bebendo, fumando, gritando, assistindo esportes e cantando a vontade, mas preferem suas casas em um condomínio que não tem estrutura de salão de festas e churrasqueiras, bem como regras, aparentemente só conhecem os seus direitos, mas não suas obrigações. Desconhecem que o seu direito termina onde começa o direito do próximo. E sobre tudo não têm nenhuma educação e respeito pelos próximos. Eles querem obrigar os vizinhos, dentro de suas próprias residências, a participarem da “algazarra” ruidosa que eles promovem nas deles. E muitos chegam hipocritamente a dizer que podem fazer tudo o que quiserem em suas casas. Mas esquecem de dizer que eu tenho que aceitar dentro de minha casa, tudo o que eles fazem na deles e reflete na minha. É a máxima da hipocrisia dos Millennials: Tolerância são eles fazerem tudo o que quiserem e você aceitar tudo que eles fizerem.


Felizmente este vizinho acabou se mudando do condomínio antes de mim, mas os parentes dele que assumiram a casa, não sei se pelas mesmas razões, continuaram com as confraternizações ruidosas que eu participava dentro de minha casa compulsoriamente.


Este tipo de vizinho não respeita os direitos do próximo, são os famosos seguidores da “Lei de Gerson”, querem sempre levar vantagem em tudo. Esse tipo de gente que você não vê, faz este país que a gente vê.


Ainda em relação aos dois condomínios horizontais, no outro as casas são separadas por bastante espaço nos terrenos, havendo pouco contato entre as mesmas. Então, tirando um vizinho pastor que fazia reuniões ruidosas um pouco mais distantes, regadas a muito álcool, gritos e escatalogias verbais. Não tenho muito para destacar. Também se trata de um condomínio bem antigo, com uma cultura interna de convívio mais civilizadas.


Pessoalmente, como enquanto minha mãe for viva, não posso realizar o meu “projeto Patagônia” sem vizinhos em cidades “alemãs” de lá, terei que forçosamente permanecer aqui em São Paulo no atual ou em um novo condomínio. Enquanto isso só me resta recorrer a lei para os “festeiros” sem limites.


O pior é que isto está ocorrendo, criando aglomerações, ainda em meio à pandemia do Covid-19, esta gente, como disse uma vez um de meus vizinhos “baladeiros” num grupo WhatsApp do condomínio “gosta de celebrar a vida”, no caso atual até no “meio da morte”.


Que tipo de políticos este tipo de gente é capaz de eleger: Lula, Dilma, Bolsonaro e outros ainda piores vindouros!


Fica minha recomendação de assistir: https://youtu.be/-de9PhsF3As.

Recorrer a lei, se do síndico do condomínio não advertir e até multar reincidências, é a única alternativa.

Copyright © 2020 de Jair Lorenzetti Filho. Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer parte dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor.

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